[Resenha] Black para sempre – Sandi Lynn

Resenha 2

O que dizer dessa lindeza? Quando recebi o release de lançamento eu não dei muita moral para o livro e continuei sem dar, até que chegou a minha vez de solicitar um livro para a Valentina. Fui lá, fucei nos livros e não achei nenhum que condizia com meu humor do momento pelas sinopses, então procurei resenhas. Uma resenha (que não lembro onde vi) me convenceu a pedir Black para sempre. E olha, que resenha mais acertada!

Black-para-Sempre

Black para sempre, em resumo, é como Cinquenta Tons de Cinza deveria ter sido, mas não foi. Sério, com poucas páginas de livro você percebe a semelhança. Homem rico e jovem e mulherengo e grosso e controlador. Mulher mais nova que ele e emocionalmente frágil e com uma situação financeira complicada.

Deu preguicinha em você? Deu em mim também. Pensei “Pronto, outro 50 Tons.”. Mas então o livro vem e grita “Pegadinhaa!!“.

Nosso moço é rico, mas não ficou rico sozinho com toda aquela historinha dele ser foda e perfeccionista e blablabla.  É mulherengo, mas acredite, a “explicação” dele é justa. É grosso, mas isso é só uma armadura. E quanto a controlador… Bem, isso ele é mesmo.

E nossa mocinha… Cadê o suspense? Cadê a surpresa? Nossa mocinha NÃO É UMA MOSCA MORTA!! Sério, Ellery não é uma pessoa passada de morta que aceita ser mandada por um homem só porque ele faz com que ela se derreta. Ela é o tipo que tem personalidade (ás vezes até de mais) e grita quando ele ousa gritar com ela, que bate em sua cara quando ele pensa que pode mandar em alguma coisa. Ela simplesmente vira as costas e vai embora. Tem sangue quente. Tem alguma paixão na vida além de um homem. Sabe o que quer. E tem uma bagagem de vida. Ellery é um refresco para as mocinhas bobonas com caras ricos.

E nosso cara rico… Ai ai, Connor Black é amor! ❤ E idiota também, mas principalmente amor. Ele começa como o típico babaca acostumado a ter o mundo a seus pés, mas com o tempo se transforma no homem que gosta de dar o mundo a quem ele ama.

Mas o mais legal de tudo é que nesse livro não tem o cara foda correndo atrás da garota sem graça que ninguém entende porque ele quer. A garota que apesar de bonita tem crise de inferioridade. Nope. Para vocês terem ideia de uma coisa, a primeira vez que eles se conhecem, é nossa mocinha que se transforma em heroína. É ela quem salva, quem tira ele do problema. E Ellery não tem crise de inferioridade. Ela se acha bonita (na verdade a crise dela é outra, mas falemos disso depois), não é desastrada (tipo a Bella, a Ana e as outras cópias) e sabe aproveitar a vida.

O livro mostra a construção do relacionamento e nós conseguimos ver claramente porque Ellery foi considerada diferente aos olhos do Connor Black. Ela tem vida e não é o tipo que fica deslumbrada com qualquer coisa só porque é caro. Pelo contrário, Elle gosta das coisas mais simples possíveis e faz questão de mostrar a Connor que ele também pode gostar de coisas assim, que são elas que fazem a vida valer a pena e ter sentido. Faz com que ele volte a acreditar que pode se sentir vivo outra vez. E é lindo! A forma como ele faz questão de não tratá-la como as outras e faz questão de dizer isso… lindeza! ❤

Mas tiremos um momento para falar do complexo da nossa mocinha, porque claro, a mocinha sempre tem que ter um complexo. A Elle, ao contrário das outras, tem noção que é bonita, no entanto, ela se acha um “peso” na vida dos outros. E isso, apesar de me fazer querer gritar com ela, fez com que ela se tornasse uma personagem mais profunda e, de certa forma, mais respeitável. Menos superficial. Gostei dessa mudança de complexo e deu super certo com a personalidade dela, principalmente no quesito dela tentar superar isso e a vida não colaborar muito com a situação.

