[Notícias] Liberada capa da continuação de Perdida: Encontrada

Olá! Como vão?

Dessa vez sem All Star, Sofia chega mais uma vez para arrebatar nossos corações!!
Quem não lembra de Perdida e como esse livro me fez chorar e ficar sem dormir? Não lembra? Leia a resenha aqui.

Perdida foi uma compra “por acaso” da Bienal em 2012 e talvez o livro que mais tenha me surpreendido. Já emprestei para tanta gente que até já perdi as contas. Tenho o exemplar de 2012 que saiu pela Baraúna e o novo pela Verus (porque sou dessas, vai que perdi alguma mudança importante), e quando essas belezuras voltarem para a minha estante, não sairão mais. Saudade delas!

Bem, Sofia e Ian são simplesmente perfeitos e eu esperei loucamente por essa continuação e enquanto esperei conheci outro filhote da dona Carina Rissi, o Procura-se um marido. Perfeito também. Mas enfim, chega de ladainha e vamos apresentar para vocês a capa maravilhosa que a Carina nos apresentou ontem.

Encontrada Carina Rissi

Devo dizer que eu simplesmente AMEI o trocadinho do “perdida” e “encontrada”. Foi genial!! A única coisa que realmente senti falta na capa foram os sapatos vermelhos, mas isso a gente ignora com toda a belezura do restante. ❤

Definitivamente um item da minha lista de compras da Bienal desse ano! 

E ai, o que acharam da capa?

Beijos!

Laury.

[Notícias] Vanessa de Cássia, Carina Rissi e Ana Cristina Aguiar

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Olá pessoas lindas! Como vão?

Bem, como é de se esperar na correria que anda, deixei várias notícias se acumularem, então para não ficar muito post espalhado, resolvi fazer esse englobando três noticias de uma vez só. De três escritoras que adoro. Carina Rissi e Ana Cristina Aguiar já tiveram seus livros resenhados e adorados aqui – Perdida e A Profecia de Hedhen – enquanto a dona Vanessa de Cássia está com seu livro na minha lista de leitura. Não li o livro dela ainda, mas a conheci pessoalmente e posso falar que ela é um amor. Então hoje vamos nos concentrar nelas.

Primeira notícia: Carina Rissi!

Carina Rissi + Madrugada = Sem post! Rsrs

“Perdida”, o primeiro livro da dona Carina foi lançado pela Baraúna, mas como todos sabem, contratos não são infinitos e tem um prazo certo de duração, e o da Carina com a Baraúna acabou. Com o grande número de vendas do livro, todos os já publicados se esgotaram e o povo ficou em desespero para comprar. Já fazia um tempo que a Carina vinha anunciando que tinha uma surpresa, eu já até desconfiava, mas só esses dias fui ter certeza com a sua publicação no facebook.

carina rissi perdida

Pois bem pessoas, Perdida será relançado pela Verus (a mesma que lançou “Procura-se um marido”). Com base no que andei espionando por ai nos post da Carina, creio que será em Maio. Estou louca para ver a capa nova e sinto que vou ter que me segurar para não comprá-la e ler o livro de novo, porque vi que ela revisou o livro novamente e muitas coisas podem acontecer em uma revisão, entendem? Vai que aparece uma palavrinha nova que eu precisarei ler. kkkk Só sinto que vou enlouquecer.

Segunda notícia: Vanessa de Cássia!

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Já fazia um tempo que quem acompanha a Vanessa pelo face sabia que ela estava escrevendo Batom Vermelho, escrevendo, revisando, revisando e revisando mais um pouquinho. rsrs Pois bem, um tempinho atrás ela anunciou que o livro iria ser publicado pela Literata. E esses dias ela anunciou a capa. Até coloquei no facebook do blog para vocês ajudarem na votação.

Vamos conhecer a capa?

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Linda de mais, não? E parece que maio vai bombar, porque Batom Vermelho também vai ser publicado em maio! Batom Vermelho como dá para se perceber BEM, é um romance erótico. E bem, para deixar vocês mais curiosos, com um pouco mais que uma sinopse, vou deixar um trechinho que a Vanessa publicou no facebook.

“Ele me fitava com seus lindos olhos azuis, perdidamente confusos. Profundos. Intensos. Assim como eu. Intensidade pura. Arrepiante. Adoravelmente amargos. Eu não sei o que ele pensa. Mas ele está com minha marca por todo seu corpo. Ele me tem a hora que quiser. Pois, eu também carrego sua marca comigo. Ele conseguiu passar por minhas barreiras que andei construindo tão vagarosamente. Tão cuidadosamente. Ele está conseguindo quebrar meu gelo…”

Terceira notícia: Ana Cristina Aguiar!

