[Resenha] Para Continuar – Felipe Colbert

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[Resenha] Você para sempre – Sandi Lynn

Resenha 2

Muito bem, vamos começar essa resenha um tantinho complicada do segundo livro da trilogia Forever. Quem leu a primeira resenha sabe que eu gostei bastante do livro um e também comentei que estava curiosa para esse livro porque o outro tinha terminado bem redondinho e definitivo. Pois então, tendo tudo isso como base, Você para sempre foi, ao mesmo tempo, desnecessário e legal.

Você-para-Sempre

Quando abri o livro e li a primeira parte, eu entendi a proposta: a mesma coisa do primeiro, mas dessa vez na versão do Connor. Nesse momento, eu tive sentimentos controversos, que se seguiram no livro inteiro.

Veja bem, foi muito bom ver a contraposição de o que estava acontecendo na cabeça do Connor e como ele externava isso. Posso dizer que ele é péssimo externando o que sente. Péssimo. Mesmo quando ele está morrendo de amores por dentro, ele só consegue dizer idiotices. E fazer idiotices. Mas por outro lado, a coisa toda é meio desnecessária.

Eu gosto de saber o que se passa na cabeça de todos os personagens e quando o personagem é bipolar como o Connor é legal ter algumas partes com a visão dele da situação, mas não era necessário um livro INTEIRO para isso. Principalmente porque o Connor é cansativo. Enquanto a Elle nos deixa loucos porque ela NÃO CONSEGUE FAZER A COISA CERTA, Connor nos deixa meio entediados, porque ao mesmo tempo que ele sente saudades da Elle, ele não faz nada para mudar isso. Connor adia as coisas que devem ser feitas e isso só resulta em merda no final. Ele é péssimo para entender o que está acontecendo.

Outra coisa que me incomodou bastante foi a pouca construção do Connor. E ao mesmo tempo a “inocência” dele. Olha só, o cara cresceu já dentro da empresa da família, se formou em Harvard, teve um longo passado pessoal e um grande nível de envolvimento com mulheres, mas ás vezes é como se ele fosse um retardado mental.

Entendo ele ter ficado impressionado com a bondade de Elle e como mencionei na primeira resenha, o relacionamento deles FEZ SENTIDO, mas, céus, a forma como ele ficava repetindo “Aquele maldito sorriso” TODAS AS VEZES que a Elle sorria me deixava irritada. Dava vontade de virar pra ele e perguntar “Querido, nunca viu mulher sorrindo não?”.

Não quero ser machista (mesmo já sendo um pouquinho), mas acho que faltou um pouco de masculinidade no Connor. Ele pode e deve elogiar a Elle, ele pode e deve mimar ela, ele pode fazer o que quiser, mas o fato de Connor ter uma deusa interior no nipe da Ana de 50 Tons me fez querer matá-lo em certas partes. Assim como eu quis matá-lo sempre que ele achava que podia comprar tudo e todos com dinheiro. Connor não sabe pedir um favor, ele simplesmente lida com as coisas com dinheiro. “Opa, fulana entregou um envelope ali para mim, vou dar um envelope cheio de dinheiro para ela.”. Amor, para. Por favor, para. Aprende a dizer “por favor” e “obrigada”, isso basta na vida dos meros mortais.

Outra coisa que me incomodou (eu sei que andam sendo muitas) é que a autora meio que perdeu a sua criatividade na hora do sexo. Mesmo que no primeiro tenha sido um cadinho repetitivo, nesse segundo foi gritante. Olha só, não to pedindo uma posição diferente e alucinante a cada relação dos dois, porque não é isso que acontece na vida real, o que eu estou dizendo é: se você quer narrar detalhadamente as relações, detalhe diferente. Se você não consegue detalhar, só menciona que aconteceu. Pronto. Fim. Não precisa de “Nossa, Elle, como você está molhada!” e “Ah, Connor, é assim que você me deixa.” TODAS AS VEZES. De verdade, não precisa.

Outro ponto foi o tempo verbal da narração. Eu não sei o que a autora aprontou na mudança do primeiro para o segundo, mas a forma como ela escreveu o segundo me incomodou. Fez com que Connor parecesse superficial e a narrativa soasse corrida. E falando em história, senti que a autora quis preencher a vida de Connor como alguma coisa, no estilo “Olha só, ele é rico, mas também trabalha”, só que assim, ela não soube fazer isso.