E olhem só, nosso moço também tem complexo! E seu complexo me fez pensar em várias coisas (talvez tenha me feito pensar mais que o da Elle). Connor me fez pensar em como as coisas do passado afetam a nossa vida atualmente. Seja decepções, culpas, medos… Tudo isso, quando não encarado e superado faz com que nosso presente não seja vivido plenamente. E cara, isso só atrasa a vida. Por mais que pareça difícil e doloroso sequer pensar a respeito do que nos mantêm no passado, isso é necessário. E Connor nos mostra isso. Na verdade, Elle mostra isso a Connor e Connor mostra isso a Elle.

Eu adorei o livro, adorei como os personagens foram construídos e tiveram uma personalidade condizente com seu passado. Adorei tudo. Adorei a mistura sexo com romance e brigas e drama e ciúmes. Foi muito bom e reconfortante. E céus, eu quero ler o segundo pra ontem. Principalmente porque o livro terminou bem redondinho, com início, meio e fim. Estou curiosíssima para saber o que será abordado no próximo. Espero ser surpreendida.

 Beijos!

Laury

[Resenha] Mentiras que confortam – Randy Susan Meyers

Resenha 2

Olá, seus lindos! Como vão?

Quem me conhece, sabe que eu sempre digo que a falta de amor próprio é o problema da humanidade e esse livro é uma grande prova disso.

mentiras que confortam

Mentiras que confortam conta a estória de três mulheres em dois períodos distintos. Tia, Juliette e Caroline. Todas elas ligadas por uma única criança: Savannah. Como? Bem, o marido de Juliette (Nathan) teve um caso com Tia, que ficou gravida dele e resolveu dar a criança para a adoção, sendo recebida por Caroline. E tudo seria super simples e corriqueiro se tudo terminasse ai, mas no meio disso tudo tem Tia que nunca esqueceu Nathan, Juliette que nunca soube da filha de seu marido e Caroline que não sabe lidar muito bem com essa coisa de ser mãe.

O livro se divide em duas partes. A primeira delas conta o início do relacionamento de Caroline e Peter, o fim do caso de Tia e Nathan por causa do surgimento da gravidez, e Nathan contando a mulher que teve um caso. Ou seja, a primeira parte é uma introdução para os cinco anos depois, quando Tia manda uma carta para Nathan com fotos da filha e Juliette a intercepta.

Bem, eu não achei o livro extraordinário, talvez porque ele tenha dado várias voltas para parar quase que no mesmo lugar do início. Na minha opinião, faltou um pouco de ousadia da autora. Algo como: “Vou dar um pouco de amor próprio as minhas personagens”. Porque se as três tivessem um pouquinho mais disso (ou quem sabe muito mais), muitas coisas poderiam ser evitadas.

Tia é uma mulher jovem, bonita e inteligente, mas por alguma razão, ela não acredita nisso. Ela acabou se apaixonando por um homem casado que apenas a via uma vez na semana e mesmo depois dele ter a dispensado assim que ficou gravida (não antes de a mandar fazer um aborto), ela ainda continuou o amando por anos. Ela deu sua filha para adoção para não ter que olhar para ela e pensar nele. Tia parou sua vida porque Nathan a abandonou e passou anos sonhando com o dia que ele voltaria para ela. Se contentou com empregos medíocres e com uma vida medíocre e com homens medíocres com os quais ela ia para a cama após perder a consciência com bebidas. Tia me deu raiva em grande parte de livro, isso quando não me dava pena ou asco.

Juliette é a mulher que tinha tudo para ser maravilhosa, mas nunca teve amor próprio o suficiente. Ela é dez (ou doze) anos mais velha que Tia, é uma mulher de dar inveja tanto na beleza, quanto na inteligência, tem sua própria empresa e é um amorzinho de pessoa. Só que Juliette era o tipo de pessoa que ao invés de amar o marido, ela o venerava. Ela se sentia culpada por trabalhar e não dedicar 100% da sua vida a família, se culpou pela traição do marido, se culpou por não conseguir perdoa-lo completamente (mesmo tendo continuado com ele), se culpou por não ser mais jovem, por estar envelhecendo… Juliette se culpa por tudo! Ela se inferioriza ao extremo. E o pior de tudo para mim: ela não pediu o divorcio quando descobriu a traição do marido.