A Profecia de Hedhen

Não lembro se falei na resenha que A Profecia de Hedhen fazia parte de uma série, mas tenho certeza que falei na entrevista e a capa deixa isso bem claro também, não é? kkk

Pois bem, o livro dois vai ser publicado! \o/ E posso dizer ele está lindo e maravilhoso. A unica coisa triste é que ela vai ser publicado só mais no final do ano, depois da Bienal do Rio. 😥

Quem já deu uma passada no blog e leu alguns post, sabe que adoro bater papo com a Ana e em uma dessas conversas ela me contou que tinha acabado de mandar o original para a editora. Louca de curiosidade pela capa! E claro, pela continuação da história. Mas já adianto que vai ser tão boa como o primeiro livro, eu li a sinopse, o prologo e o capítulo 1 (só não li mais, porque estou tentando me concentrar para terminar meu livro, ai se eu for ler o da Ana sei que vou ficar morrendo por uma semana, afinal em tão poucas páginas ela já me fez ficar com vontade de chorar, imagina o resto! rsrs) e sei do que estou falando! 🙂

Ana não me mate, mas vou ter que contar o título ou morrerei, ok? rsrs Pois bem pessoas lindas, o título do segundo é “As Árvores Sagradas de Nod“. Quando ela me falou o título pela primeira vez, não entendi absolutamente nada, mas quando fui ler e entendi, OMG, só quase morri, mas ok. Uma coisa feliz para as pessoas que morreram pelo dois como eu: o terceiro está pronto!!

Enfim, chega de notícia não é mesmo? O que acharam das notícias de hoje? Ansiosos pelos lançamentos?

Beijos!!

Laury.

pronto3+blog

Olá!! Como vão?

Bem, lembra que prometi fazer vários “O que o correio me trouxe”? Pois então, a história ainda está de pé, mas com algumas mudanças.

1- Não será mais “O que o correio me trouxe”, agora será “Novidades na minha estante”. Achei o nome mais bonitinho, o que acham? Mudei até a imagem de apresentação. Gostaram?

2- Eu queria gravar vídeo, para ficar mais interativo e tal, mas sabem como é está tudo tão corrido e leva um tempo considerável para fazer um vídeo, então resolvi que vai ser por foto mesmo. E para não ficar muito grande eu vou dividir os montes, ok? Falo montes porque deixei acumular uns 3 meses de novidades.

E já que estamos aqui, lindos e fofos, apresentando a “nova coluna”, porque não torná-la útil?

A Novidade na minha estante de hoje é uma das mais queridas, é da fofa da Carina Rissi.

esse2

Preciso nem comentar que sou louca pelos livros dela, né? Vocês já devem ter uma minima ciência disso. Pois então, esse aí de cima é o novo livro dela. Quando lançou eu me segurei para não comprar, porque queria ir na Bienal, comprar das mãos dela e ter um autógrafo, assim como tenho em Perdida. Eu tente, juro que tentei, mas não consegui. Toda hora eu via alguém falando do livro e eu ainda não sei se realmente vou na Bienal desse ano, então eu acabei me rendendo e comprando! *-*

Foi uma espera longa! Não por causa da Carina viu gente? Ela mandou certinho e tudo, mas parece que os correios odeiam a minha casa e passam reto! Nessa semana precisei buscar duas encomendas na central, só porque estava ansiosa para as duas, uma da Helana (vou falar depois) e outra da Carina.

Pois bem, cheguei em casa morrendo para abrir. E quando abri… AIAI! Olha que capinha fofa gente! Com meu nome escrito e tudo! Morri de amores. Até tentei abrir sem rasgar o papel, mas a tentativa foi por água a baixo, MAS eu guardei meu nominho impresso. Tão fofo! Ele veio autografado, óbvio! E com um marcador de

 1Viram o autografo que fofo? É o que citei no dia do aniversário da Carina, uma frase que resume bem os livros dela! Você pega para ler sem esperar muita coisa, apenas um breve momento de diversão e acaba se deparando com uma coisa marcante, que em algum momento da sua vida você vai parar e lembrar daquilo que leu e como aquilo influenciou a sua vida. Perdida me influência até hoje! ❤

esse1Bem, quando eu recebi, já estava lendo um livro e falei que ele não ia passar na frente, mas foi só eu terminar o que estava lendo e lá foi “Procura-se um marido” para as minhas mãos. Então sim, eu já li! Não resisti. E a resenha dele já está pronta desde dezembro e aqueles dias de recesso do blog. Qualquer dia desses eu posto. Enquanto isso vocês ficam morrendo de curiosidade. rsrs

Essa é a novidade de hoje, depois trago mais.