Connor é CEO da empresa Black, disso nós sabemos. Ele tem MUITO dinheiro, disso nós também já sabemos. E juntando tudo isso nós sabemos que essa empresa tem que ser super hiper mega rentável e necessária. O que quer dizer que Connor tem que trabalhar MUITO. (Estão me acompanhando?) E acho que a autora quis (ao contrário de muitas outras no mercado) mostrar que ele trabalha mesmo. Só que a amada não conversou com nenhum CEO. Na minha humilde opinião, ela não conversou nem com um administrador meia boca, porque, céus, tudo o que o Black fez em quase UM ANO foi discutir a compra de uma empresa em Chicago.

Sério, foi superficial. No primeiro, isso foi um tópico desnecessário, porque era a Elle que narrava e tudo que ela sabia era o básico do básico. Ponto. O trabalho do Connor não era o foco. Mas o segundo livro é ELE QUE NARRA, nós vemos o dia a dia dele e mesmo assim terminamos sem saber com o que a empresa dele trabalha e o que a empresa de Chicago faz. Fica meio “coloquei isso aqui para ocupar página”. Gostei não.

Falemos agora sobre vilões. Não abordei esse ponto no primeiro por razões de: não existia vilão. Muita coisa dava errado entre eles e tudo, mas isso acontecia porque eles não sabiam se entender feito duas pessoas normais. Sob esse aspecto eles eram seus próprios vilões. E funcionou muito bem assim. Mas no segundo… Ai ai. A autora me veio com uma de colocar a Ashlyn de vilã. E olha só, não colou. A mulher não tem cacife para isso. Nem em um milhão de anos. A Elle e o Connor se auto sabotando é mais convincente. MUITO mais.

Tudo bem, acho que todos nós percebemos que foi um desfile de coisas negativas e eu fiquei muito chateada com isso, porque eu ADOREI o primeiro livro. Eu fechei ele super satisfeita e recomendando para Deus e o mundo. Ai me veio esse livro com o Connor sendo um banana querendo comprar todo mundo com dinheiro, sendo a lady da história com sua deusa interior e tudo mais. Eu não soube lidar com isso, porque esperava muito desse livro. Não esperava que eles extrapolassem o conto de fadas desse jeito, a ponto de ser enjoativo (e olha que eu AMO um conto de fadas). Não esperava que a autora ficasse dando tanta importância a grandeza das coisas, falando que tal coisa foi boa só porque gastaram horrores de dinheiro e 700 pessoas apareceram (mesmo que o Connor claramente não tenha amigos).

Em uma palavra: decepção.

O livro só não foi de todo perdido pelo que eu falei no início, de podermos ver a diferença entre o que se passa na cabeça do Connor e o que vemos nos olhos de Elle. O que é bacana para nós pensarmos na nossa própria vida, se aquilo que demonstramos ser é o que realmente somos. E também foi bacana no quesito que o livro não se limitou a contar as mesmas coisas do primeiro só que sob os olhos do Connor. Teve coisa nova e teve a gente entendendo o que ele estava fazendo enquanto a Elle morria de chorar de saudades dele. Também teve a transformação dele de “não quero me apaixonar” para “Meu Deus, como eu amo essa mulher.”, o que foi legal, mesmo que Connor tenha ido de 8 a 80 em poucas páginas.

Enfim, o que eu tiro de conclusão disso tudo? Eu concluo que a ideia inicial era um livro só que acabou fazendo sucesso e se transformando em uma trilogia, que também acabou fazendo sucesso e se transformou em bilhares de livros (porque sim, tem mais livro depois da trilogia, que são focados no restante da família). Ou seja, teria sido suficientemente bom e maravilhoso e divino se tudo tivesse parado no livro um.

Preciso nem dizer que eu sou uma sofredora e que apesar de ter ficado chateada com esse livro, eu vou ler o próximo. É, eu sou dessas. Mas veja bem, apesar de não ter gostado do segundo, eu amei o primeiro, então acho que a autora merece uma chance no terceiro. Daremos essa chance a ela.