E céus, não há nada que eu odeie mais que traição. Talvez a única coisa que eu repudie tanto quanto traição, seja aborto. E Nathan é culpado das duas coisas. Ele além de trair Juliette, ainda pediu para Tia abortar para esconder a burrada que tinha feito. E vale ressaltar aqui que Nathan apenas terminou o caso com Tia porque ela ficou grávida. Ou seja, ele nunca terminaria se isso não tivesse acontecido. E mesmo sabendo disso, mesmo que anos depois, Juliette o perdoa. E isso foi o cumulo pra mim. Todo o respeito que eu poderia ter por Juliette morreu nesse momento.

E enfim temos nossa terceira mulher: Caroline. Das três, ela é a que tem mais autoestima, mas não se engane achando que isso é muita coisa. Caroline é medica, faz pesquisas sobre câncer e é linda. Tinha tudo para ter uma ótima autoestima, mas ao invés disso, Caroline se acha sem graça e desajeitada, se esconde atrás de roupas puídas e às vezes considera seu marido meio louco por acha-la tão sexy. Eu senti muita vontade de bater em Caroline, mas ao final do livro ela acabou sendo a que eu mais gostei (ou menos odiei, não sei bem), porque mesmo não tendo muita confiança em si como mulher e mãe, ela ao menos confiava em si como médica.

Outro fator para eu ter escolhido Caroline entre as três foi o fato de ela crescer como pessoa no decorrer do livro. Carol muitas vezes tentava se manter forte, mesmo estando desmoronando e isso fazia com que escondesse muita coisa que sentia e acabasse destruindo tudo. No entanto, quando ela resolveu que iria resolver a sua vida, ela foi lá e resolveu, juntou coragem e fez, sem vacilar, sem se perder. Ela realmente foi forte. Ela cresceu, enquanto Juliette regrediu e Tia brincou de montanha russa para parar no mesmo lugar de antes, apenas um passinho a frente.

Eu gostei do livro, mas não achei ele surpreendente, nem nada assim. Se manteve no confortável em questão de estrutura e desfecho, além de se manter no tradicional em relação a enredo. Por se tratar de assuntos comuns como traição e mentiras de família, eu esperava algo mais dela, esperava que tentasse fugir do clichê. E mesmo que não fugisse do clichê, esperava que ela ao menos construísse personagens mais surpreendentes. Foi um livro um tanto quanto linear e sem reviravoltas, o desfecho veio bem calmo e esperado, sem qualquer tipo de suspense. Não é um livro ruim, longe disso, mas não é o tipo de livro que te faz pensar enquanto lê e terminar mudada. É só um livro ok para se ler e passar o tempo.

Dito isso, eu queria fazer só uma pequena observação sobre o conteúdo do livro: o amor é (e pode ser) importante, mas o respeito é mais.

Sinceramente, você pode dizer que ama a pessoa mais que qualquer coisa no mundo e realmente amá-la dessa forma, mas seu amor não significa nada se você não for capaz de respeitar essa pessoa. E desculpa, mas parece que a autora do livro não concorda com isso. Porque a forma como Juliette perdoa Nathan, a forma como fica “ah, mas eu sinto tanta falta dele”… Céus! Isso me irritou tanto! Me tirou do sério como a autora usou a desculpa do “eu amo ele e ele me ama” para justificar o perdão, como se amar resolvesse tudo. Mas não resolve! E isso me lembra uma crônica do livro Prometo Falar (do Pedro Chagas Freitas) no qual o homem diz amar a mulher, mas precisar de outras para se satisfazer. O que, de verdade, é patético!

Mas tudo bem, vou parar por aqui, porque se deixar, eu posso escrever um livro sobre como acho errado e desrespeitoso a traição.

Para compensar Nathan e sua incapacidade de ser homem de verdade, temos Bobby e Peter, que são simplesmente maravilhosos. Bobby é o homem que quer porque quer salvar Tia de si mesma, que a vê como a pessoa que pode ser e não a pessoa sem rumo que ela realmente é. Já Peter é o perfeito marido e pai, quem faz Carol acreditar nela mesma e acredita que a família é a coisa mais importante na vida. O Peter é tão maravilhoso que todas as vezes que Carol o renegava, eu queria mata-la. Ele entra na lista dos últimos livros que eu li onde o marido é um ser maravilhoso e a mulher tem a cabeça fora do lugar por fazer pouco caso do que tem e desprezar o amor que recebe.