E aí, já tem seu Procura-se um marido em casa? Não? Ainda dá tempo de comprar!

Beijos!

Laury.

20/12 – Parabéns Carina Rissi!!

parabens

 

Olá! Como vão?

Quem aí sabe que dia é hoje? Sim eu sei que vocês têm calendário em casa e sabem quem hoje é dia 20, véspera do fim do mundo. Kkkk Mas vocês sabem o que mais comemoramos hoje? Acertou quem disse ANIVERSARIO DA CARINA RISSI!

Sim, sim, aquela senhorita maravilhosa que cria estoria perfeitas! E eu como uma de suas fãs, não podia deixar esse dia passar assim tão em branco, não acham?

Estava escutando aquela música “Anything Could Happen” e tentando pensar em alguma coisa que conseguisse transmitir tudo que eu queria, e acho que o título da música diz muita coisa. Carina, seu livro não foi o primeiro nacional que li, mas foi um dos primeiros que me fez dizer OMG!

Quando se está lendo Carina Rissi qualquer coisa pode acontecer, ela consegue fazer você acreditar que viagens no tempo são possíveis, que homens perfeitos existem, que a realidade pode conter uma pitadinha de açúcar e que no final das contas, todos podem ter seu conto de fadas.

Em uma de suas dedicatórias você escreveu: “Às vezes a gente encontra o que não sabia que procurava e tudo passa a fazer sentido!”. Foi isso que senti ao ler Perdida. Fiquei uma boa uma hora na fila para pegar um autografo com você, porque achei a capa do livro legal, e esperava encontrar um livro legal, nada mais. Mas quando conheci Sophia, quando me apaixonei por Ian, cara, me descobri em um mundo fantástico, um livro arrebatador.

Hoje sei que cada momento naquela fila valeu a pena, cada lagrima que derramei por Perdida não foi em vão. Procura-se um marido chegou ontem e ele grita por ser lido, mas infelizmente ele precisa esperar a vez dele. E Carina, vou lhe dizer o que pensei quando o livro chegou: você não é justa com os outros autores! Seus livros desestabilizam minha lista de leitura de uma forma estrondosa.

Mas ok, chega de falar, só quero desejar um feliz aniversario e que você continue escrevendo livros maravilhosos que abalam a mim e muitos outros leitores. Você merece o sucesso que esta tendo e espero que ele seja só o inicio! Muitas felicidades Carina! Você merece!

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Beijos!

Laury.

[Entrevista] Samanta Holtz

Samanta Holtz

Olá!! Como vão? Hoje vim trazer para vocês a entrevista que fiz com a Samanta Holtz, autora do livro O Pássaro. Aquela que tive uma leve vontade de matar, lembram? kkkk Ela está na campanha para lançar seu mais novo livro Quero Ser Beth Levitt (li os primeiros cinco capítulos e AMEI, daqui um tempo vou colocar a mini resenha aqui, ok?) e é uma fofa! Adorei a entrevista!!

A melhor parte é que a Samanta faz parte da minha lista pequena – mas cheia de conteúdo – de autores que já conheci pessoalmente. Ela estava lá na Bienal de SP, no estande da Novo Século – onde por acaso quase montei uma barraquinha e morei lá – e amei conhecê-la. Comprei meu livro autografado, tirei foto e gravei vídeo! \o/ Tudo muito lindo! Acho ela extremamente fofa. 😀 Maaas, agora é a vez de vocês conhecerem ela um pouco melhor. Espero que gostem!

– Acho que já deve ter lido a resenha e descoberto meus instintos assassinos, então antes de mais nada: Me perdoa? *-*

Hahaha!!! Laury, querida, claro que perdoo! Muitos leitores querem “me matar” quando leem determinados acontecimentos rs rs… mas, normalmente, como você, acabam me entendendo!!! (por via das dúvidas, fiz um seguro de vida… rs!)

 

– Sempre gostei de coisas antigas, amo filmes de época e tudo mais, mas o primeiro romance histórico que verdadeiramente li foi o seu (li alguns no colégio, mas nem conta, porque fui obrigada rsrs). Apesar de AMAR tudo isso, acho que se eu fosse escrever um livro não conseguiria fazer um de época. Como você chegou à conclusão de que era sobre isso que ia escrever?