[Resenha] O homem perfeito – Vanessa Bosso

Resenha 2

Você já achou seu homem perfeito? Se sua resposta for sim, esteja ciente de que você não pode pedir mais nada para Deus, porque você já conseguiu o mais difícil. Porque sim, esse é o mais difícil. Ser uma pessoa linda, maravilhosa e bem sucedida não é fácil, mas na maioria das vezes, isso só depende de você. Agora, achar o cara perfeito depende até mesmo do tempo. Vai que chove e ele resolve ficar em casa no fatídico dia no qual vocês deveriam se conhecer?! Viu, só? Depende de tudo! E é isso que a dona Vanessa Bosso nos trouxe nesse livro.

o-homem-perfeito

Melina, como muitas mulheres, está buscando o seu homem perfeito, mas diferente dessa maioria que busca, Melina faz isso com MUITO afinco. Ou seja, ela se enfia de cabeça em qualquer lugar, principalmente com aqueles que não valem nem o chão que pisam. E foi nessas loucuras que ela acabou sendo demitida e processada.

Oi?

É, você leu certo. E sem ter onde cair morta (até sua conta bancária foi congelada), Melina voltou para a casa dos avós e do pai, para a cidade onde nasceu e cresceu. Umas férias tranquilas, um tempo para colocar a cabeça no lugar e respirar fundo… Certo? Errado! E errado com gosto, considerando que ela dá de cara com o seu ex namorado, o cara que preenche certinho a sua lista do homem perfeito. Ele é médico, anda tendo um corpaço, é super carinhoso e atencioso, gosta das mesmas coisas que ela… É seu homem perfeito! Mas é um homem perfeito com casamento marcado com a sua arqui-inimiga.

Morri de pena dela. Mas minha pena durou até eu descobri que Bernardo (vulgo homem perfeito) tinha se tornado o seu ex porque Melina (vulgo retardada mental) o traiu com o melhor amigo dele. Eu quis dar tanto tapa na cara dela! Sério, pensei seriamente em desejar que o Bernardo cassasse com a outra lá. Mas então eu entendi a Melina, e mesmo sendo terminantemente contra traição, eu me identifiquei horrores com ela.

Melina é impulsiva e um tanto quanto inconsequente. Ela não chega a ser imatura, propriamente dito, mas as vezes ela simplesmente não mede as consequências. Ela quer e ela faz. E isso a torna arrasadora, mas não em um sentido bom. Melina é arrasadora como um furacão. E é por muitas vezes me comportar como ela, que eu consegui entende-la nos pensamentos e conclusões mais idiotas, até mesmo na atitude de trair o Bernardo (mesmo repudiando isso). Deixa eu explicar (ou tentar).

Como dito anteriormente, ela era um furacão e Bernardo (divo) a entendia e a acalmava de forma natural. Ele realmente era seu homem perfeito. Só que, quando era ainda pequena, Melina foi abandonada pela mãe. A mãe, em um belo dia, simplesmente chegou à conclusão de que a liberdade era melhor que uma família. Preciso nem dizer que isso acabou com o psicológico frágil da pequena adolescente, né?! Pois então, quando Bernardo disse que a amava, ela desesperou, e lembrando da forma como a mãe a abandonara, ela achou que Bernardo também a abandonaria. Se julgando incapaz de aguentar essa rejeição, ela fez merda. Muita merda. Ela estava errada? De mais! Mas no final eu consegui entendê-la e torcer para que ficasse com o Bernardo.

Falei mil coisas e não falei nada, né? Eu sei, mas não tenho lá muita coisa específica para se falar. Eu AMEI o Bernardo em todos os aspectos possíveis de se amar um personagem. Morri de amores pelos avós da Melina. Fiquei super indignada com a mãe dela. Adorei a Nanie, porque eu adoro melhores amigas loucas que entendem a gente e fazem tudo para que sejamos felizes.

E para não dizer que não falei nada do enredo (ando fazendo muitas resenhas sem pé nem cabeça), eu queria deixar aqui a minha surpresa e o meu divertimento pelo final. Porque eu estava lá lendo um romance toda tranquila, tentando lidar com a retardada da Melina, quando “PUF!”, a Vanessa me deixa com uma cara de pastel de “Oi? Como assim? Eu tava lendo um romance, gente! Tá errado aqui ó!”. Foi um final bem chacoalhador e me lembrou Procura-se um marido da Carina Rissi, quando fiquei com uma cara de pastel bem igualzinha.

Enfim, eu adorei O Homem Perfeito, mas A Aposta continua sendo meu preferido da Vanessa Bosso (to tentando colocar até minha mãe para ler). E claro, quero ler todos os outros dela. Super recomendo!

Já leram? Pretendem ler?

Beijos!