Ou seja, o livro é legal, mas não é tudo isso. É bom para passar o tempo e se distrair, mas não para realmente mudar alguma coisa na sua vida.

 É isso, amados! Já leram? O que acharam?

Beijos!

Laury

[Resenha] A Aposta – Vanessa Bosso

Resenha 2

Olá!! Como vão?

Faz eras que não uso o selinho “awn” de qualidade, mas dessa vez, céus, eu sou obrigada a usá-lo.

Quem nunca ouviu falar da Vanessa Bosso? Ela é uma autora indi (vulgo independente) que publicou pela Amazon, fez sucesso e acabou sendo contratada por uma grande editora (vulgo Novo Conceito). Eu sempre admirei a Vanessa, mas nunca tinha lido nada dela (sim, eu sou uma pessoa super condizente), ou seja, A Aposta foi meu primeiro livro dela, da mesma forma que a Bienal do Rio foi a primeira vez que a vi. E cara, eu preciso dizer: estou apaixonada!

A Aposta

Mas vamos forcar nesse livro lindo que merece todas as estrelinhas.

A Aposta conta a estória de Nina, que foi expulsa de sua antiga escola e acabou de se mudar para o colégio Prisma. Por ser gatíssima e carne nova no pedaço, Nina rapidamente cai no gosto masculino, só que o que ninguém espera é que ela seja dura na queda e levemente agressiva para dizer não. E isso faz com que de desejada, ela passe a ser desejada e temida. Ela humilhou até as garotas mais populares da escola!

Sério, eu amei a Nina. E te falar uma coisa, é difícil meu santo bater logo de cara com uma protagonista, porque elas sempre têm uma tendência a serem fracas e indecisas. Mas Nina não! Ela é forte e decidida. E quando ela fraqueja, ela é humana ao fazer isso. Ou seja, A-DO-REI a Nina!

Mas voltando, por ser essa pessoa gata e difícil, Nina é a nova aposta dos garotos. Se Lex beijá-la, ele ganha o dinheiro que precisa para consertar sua moto. Quando você lê isso, tenho certeza que já pensa no clichezão de “Ah, é claro que eles vão se apaixonar e ficar juntos no final”. Bem, é claro que eles vão se apaixonar, porque caso contrário, não existiria razão para esse livro, mas você se engana ao pensar que é só isso. Porque não é.

Veja bem: a aposta não é secreta. Nina e Lex sabem que estão em uma aposta. E a aposta é aumentada por Nina. E tem muitas outras apostas rolando ao mesmo tempo (pensa em um povo que gosta de aposta!) e muito ódio e muito desejo de vingança. Isso sem contar o mais legal de tudo: a narração. Céus, eu estou apaixonada pela narração da Vanessa! O livro é em terceira pessoa, mas não é nada do tipo que estamos acostumados. A narradora é como um fantasminha que caminha entre os personagens e morre de desespero junto com a gente. As reações dela são hilárias e super semelhantes a nossa reação. É como estivéssemos vendo um filme com uma amiga e ela comentasse o que estava acontecendo. É maravilhoso!

Bem, eu não sei comentar muito da estória sem soltar spoilers, então eu vou falar dos personagens e de como a Laís vai para o céu. Com direito a elevador particular, comes e bebes e ar condicionado. Ela é uma amiga maravilhosa! E quando tudo está desmoronando e as amigas precisam de apoio, é a Laís que as ampara de todos os lados. Ela é sensata, centrada, inteligente e viciada em chinelinhos.

Fiquei apaixonada no Gancho também. Ele é o tipo de amigo parsa que está lá com você para o que der e vier. Irmandade daquelas ferrenhas que merecem respeito. Sério, a lealdade dele com o Lex me deixou encantada. Depois do Lex, ele é meu preferido dos homens. E depois dele, claro, tem o Doc (vulgo irmão da Nina). O Doc é um amorzinho, ou melhor dizendo, um amorzinho de pit bull, daqueles que estão prontos para quebrar a cara de alguém que magoar sua irmã. Quis roubar ele pra mim.

