[Resenha] O homem perfeito – Vanessa Bosso

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Você já achou seu homem perfeito? Se sua resposta for sim, esteja ciente de que você não pode pedir mais nada para Deus, porque você já conseguiu o mais difícil. Porque sim, esse é o mais difícil. Ser uma pessoa linda, maravilhosa e bem sucedida não é fácil, mas na maioria das vezes, isso só depende de você. Agora, achar o cara perfeito depende até mesmo do tempo. Vai que chove e ele resolve ficar em casa no fatídico dia no qual vocês deveriam se conhecer?! Viu, só? Depende de tudo! E é isso que a dona Vanessa Bosso nos trouxe nesse livro.

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Melina, como muitas mulheres, está buscando o seu homem perfeito, mas diferente dessa maioria que busca, Melina faz isso com MUITO afinco. Ou seja, ela se enfia de cabeça em qualquer lugar, principalmente com aqueles que não valem nem o chão que pisam. E foi nessas loucuras que ela acabou sendo demitida e processada.

Oi?

É, você leu certo. E sem ter onde cair morta (até sua conta bancária foi congelada), Melina voltou para a casa dos avós e do pai, para a cidade onde nasceu e cresceu. Umas férias tranquilas, um tempo para colocar a cabeça no lugar e respirar fundo… Certo? Errado! E errado com gosto, considerando que ela dá de cara com o seu ex namorado, o cara que preenche certinho a sua lista do homem perfeito. Ele é médico, anda tendo um corpaço, é super carinhoso e atencioso, gosta das mesmas coisas que ela… É seu homem perfeito! Mas é um homem perfeito com casamento marcado com a sua arqui-inimiga.

Morri de pena dela. Mas minha pena durou até eu descobri que Bernardo (vulgo homem perfeito) tinha se tornado o seu ex porque Melina (vulgo retardada mental) o traiu com o melhor amigo dele. Eu quis dar tanto tapa na cara dela! Sério, pensei seriamente em desejar que o Bernardo cassasse com a outra lá. Mas então eu entendi a Melina, e mesmo sendo terminantemente contra traição, eu me identifiquei horrores com ela.

Melina é impulsiva e um tanto quanto inconsequente. Ela não chega a ser imatura, propriamente dito, mas as vezes ela simplesmente não mede as consequências. Ela quer e ela faz. E isso a torna arrasadora, mas não em um sentido bom. Melina é arrasadora como um furacão. E é por muitas vezes me comportar como ela, que eu consegui entende-la nos pensamentos e conclusões mais idiotas, até mesmo na atitude de trair o Bernardo (mesmo repudiando isso). Deixa eu explicar (ou tentar).

Como dito anteriormente, ela era um furacão e Bernardo (divo) a entendia e a acalmava de forma natural. Ele realmente era seu homem perfeito. Só que, quando era ainda pequena, Melina foi abandonada pela mãe. A mãe, em um belo dia, simplesmente chegou à conclusão de que a liberdade era melhor que uma família. Preciso nem dizer que isso acabou com o psicológico frágil da pequena adolescente, né?! Pois então, quando Bernardo disse que a amava, ela desesperou, e lembrando da forma como a mãe a abandonara, ela achou que Bernardo também a abandonaria. Se julgando incapaz de aguentar essa rejeição, ela fez merda. Muita merda. Ela estava errada? De mais! Mas no final eu consegui entendê-la e torcer para que ficasse com o Bernardo.

Falei mil coisas e não falei nada, né? Eu sei, mas não tenho lá muita coisa específica para se falar. Eu AMEI o Bernardo em todos os aspectos possíveis de se amar um personagem. Morri de amores pelos avós da Melina. Fiquei super indignada com a mãe dela. Adorei a Nanie, porque eu adoro melhores amigas loucas que entendem a gente e fazem tudo para que sejamos felizes.

E para não dizer que não falei nada do enredo (ando fazendo muitas resenhas sem pé nem cabeça), eu queria deixar aqui a minha surpresa e o meu divertimento pelo final. Porque eu estava lá lendo um romance toda tranquila, tentando lidar com a retardada da Melina, quando “PUF!”, a Vanessa me deixa com uma cara de pastel de “Oi? Como assim? Eu tava lendo um romance, gente! Tá errado aqui ó!”. Foi um final bem chacoalhador e me lembrou Procura-se um marido da Carina Rissi, quando fiquei com uma cara de pastel bem igualzinha.

Enfim, eu adorei O Homem Perfeito, mas A Aposta continua sendo meu preferido da Vanessa Bosso (to tentando colocar até minha mãe para ler). E claro, quero ler todos os outros dela. Super recomendo!

Já leram? Pretendem ler?

Beijos!