Laury

[Resenha] Encontrando-me – Cora Carmack

Resenha 2

Então, por onde eu devo começar? Acho que devo dizer que amo a Cora, porque, cara, eu amo. Quando o livro chegou aqui em casa, mesmo eu tendo outros bilhares na frente para ler, eu parei tudo e embarquei nessa nova aventura. E preciso dizer que não me arrependi nenhum pouquinho.

Encontrando-me

Encontrando-me é o terceiro e último livro da série e, eu acho, se tornou meu preferido. No primeiro temos Bliss na faculdade, sendo a melhor amiga de Cade e Kelsey. No primeiro livro é Bliss quem encontra o amor, no segundo e Cade e no terceiro… Bem, no terceiro Kelsey encontra um pouco mais que o amor. Ela encontra a si mesma. E céus. Céus! Eu entendi demais esse livro. Identifiquei super. E dei altas gargalhadas de como, de certa forma, ele se parece com os meus livros da série O Segredo da Rainha.

Mas tudo bem, vamos situar vocês. Nesse livro nós focamos a vida de Kelsey que acabou de se formar em teatro (junto com a Bliss e o Cade) e que acabou de embarcar em uma viagem alucinada pela Europa para “se encontrar”. Sabe aquela coisa do intercambio pós-faculdade para meio que se despedir da juventude e poder entrar de cabeça na vida adulta? É meio que isso que Kelsey está fazendo, só que para ela significa um pouco mais.

A família dela é toca errada de milhares de formas diferentes e tudo que importa para eles é a imagem que passam para o mundo. Ou seja, quando Kelsey se tornar “adulta” terá que fazer parte da fachada da família e se contentar em ser aquele objeto para ser mostrado. Então, antes que sua vida seja fadada ao fracasso, ela quer ter algo para se lembrar e não enlouquecer. E esse algo é sua viagem alucinada pela Europa. E por alucinada eu quero dizer: várias cidades maravilhosas, muitos bares, muitas pessoas diferentes, muita bebida, muitos caras distintos, muito sexo e nenhuma dor emocional para fazê-la pensar.

Estava dando tudo certinho até que, em um desses bares, enquanto recebia o pior beijo da sua vida, seus olhos se encontram com os olhos de um cara que parece se divertir horrores com sua situação vexatória. Ela se irrita com isso, mas também se surpreende com o quanto aquele cara é gato. Super hiper mega gato. Meu número para ser mais exata (e o dela também, claro hahaha). Ela conversa com ele, se conhecem e tal, mas as coisas não saem muito bem como planejadas. Ou seja: nada de irem juntinhos para a caminha. Kelsey é rejeitada pela primeira vez na sua vida. E isso é frustrante e intrigante.

Mas, apesar de tudo dar errado, parece que eles tem uma grande tendência de escolher os mesmos lugares para ir e se divertir. Ou seja, vivem se esbarrando por aí. E Kelsey vive se derretendo por aí. E nós vivíamos nos derretendo com ela, porque Hunt… Que homem é aquele! É simplesmente impossível não se derreter. Só de você descobrir que ele está no mesmo ambiente que Kelsey, você já começa a sentir calor, mesmo que tudo que ele faça seja conversar com ela sem nem mesmo tocar! Preciso nem dizer que amei esse cara, né?! Ele é tipo o Cade só que menos gentil e com um passado sombrio. Ou seja, ele me lembrou de mais meu personagem Marcelo e minhas betas sabem o quanto eu amo o Marcelo. O resultado disso foi que o Hunt me enlouqueceu de todas as maneiras possível. Ele fez meu coração doer!!

Bem, eu posso falar de como esse livro é maravilhoso, posso falar de como a escrita da Cora é divina, posso falar de como essa mulher tá entrando na minha lista de autoras favoritas, posso dizer como ela é digna demais ao criar personagens masculinos e posso até comentar o quanto ela é perfeita para descrever lugares e criar cenas de sexo fora do normal e como até mesmo simples beijos e toques de pele modestos fazem com que você se transforme em um vulcão em erupção. Mas não vou falar de nada disso. Nope. Vou falar de como ela consegue escrever um romance quente (mas não erótico) que faz você fechar a última página pensando em toda a sua vida. Quero falar de como ela nos conta o significado da dor, do amor e do crescimento, de todas as formas possíveis.

Esse é um livro ao qual você não costuma dar nada (apesar de eu já dar meu coração inteiro porque conheço a autora e sei do que ela é capaz), mas que te tira do chão, chacoalha e depois de devolve ao mundo de pernas bambas.