Temos também a Bárbara, a pessoa mais odiada desse livro. Meu Deus do céu, eu senti tanta vontade de quebrar a cara dessa menina! Eu queria partir ela em pedaços e depois colocar fogo. E olha lá se isso seria suficiente para acabar com a minha raiva. Nossa, se alguém fizesse comigo o que ela fez com a Nina, eu não responderia por mim. Eu acabaria na cadeira, presa por assassinato. E sem qualquer remorso.

Mas o troféu de amor dos amores vai para… LEX! Vamos combinar uma coisa? Se a Nina não quiser ele, eu o aceito de braços abertos, porque Jesus amadinho, que cara maravilhoso. Ele é daqueles que você olha e pensa “babaca!”, mas que no fundo não é nada disso. É um cara que tem princípios que ninguém dá importância e que sonha em fazer música e ter uma banda. O único problema de Lex é não conseguir resistir a uma aposta. De verdade, todos os problemas dele não existiriam se ele conseguisse dizer não a um desafio. Mas ele não consegue e só se mete em enrascada.

Mas tudo bem, vamos dar um tempinho para o Lex, porque a Nina também não consegue dizer não a um desafio, e porque os dois combinam em bilhares de coisas diferentes. Eu passei o livro todo torcendo por eles e implorando para que eles ficassem juntos, porque eu precisava ver eles juntos. E quando as coisas desmoronaram, e desmoronaram com vontade, eu entrei em desespero, queria chorar, queria gritar, queria bater em alguém e queria ler mais rápido do que leio. A Vanessa fez um livro muito amorzinho e ao mesmo tempo nada superficial. Por mais que no primeiro momento você pense “Nossa, um livro que se passa no ensino médio, que inútil!”, você se engana profundamente ao pensar isso. Porque querendo ou não, mesmo que seja na infância que se constrói o caráter, é no ensino médio que as pessoas revelam quem elas realmente são. É no ensino médio que as pessoas adquirem poder para colocar suas garrinhas de fora. É onde ocorre as maiores decepções e os maiores traumas. A adolescência é o que transforma as pessoas em quem elas são como adultas. E nesse livro, a Vanessa mostra como adolescentes podem ser bem cruéis quando querem e como aquela inocência antes presente na infância, não está mais lá.

Bem, como deu para perceber, eu adorei o livro. Comecei ele no inicio da tarde e estou terminando agora, no final do dia. É o segundo livro do dia (O Pequeno Príncipe foi o primeiro) e como ele foi tão bom, nesse momento eu sinto até vontade de começar um terceiro. Recomendo de mais e já estou louca para ler o outro livro da Vanessa que está na minha estante (mas os de parceria devem ser lidos primeiro).

É isso. Já leram? Conhecem a Vanessa?

Beijos!

Laury

[Resenha] O Beijo de Chocolate: Uma história de magia, rivalidade e paixão – Laura Florand

Resenha 2

Aqui em Goiânia anda fazendo um calor dos infernos nesses últimos dias e se na sua cidade também estiver quente assim, eu recomendo que você espere o inverno para começar esse livro, porque uma coisa eu posso lhe garantir: você vai suar!

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O beijo de chocolate é o segundo da coleção (o primeiro é Melhor que chocolate), mas não se engane achando que são livros consecutivos, porque não são. O que os liga é o chocolate, paris e o amor. No primeiro tivemos Cade Corey que estava querendo expandir os negócios e o (maravilhoso) do Sylvain que não estava nem um pouco afim de ajuda-la. Eu adorei o primeiro livro e por isso quis logo o segundo.

Preciso dizer que dona Laura continua excepcional como sempre. E que esse livro, céus, ele soube ser quente. Bem quente. Muito quente. Mas não, ele não é hot! Não é aquele tradicional sexo com uma pseudo-estória por trás. Nope! Temos um enredo principal todo rico, detalhado e maravilhoso, onde o sexo é apenas uma consequência. O que, na minha opinião, torna o livro perfeito, equilibrado e muito mais quente que aqueles livros que só tem sexo e nada mais. Fora que tem chocolate! Existe uma combinação mais quente que sexo e chocolate? Duvido muito!

Mas chega de preliminares e falemos um pouco mais do enredo em si.

Em O Beijo de Chocolate conhecemos Magalie, que trabalha com suas tias na casa de chá La Maison des Sorcières. Ela ama o que faz e acredita que finalmente encontrou o seu lugar no mundo. O lugar é dito mágico e Magalie é a responsável pelo chocolate quente repleto de desejos bons para as pessoas.