Laury

[Resenha] Mamãe Walsh: pequeno dicionário da família Walsh – Marian Keyes

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Olá, povo! Como vocês estão?

O que dizer desse livro que mal começou e já acabou? Porque é exatamente assim esse livro. Você começa e quando percebe, ele acaba. É um livro propaganda, ou seja, você paga para ler uma baita de uma propaganda de todos os outros livros da Marian Keyes. Bem, pelo menos todos os outros livros que são protagonizados pelas filhas da mamãe Walsh.

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Mamãe Walsh tem cinco problemáticas filhas, que ela faz questão de nos apresentar brevemente e logo mais acrescentar “saiba mais sobre ela lendo o livro X”. Tem propaganda mais descarada que essa? Impossível, né?! E além da pequena apresentação e propaganda, o livro é dividido em pequenas estórias de família por letra.

Creio eu que na versão original realmente exista um alfabeto de A a Z, onde cada letrinha dá origem a uma palavra que é seguida por uma estorinha. No entanto, na versão que eu li, vulgo a versão em português, há ordem alfabética, mas muitas letrinhas são repetidas e algumas nem mesmo são citadas, o que eu achei meio… falho. Por assim dizer. Como se fizesse uma proposta e não conseguisse cumprí-la.

Quanto as estorinhas, algumas são engraçadinhas (como quando ela falou das pessoas que andam se arrastando de tão devagar que caminham; e eu me identifiquei com ela que ficou com vontade de dar guarda-chuvadas nas pessoas), mas outras são bem desnecessárias. E eu tive essa sensação com o livro todo em si.

Porque veja bem, ele é legalzinho e tal, tem uma escrita boa e leve (afinal a mulher já escreveu muitos livros e pegou o jeito), mas ele é um livro meio sem proposito. É tipo aqueles “guias do filme”, que as únicas pessoas que compram são aquelas fascinadas pelo filme. Nesse caso é um livro para os fascinados pelos livros da Marian Keyes. O que bem, não é o meu caso. O único livro dela que li foi Sushi e tive uma séria relação de amor e ódio (vulgo, achei que demorou pro livro pegar no tranco – tem resenha dele aqui se estiver interessado).

Mas enfim, não leria novamente e recomendo APENAS para quem já leu os outros livros da família e gostou. Para quem é apaixonado por eles e pela autora. Sabe quando você diz que leria até a lista de compras do seu autor favorito? Pois então, está é a lista de compras da Marian Keyes. Não traz nada de realmente interessante, mas você lê porque foi ela que escreveu. No meu caso, eu li porque ganhei o livro.

E se você ficou curioso para saber quem são as filhas da mamãe Walsh, dê uma olhadinha nelas e seus respectivos livros:

– Claire (Melancia)

– Margaret (Los Angeles)

– Rachel (Férias!)

– Anna (Tem alguém ai?)

– Helen (Não foi mencionado em qual livro essa criaturinha está, então, ou eles esqueceram de citar esse detalhe ou ela ainda terá um livro seu. E sinceramente, essa me pareceu ser a mais interessante das irmãs. Talvez eu leia o livro dela, se eu descobrir qual é. Se alguém souber, me conta. Grata.)

É isso amados. Querem ler a lista de compras da Marian Keyes?

Beijos!

Laury

[Book Tour-Resenha] Sem te conhecer – Lya Gallavote

20151204_121006Olá pessoas lindas, como vocês estão?

Hoje venho falar da minha participação no Book Tour do livro Sem te conhecer.  Antes de começar falar do livro preciso dizer o meu encanto pela  cartinha que veio junto com o livro e os marcadores.

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Achei muito fofo da autora, e um carinho muito lindo para nós leitores participantes do book tour.

O livro Sem te conhecer, é um romance que conta a historia de Aline, uma moça já formada em Administração de Empresas e que trabalha em uma empresa como assistente em administração e tem que aturar seu chefe chato Arnaldo, Aline está passando uma situação bem atormentante na sua vida, sua irmã Paula e o noivo dela pediram dinheiro emprestado para ela, e Aline emprestou o dinheiro e Paula não devolveu o dinheiro fazendo Aline ficar endividada. Fora isso o namorado de Aline resolveu terminar com ela e ir viajar com outra mulher.

Aline é uma pessoa que  tem um coração lindo, é uma boa pessoa que não deseja mal a ninguém, mas ela não sabe dizer “não”, essa frustração e tristeza domina ela, essas situações todas que faz o mundo dela virar de cabeça para baixo.

E quando Aline acreditava que tudo estava perdido sua vida muda completamente, e ela vai ter que se adaptar uma nova situação de vida e saber dizer não para os outros e sim para ela.