Quem é você? O que você quer ser quando crescer?

Desde que somos crianças sempre escutamos a pergunta chave da vida “O que você quer ser quando crescer?” e acho que alguém deveria dizer para eles “Pare. Apenas pare.”. Porque sério, como cargas d’água uma criança vai saber o que quer ser quando crescer? Eu não sei o que quero ser e olha que pelo “senso comum” eu já deveria saber. Mas você já parou para pensar como isso é louco. Você, no começo da sua vida, tem que decidir o que vai fazer pelo restante dela. Tem que escolher a faculdade e acertar de primeira. Tem que começar o primeiro emprego e ser bem sucedido. Tem que conhecer o amor da sua vida e ter uma família feliz. Não pode reclamar. Não pode se arrepender. Não pode voltar atrás.

Você percebeu que somos um pequeno robozinho? Talvez por isso tantas pessoas sejam frustradas, porque elas acreditam que tem que acertar de primeira. E se não acertar… Bem, temos que aceitar e nos contentar, certo? Errado! E Cora nos mostra isso muito bem. Kelsey quer viver sua aventura para depois entrar de cabeça na sua vida de robozinho. Ela não está feliz com isso, mas ao mesmo tempo não vai lutar contra, apenas vai se contentar. Só que muita coisa acontece na vida dela e de repente ela percebe que tem outra opção. Que ela pode até ter nascido com um roteiro pronto, mas que cabe a ela segui-lo ou não. Que o mais importante é fazer o que faz você se sentir bem e feliz. Ficar onde se sente em casa.

Outra coisa desse livro é como ele faz você pensar a respeito de quem é. Kelsey faz a viagem para descobrir quem ela é, mas no final das contas, ela percebe (com certa ajuda), que ao invés de tentar descobrir quem é, ela estava apenas esquecendo e escondendo quem era. E isso faz você pensar: “Será que não somos todos assim?”. Fazemos as mesmas coisas todos os dias. Conversamos com as mesmas pessoas. Visitamos os mesmos lugares. Mas, e ai? Como isso vai lhe permitir se conhecer? Se conhecer é se arriscar. Ainda que se arriscar seja pegar um caminho diferente para ir de casa para o trabalho. Mudar a rotina. Fazer coisas diferentes. Visitar lugares que nunca visitou. Dar bom dia para um estranho e fazer uma nova amizade. Conhecer o mundo que está a nossa volta faz com que, de certa forma, nos conheçamos também.

E se conhecer, também quer dizer encarar os seus problemas, defeitos e passado. Pode ser terrível. Pode doer mais que tudo. Mas se ele não for enfrentado, você não consegue seguir em frente, pelo menos não de verdade. Porque, como Kelsey, você pode até esconder e tentar esquecer, mas em algum momento da sua vida, aquele passado vai voltar, e você vai ser obrigado a encará-lo de uma forma ou de outra.

Bem, Kelsey e Hunt nos ensinaram MUITA coisa sobre a vida e, céus, eu me apaixonei perdidamente por eles. Sofri quando o livro ganhou aquele ar de “alguma coisa está prestes a dar errado” e meu coração se quebrou em milhares de pedaços quando o coração de Kelsey fez o mesmo. Ri dos dois. Dei gargalhadas. Suspirei. E fiquei desesperada. Foi um livro de altas emoções e muitas lições. Minha única tristeza é essa série ter acabado, porque eu precisava de mais um pouquinho, nem que fosse um capítulo. Tudo que espero agora é que mais livros da Cora sejam traduzidos e lançados aqui.

SU-PER RECOMENDO! Leiam esse livro! Leiam a série toda! ❤

[Resenha] No mundo da Luna – Carina Rissi

Resenha 2

Olá, bonitos! Como vão?

Antes de começar essa resenha, eu gostaria de dizer que fui uma pessoa muito burra (irresponsável) e demorei dois meses para escrever isso aqui, o que para a minha memória horrorosa significa, nada mais nada menos, que vinte anos. Ou seja, sabe aqueles detalhes que eu adoro colocar? Não vai rolar. Porque eu não lembro. Pois é, palmas para a minha burrice.