Tudo vai muito certo, até que Lyonnais resolve aparecer por lá. Lyonnais tem o mesmo nível de presunção de Sylvain (se não um pouco mais) e se diz especialista em doces. E ele resolve abrir sua nova loja onde? Na mesma rua que a loja de Magalie e suas tias, próximo o suficiente para leva-las a falência, já que o nome Lyonnais faz qualquer pessoa enlouquecer. Já deu pra perceber que a relação dos dois não começará nada bem, não é mesmo? E de fato não começa.

Coloque duas pessoas orgulhosas em uma mesma sala e o que você terá será uma explosão. Quando Magalie e Lyonnais se encontram, você pode esperar de tudo! E quando as coisas são levadas para a questão da honra… Jesus amado! Nós enlouquecemos em cada página, porque os dois soltam faíscas juntos e nós ficamos torcendo para eles usarem essas faíscas de maneira produtiva, só que, claro, eles não usam. E você fica frustrada e quer bater neles, mas ainda não perde as esperanças. Então você torce e se desespera e morre de calor e outras coisas mais e então eles resolvem atender a nosso caloroso pedido. Mas então estragam tudo e continuam estragando até você desejar esfolar a cara deles no asfalto!

Se eu achava Cade orgulhosa era porque ainda não tinha conhecido Magalie, porque ó, que pessoa teimosa! Mas tudo bem, juro que consigo lidar. Mas só porque o livro é lindinho de mais. E juro pra vocês que não sei de qual eu gostei mais, se foi do primeiro livro ou do segundo. Os dois são divos! E o melhor: os personagens do primeiro livro dão uma palhinha nesse segundo. Afinal, eles estão na mesma cidade e mexem com a mesma coisa: chocolate. E eu consegui amar ainda mais os personagens do primeiro livro nesse segundo. São lindinhos! ❤

Disse tudo? Deixei eu pensar…

Ah! Quase que eu me esqueço! Eu AMEI as tias da Magalie!!!! Muitos pontos de exclamação porque elas merecem. E vocês não vão acreditar: elas são lesbicas. Vulgo, uma é tia da Magalie e a outra é esposa dela. E elas são tão divosas juntas e separadas. E cara, uma delas ganhou um prédio ENOOOORME da ex-amante. Agora você pensa o tanto que essa mulher não é divosa! Mas claro que, para compensar uma tia maravilhosa, a mãe de Magalie tinha que ser um tanto quanto desprezível.

Em palavras claras: eu ODIEI aquela mulher. A estória de amor dela é toda bonita e tal, se não fosse a parte de que ela tinha uma filha e não pensava nenhum pouco nela. A mãe de Magalie vivia mudando para ficar com o marido e isso fazia com que a filha as vezes não passasse nem mesmo um ano inteiro em um país. O resultado disso? Magalie cresceu super insegura e frágil em vários aspectos. Ela acreditava que não pertencia a lugar nenhum e que era esquecível. Uma bobagem completa!

Mas você pode falar “Nossa, Laury, mas vai ver a mãe dela nem percebia que ela estava fazendo isso.”. Pois deixa eu te dizer uma coisa: ela percebia sim! Ficava bem claro que a mãe de Magalie gostava de mantê-la presa psicologicamente a ela, e o cúmulo do absurdo para mim foi quando ela falou que ninguém era insubstituível e que Magalie poderia muito bem ser esquecida.

Que tipo de mãe diz isso para filha? E desculpa, coleguinha, mas as pessoas são insubstituíveis. Ninguém é igual ninguém. E como a raposa do Pequeno Principe disse muito bem, as coisas se tornam únicas pelo tempo que gastamos com elas. E nenhum tempo, experiência ou sentimento é igual, o que faz com que nenhuma pessoa seja igual ou simplesmente substituível por outra semelhante.

Mas ok, a mãe da Magalie é uma megera. Deixemos ela de lado. Tudo que importa é que eu adorei o livro, adorei Magalie com sua teimosia e seu estilo. Fiquei apaixonada por Lyonnais com toda a sua arrogância fingida e desejos enormes. E estou contando nos dedinhos o prazo para o terceiro livro da coleção. Viva o chocolate! Viva Paris!

Beijos!

Laury