Os Personagens:

É complicado falar dos personagens porque se eu contar mais afundo sobre eles, o mistério que envolve acaba.

Mas só um pouquinho…

Aline: Protagonista da historia, coração de ouro, maravilhosa, mas é uma pessoa que não sabe dizer não.

Paula: Irmã de Aline, que sempre tem tudo nas mãos, e que recebe sempre um sim de Aline.

Mendigo: Fé. (quem ler depois vai entender)

Arnaldo: Chefe de Aline, um homem chato, mesquinho e nojento.

Adriano: Um idiota.

Karina: Amiga fiel para todos os “tempos” que está ali para ajudar e ser amiga do peito de Aline.

Luan: Irmão de Karina, estudava fora do Brasil e agora esta voltado para o Brasil, um homem dos sonhos.

É um romance que eu chorei no final, é o romance que aquece seu coração, e  super legal, não sei vocês quando isso acontece mas as vezes parece até DESTINO que eu acredito que é um dos temas principais do livro, junto com que também esta nesse livro, então foi no momento certo que eu li esse livro na minha vida.

As vezes na vida a gente só vê o preto e o branco de uma situação, não acreditamos em nós mesmos, temos inseguranças que é o ruim, Aline tinha medo junto com insegurança tomar algumas atitudes, de não querer machucar os outros  mas que machuca a si mesmo depois.

Eu recomendo essa leitura, é um livro muito gostoso de ler de tarde.

E você o que achou?

Deixe seu comentário?

Beijos até a próxima.

Ceci

[Resenha] A filha – Jane Shemilt

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O que dizer dessa editora que já chegou arrasando meu coração? Primeiro foram três edições maravilhosas de O Pequeno Príncipe e agora foi esse livro que acabou comigo, de todas as formas possíveis. E não vamos nem começar a falar da autora. Não é à toa que ela foi finalista em dois prêmios de literatura.

A filha foto

Mas tudo bem, vamos conversar sobre esse livro e também sobre a vida. O quanto você conhece as pessoas que estão ao seu redor? Sua família, seus amigos, as pessoas com quem cruza na rua… Jenny tem certeza que conhece todos a sua volta muito bem. Conhece seu marido, o neurologista super competente (Ted), conhece seus dois filhos gêmeos, um super alegre e artista (Theo) e outro campeão de remo com um futuro super promissor (Ed), e também conhece sua filha mais nova, amável e ótima atriz (Naomi). Mais do que isso, Jenny acredita ter a vida perfeita. É mãe, médica, esposa e artista.

Só que tudo tem fim em uma única noite.

Naomi tem uma festa após sua apresentação no teatro, ela vai sair com os amigos e chegará um pouco mais tarde. Só que ela nunca aparece. Jenny se desespera, porque sua amada filha nunca chega após o horário que promete voltar, e sempre a avisa quando um imprevisto acontece. De início, todos acham que ela está exagerando, mas após horas e nenhum sinal, as pessoas começam a perceber que é sério. Naomi está desaparecida.

Uma força policial é designada para investigar o caso e isso significa revirar a vida de Naomi em todos os aspectos possíveis. Esse livro me lembrou muito o Reconstruindo Amélia e me destruiu tanto quanto ele. Assim como a mãe de Reconstruindo Amélia, Jenny descobre coisas sobre a filha que nunca imaginou. E tendo sua vida revirada, ela percebe que Naomi não é a única pessoa na sua casa que ela não conhece mais.

Esse livro me fez pensar em família e em pessoas. Em cima de quantas mentiras nós nos construímos? Em cima de quantas dela uma família se sustenta? Esse é o tipo de história que acontece todos os dias e por ser tão real, nos quebra tanto. Existem muitos pais que se concentram mais no próprio trabalho do que em qualquer outra coisa, que simplesmente fecham os olhos para os filhos e o que acontece com eles, que se escondem na desculpa de que os filhos precisam ser independentes e crescerem sozinhos, pais que confundem espaço com abandono, que acreditam que dinheiro e bens materiais podem substituir afeto e carinho. E isso é tão errado!

Ninguém nunca disse que os pais precisam se dedicar integralmente aos filhos, porque eles não devem. E nem podem. Mas eles também não devem abandoná-los. Só que o que tem acontecido ultimamente, principalmente com a ideia de independência das mulheres, as pessoas tem confundido as coisas. Veja bem, antes eram os homens que trabalhavam fora de casa e as mães ficavam o tempo todo em casa, concentradas na casa e nos filhos. Existia alguém ali. Mas então elas saíram. E os filhos foram deixados para aprender a viver sozinhos. Não pense que eu sou alguém a favor das mulheres ficarem em casa o dia todo sem poder trabalhar fora porque tem que cuidar dos filhos. Claro que não. Eu sou o tipo de mulher que não aguentaria ficar vinte e quatro horas cuidando de casa. O que eu quero dizer é que ninguém se preparou para todas essas mudanças.