No-Mundo-de-Luna

Mas vamos lá. Eu já devo ter mencionado que eu adoro a Carina Rissi, né?! Pois eu adoro, e tento estar em todos os eventos que ela faz próximo de onde eu estou ou moro. Só não fui vê-la nessa Bienal porque todos os livros já estavam autografados e a fila estava monumental. Mas ela vai vir em Goiânia, então ok. E foi na última vez que ela veio aqui que eu comprei o No mundo da Luna. Livro amorzinho de mais, mas, no entanto, toda via, Perdida continua sendo meu favorito dela.

Falemos agora do azar de Luna. Ela é jornalista e sempre quis ser A jornalista, mas o único cargo que conseguiu até agora foi como secretaria da Fatos&Furos. E nesse lugar, o chefe dela (vulgo idiota) não consegue nem acertar seu nome. Para deixar a vida dela mais legal, seu carro é uma coisa que mal anda, seu namorado a traiu e a revista onde trabalha está quase indo para o buraco, sendo sempre sabotada pela concorrência.

Visualizou o quadro medonho, né? Mas, quando uma jornalista deixa a revista para trabalhar na concorrência, eis que surge uma oportunidade: o horoscopo. Não era bem o que Luna queria, mas era alguma coisa. Assim surge a cigana Clara, que com a ajuda de um baralho magico, começa a escrever suas previsões para cada signo.

Tudo poderia ser bem simples, se não fosse o fato da cigana Clara fazer muito sucesso e acertar muita coisa. O horoscopo passa a ajudar a vender revistas e o chefe (idiota) da Luna passa a enxergá-la. Preciso nem dizer que o chefe idiota não é tão idiota assim, né?! Ele só é difícil e… ok, meio idiota as vezes. Mas ainda um amorzinho. Minto. Dante é amorzão. Gostosão. Tudo de bom com “ão”. Quando ele deixa de ser o redator chefe para ser um homem de verdade… Céus, quase morri.

Ah, e devo deixar documentado nessa resenha que eu vou ser aquelas velhas com mil gatos que nunca se casou. E isso é culpa de quem? Da Carina Rissi, claro! É como se em cada livro ela colocasse um personagem mais perfeito que o outro (se é que isso é possível) só para a gente olhar em volta e pensar “De jeito nenhum que eu vou ficar com esses carinhas que tem por aí, se existe um Dante, Ian ou Max enfurnado em algum lugar!”. A coisa é que o Dante, o Ian e o Max já tem donas e não estão por ai. Resultado? Fadada a cuidar de gatos! Hahaha

Não sei se consigo falar mais alguma coisa do enredo sem contar spoiler, então vou falar das coisas que gostei (e lembro).

O que mais amo na Carina Rissi: ela desenvolve o relacionamento. Eu amo isso. Nós vemos os personagens se apaixonando. Vemos eles lutando contra isso, vemos eles sofrendo. Nós participamos de tudo e nos sentimos parte da história deles. Gosto de como eles são perfeitos, mesmo sendo cheios de problemas e chaturas. Por mais que a Carina arruíne nosso futuro amoroso, ela também nos faz perceber que alguém pode ser perfeito mesmo sendo cheio de problemas.

Porque ó, Dante é a chatura em pessoa, mas ao mesmo tempo ele é perfeito! E eu queria destacar aqui duas coisas que achei magavilhosas no Dante e que me fizeram falar “Meu Deus, me dá esse cara, por favor!”. A primeira coisa foi quando Luna suspeitou que estava gravida e entrou em desespero. Afinal, ela tinha ido para a cama com o Dante por causa de uma eventualidade (uma eventualidade muito engraçada, diga-se de passagem) e eles ainda estavam se odiando mortalmente. Ela estava morrendo de medo de falar isso para ele e tudo mais, mas Dante foi tão, tão amorzinho! Não no sentido “Vamos ficar juntos e ser felizes”. Não! Foi mais no sentido “Eu não te amo, mas isso também é minha responsabilidade”. E desculpa ai, mas é mais fácil um cara falar “eu te amo” por falar, do que assumir uma criança que ele nunca quis. E Dante ganhou mil pontos comigo por causa disso.

Outro ponto que Dante merece é por sua filosofia “Se nós estamos brigando, vamos brigar até o fim e vamos resolver isso. Ninguém vai embora com raiva do outro.”. E eu tenho uma filosofia semelhante. E fiquei toda feliz de saber que alguém pensa como eu. Porque também acho que, se estamos brigando, vamos brigar de verdade. Todo mundo fala o que pensa, grita, chora, esperneia, mas fala tudo. E se der para resolver, resolve na hora. Se não der, bola pra frente. Sempre acreditei que essa coisa de sair com raiva e ficar remoendo a raiva é a pior coisa do mundo.

Deu para perceber que amei o Dante, né? Pois é, eu amei ele. Adorei também a Luna, mesmo que as vezes eu quisesse bater nela, porque ela tinha um complexo de inferioridade que ficava bem guardadinho, mas que quando não precisava aparecer, aparecia com vontade e arruinava tudo. Sua falta de fé em si mesma causou tanto problema, mas tanto problema!

Fiquei apaixonada pela família cigana da Luna e senti um pouco de saudades de O Pássaro da Samanta Holtz. Adorei também sua melhor amiga (que nem com magia pesada eu sou capaz de lembrar o nome).

Adorei também a irmã do Dante e seu marido. Deles eu lembro o nome, mas não vou falar o nome para guardar a surpresa (já que tirei uma surpresa de vocês nessa resenha). E sério, acho que eles mereciam um livro. Eles são tão amorzinho! Eu fiquei encantada de mais com a relação louca deles. ❤

Bem, considerando que eu não lembro de mais nada para ser dito, tudo que tenho a acrescentar é: A-DO-REI! Carina Rissi me fazendo amá-la cada vez mais. Leiam e queiram roubar o Dante com sua tatuagem de asas de anjo (assim como eu).

E ai, o que vocês já leram dela? Gostaram?

Beijos!

Laury

[Resenha] Hugo & Rose – Bridget Foley

Resenha 2

Olá! Como vão?

Sim, eu sou alguém que adora ser enganada. Mas somente quando se trata de livros. E eu fui enganada com esse, porque vamos combinar, a capa é super fofa, a frase fala de sonhos e a sinopse fala do homem dos seus sonhos. Ou seja, você pensa em coisas maravilhosas e fofas e “own!”. Mas não é nada disso, ao mesmo tempo que também é. Dá para entender? Então presta bem atenção que eu vou explicar (ou tentar).

hugo e rose

Com o que você sonha quando fecha os olhos a noite? Eu sou a garota dos sonhos loucos. Durante a noite, coisas muito loucas passam pela minha cabeça e elas já renderam livros (sim, todo livro meu tem uma pitadinha das coisas loucas que eu sonho), além disso, sou o tipo de pessoa que quando acorda, precisa de um tempo para distinguir o que é real e o que aconteceu somente no sonho. Agora imagine se eu tivesse o mesmo sonho todas as noites! Imagine se você tivesse! Pois é isso que acontece com a Rose. Desde que sofreu um acidente com sua bicicleta, ela sonha com o mesmo lugar e o mesmo garoto: Hugo. E todas as noites eles vivem aventuras diferentes na mesma ilha, tentando chegar à cidade do castelo.

Rose passou a vida tendo esses sonhos e nunca se importou muito com o porquê de tê-los. Ela apenas os tinha e os amava. Era parte dela, parte de sua vida, assim como Hugo também era. O garoto que a conhecia, que tinha passado a vida ao seu lado. E isso nunca impediu Rose de viver, então ela cresceu, conheceu Josh, se casou com ele, teve três filhos e se transformou em dona de casa. Tudo ia bem, até que ela começou a se sentir insatisfeita com a sua vida, como se o que ela tinha não fosse bom o bastante, como se a Rose de seus sonhos fosse quem ela realmente era.

Josh passava o dia todo no hospital, Rose não conseguia fazer Penny usar o troninho de forma correta e ela se sentia a mulher mais insignificante do mundo, até que em um belo dia, por acaso ela encontra, literalmente, o homem dos seus sonhos. Aquele com quem ela sonhava desde que era pequena. E encontrar Hugo faz Rose questionar a sua vida, questionar se tudo que fez até agora era o certo, se o homem da sua vida, ao invés de Josh, não seria Hugo.

Tudo bem, já deu para perceber que existe um triangulo amoroso, e só de pensar em triangulo amoroso, eu tenho urticária, porque são raríssimos os casos que a construção é bem feita. Mas nesse livro a coisa foi diferente. Na verdade, a coisa foi um tanto quanto mais complicada. No inicio tinha Hugo e eu torci para ele, então apareceu Josh e eu me dei conta de que Hugo não era real. Hugo era alguém com quem Rose sonhava e nada mais, então eu me apaixonei por Josh, porque Josh é um homem maravilhoso. Nossa, Josh é magnífico! E quando eu amei o Josh, eu não consegui mais larga-lo. Tudo que consegui fazer foi desejar esmurrar a Rose, porque Rose tinha tudo. Ela tinha três filhos lindos e fofos, tinha uma casa maravilhosa e um marido perfeito que a amava acima de tudo.