As mulheres resolveram trabalhar fora de casa e os homens continuaram a trabalhar como se nada tivesse acontecido, porque é isso que eles sempre fizeram. A responsabilidade deles é trabalhar e colocar dinheiro em casa, certo? Errado! A responsabilidade deles também é cuidar dos filhos, assim como a mãe. Só que as pessoas parecem nunca terem se dado conta disso. Quando Naomi desapareceu, a culpa recaiu sobre Jenny, a mãe que nunca estava em casa e não dava atenção para os filhos. Ninguém falou que Ted também estava errado, que ele deveria chegar tarde menos vezes, que ele deveria deixar de ser um idiota, que ele deveria abrir não de seu trabalho para ficar em casa. E isso é tão absurdo! Mas mesmo sendo absurdo, isso fez com que Jenny se sentisse culpada. E enquanto seu marido superava tudo muito fácil e seguia com sua vida, ela se culpou e nunca desistiu de achar a filha.

Claro que não digo que ela estava certa, porque ela não estava. Ninguém ficou sem culpa nisso tudo. Ted passava mais tempo no hospital que em casa, não dava importância para a família, se perdia em “deslizes” e escondia da sua mulher coisas que não devia. Jenny optava por fechar os olhos para tudo que acontecia a sua volta e ignorava os filhos quando eles a procuravam. Nenhum dos dois conheciam as crianças que tinham em casa. E pareciam não perceber isso. Pareciam sequer se importar. Só se deram conta quando era tarde demais.

Certo, acho que me perdi escrevendo essa resenha, mas isso é comum de acontecer quando o livro é marcante de dezenas de maneiras diferentes. Porque A Filha é marcante, marcante como poucos livros podem ser. Nos mostra como momentos podem ser perdidos, como certas coisas não podem ser recuperadas, como pequenas decisões podem mudar tudo, como fechar os olhos sempre tem consequências, como as vezes, tudo que as pessoas querem é serem amadas. Esse livro nos mostra que a vida é simples e somos nós quem a tornamos complicada e destruímos. Muitas vezes temos a chance de ser felizes e estragamos tudo. Damos importância ao que é efêmero e nos esquecemos do que realmente pode ser eterno. E o pior de tudo, é que quando nos damos conta do erro, nem sempre podemos voltar atrás.

Eu vi algumas resenhas do livro falando que o final foi forçado e sem sentido e, cara, a única conclusão que eu tiro é que essas pessoas não entenderam nada. Porque nós podemos ter tudo narrado apenas na visão de Jenny, mas isso não faz com que sejamos incapazes de saber o que se passa na cabeça dos outros personagens. Quando tudo acabou, quando eu fechei o livro, eu soube e entendi cada coisinha que se passou na cabeça deles. Sofri com eles. E percebi que, por mais “cruel” que tenha sido o final, ele foi fiel ao desejo de cada um. Porque as vezes, por mais perturbador que seja, o que todas as pessoas querem é ser amadas, independente das consequências.

A Filha é excepcional, assim como Jane Shemilt. O livro é desesperador de bilhares de maneiras diferentes e senti vontade de chorar em tantas páginas que perdi as contas. O desespero de Jenny é tão real que as vezes tudo que eu queria era entrar no livro, abraça-la e chorar com ela. Eu sentia raiva dos seus erros e me perguntava como ela poderia ter sido tão idiota em relação a tantas coisas, mas ao mesmo tempo, eu queria dizer para ela que as pessoas erram e que sentia muito por tudo. Assim como em Reconstruindo Amélia, eu quis que ela tivesse uma nova chance, porque eu sabia que dessa vez ela faria tudo diferente. Eu sabia que ela tinha aprendido.

E quando fechei o livro e agora, enquanto escrevo essa resenha, mesmo não sendo a maior fã de crianças e mesmo não pretendendo ter filhos tão cedo, tudo o que eu desejo é que no futuro, se algum dia eu for mãe, eu consiga perceber as vezes que cometer erros. Desejo não ser a mãe de quem os filhos escondem tudo, a mãe que os filhos odeiam e não suportam escutar a voz, aquela que faz com que eles desejem passar mais tempo fora de casa que dentro dela, o tipo de mãe que não consegue amar seus filhos por quem eles são, que tenta transformá-los no que ela quer que eles sejam.

Definitivamente, eu recomendo esse livro. Mais do que isso, eu o coloco na minha lista de favoritos, bem ao lado de Reconstruindo Amélia. E pergunto, a você e a mim, o quanto nós conhecemos as pessoas que amamos?