Só que ao invés de viver isso, Rose passava o dia todo se lamentando por ser quem era. Ela se achava gorda e tinha vergonha do seu corpo, mas nunca tentava mudar isso, não tentava cuidar mais de si nem nada parecido. Ela fugia do marido, porque o marido a amava. Sim, exatamente o que você leu. Ela fugia dele, porque ele a amava, a via de verdade e a achava linda da forma que ela era. Agora me explica, que mulher em sã consciência faria isso? Apenas Rose. Apenas ela preferia dormir e sonhar com um cara que não existia a ficar com o marido que a amava.

E então, se Rose já não fosse suficientemente insegura sozinha, ela dá de cara com o Hugo na vida real. Se fosse um livro de romance como qualquer outro, Hugo seria charmoso, bonito e o homem dos sonhos, mas céus, ele não é! Ele está decadente (em todos os sentidos possíveis), velho, gordo, usa um único moletom e ele mal toma banho! Mas Rose está tão cega pela possibilidade do cara ser o menino que cresceu com ela em seus sonhos, que ela não enxerga nada disso. Rose simplesmente se entrega a loucura de conhecer aquele cara com quem ela sonha.

E tudo dá tão errado! Foi desesperador. Bridget construiu uma trama crescente e surpreendente. O livro começa tranquilo com ares de triangulo amoroso banal e clichê, até que quando você percebe, já está dentro de algo fantástico e muito diferente do que estamos acostumados. A estória atinge um patamar fora do esperado com a loucura de Rose e a percepção de como as pessoas podem se perder dentro da sua própria mente e ideias. De como um trauma pode mudar alguém para sempre.

O livro foi muito bem escrito e permite que viajemos com Rose tanto em seus sonhos quanto em suas alucinações. E a vontade de saber onde tudo vai levar transforma a leitura em algo desesperador, porque quando Rose enlouquece, nós enlouquecemos com ela, e como ela, não sabemos onde tudo isso vai dar. É o tipo de livro que você fica tão desesperada para chegar ao final e saber como tudo vai se resolver, que não consegue nem mesmo parar para marcar frases legais e coisas do tipo.

O único momento que consegui parar e marcar uma frase foi nas páginas finais, quando tudo tinha se “resolvido” e meu desespero não mais me matava. E a frase diz tudo sobre o livro, porque no final a autora faz questão de mostrar o que ela pretendia com o livro. Um objetivo que foi muito bem atingido. Bridget quis nos mostrar a importância de sonharmos, mas nunca nos perdermos da realidade, a importância de dar valor ao que está ao nosso redor, a nossa vida. E não só sonhar no sentido literal, mas sonhar e se perder em todos os sentidos, tanto em sonhos, quanto ilusões, quanto em ideias de que “a grama do vizinho é sempre mais verde”.

Talvez os sonhos sejam isso. Talvez as pessoas que vemos nos sonhos sejam gente de verdade, que tem algo a nos ensinar, que pode nos ajudar de um jeito ou de outro. Mas todos acordamos dos sonhos. Em principio, eles estão aí para nos ajudar a levar a vida e não para nos impedir de vivê-la.

A vida de todos é importante e especial, e cabe somente a nós aproveitá-la. Cabe a nós olhar no espelho e sorrir para a imagem que vê. Cabe a nós viver conosco e viver bem. Viver com aqueles que nos cercam. Amar quem nos ama e deixar para trás aquilo que nos machuca. Rancores podem destruir vidas e também mentes. E esse livro é a maior prova disso.

Hugo & Rose foi bem diferente do que eu imaginei que seria, mas mesmo assim me agradou. Na construção, nos personagens e na mensagem. Recomendo.

P.s.: Quero muito roubar o Josh para mim!! ❤ Porque cara, aquele homem é maravilhoso de mais! O amor dele, sua devoção com sua família, a forma como se mostra capaz de fazer tudo por aqueles que ama… Ele é um exemplo, uma pessoa que mesmo com seus erros, consegue ser um marido perfeito. :3

É isso, amados. Já leram? O que acharam?

Beijos!

Laury