Na verdade, não foi nada planejado. A história simplesmente “se formou sozinha” em minha cabeça, e eu orquestrei para que se transformasse em livro! Bem, tudo começou com minha paixão pela Idade Média. No colegial, quando o professor de História explicava sobre o Feudalismo (vassalos, suseranos, o sistema machista etc.), minha imaginação ia longe… eu imaginava como seria a vida de uma garota, nessa época, que fosse contra as convenções da sociedade. Ou que vivesse um amor proibido… dessa forma, Caroline nasceu lentamente e ficou ali, povoando meu imaginário. Aos poucos, outros personagens juntaram-se a ela… Filip, Bernardo, Elizabeth. Os ciganos foram o último elemento desse emaranhado. Quando percebi, o enredo de um livro havia se formado, quase sem que eu percebesse! Comecei a trabalhar nele e, em dois anos, tinha concluído “O Pássaro”.

Histórias antigas são realmente mais difíceis, pois envolvem muita pesquisa. O mais bonito delas, no entanto, é que os personagens “sofriam” mais para alcançarem seus sonhos e suas ambições, pois não contavam com muitas das facilidades que temos hoje – Internet, telefone, carro etc.!

– É difícil escolher o personagem que mais gostei. Tenho uns bons vários personagens prediletos e no final do livro meio que percebi que o personagem que mais gosta define sua personalidade, aí fiquei me roendo de curiosidade para saber qual o seu. Qual é? E não vale nem o Bernardo, nem a Caroline, ok? Kkkk

Ai, que maldade! A própria escritora está proibida de escolher os protagonistas! Hahahahah! Brincadeiras à parte, sabe que é interessante isso que você falou? Dava para montar um teste: “defina sua personalidade de acordo com seu personagem favorito de ‘O Pássaro’” rs (vou pensar seriamente nisso!). Bem… é realmente muito, muito difícil eu escolher um favorito. Você me colocou contra a parede, confesso! Uma das personagens que mais gosto é Antonelle, por ser a típica mulher submissa (a “Amélia” dos dias atuais) e, de repente, surpreender-nos e se transformar em uma das peças-chave do desfecho da história. Eu diria que ela é quase tão forte quanto Caroline, mas com algo a mais: ela soube aguentar as pancadas da vida em silêncio e agir na hora certa!

Pronto, pode definir minha personalidade 🙂 E o seu favorito, qual é???

– Caroline tem uma personalidade fortíssima. Ela foi inspirada em alguém ou simplesmente apareceu em sua mente para dar um “oi”? rsrs

Nasceu em minha cabeça, desse jeito! Teimosa, determinada, ousada e apaixonada. Não me baseei em ninguém que conheço, nem em outro personagem!

– A pergunta que não quer calar: Você tem uma irmã gêmea? Kkkk Quando olhei para a capa de O Pássaro pela primeira vez eu pensei “É a Samanta”, mas vi que você já disse que não é, então só pode ser a gêmea.

Pois é!!! Incrível como ouço essa pergunta de quase todo mundo (e, quem não pergunta, normalmente pensa): “É você a moça da capa?” rs… Realmente, não sou eu! A foto foi selecionada pela editora em um banco de imagens. Um amigo meu acabou encontrando a imagem original que compôs essa parte da moça, e sabe o que descobri? Que a modelo, originalmente, é LOIRA! Foi a equipe de criação da Novo Século que “tingiu” os cabelos dela de castanho, para que ela ficasse igual à Caroline!

– Samanta, você já leu Perdida? Ok, não é bem uma pergunta, mas sim um comentário que preciso fazer. Li Perdida, depois O Pássaro, morri de amores pelos dois. Mas agora que estou fazendo sua entrevista, estou tendo a mesma dificuldade que na resenha. As histórias simplesmente se misturam na minha mente. As duas são romances históricos, mas a única ligação é que começaram me deixando feliz e me fizeram terminar em lágrimas. Rsrs Bem, depois do big comentário, só queria matar a curiosidade, já leu? Se sim, também teve essa impressão?

Ainda não li este livro, mas entrou para os meus desejados após seus comentários super positivos J Vou ler, com certeza, e te dizer o que achei!

– Falando em Perdida… Você e a Carina Rissi deveriam ir presas! Criar homens perfeitos é um crime!! Céus, o que é o Bernardo? O que é aquele homem Samanta? Me explica! De onde ele veio? Adoraria uma copia de Natal, tem como não? *-*

Hahahahahaha vou inscrevê-la no “Official Team Bernardo”!!! Incrível como a mulherada AMA esse domador rs… Eu também sou apaixonada por ele! Aquele cara rústico, meio grosseiro, mas que acaba se revelando um verdadeiro cavalheiro nas horas mais inesperadas! (pausa para o suspiro!) Contudo, confesso que, romântica que sou, tenho uma queda fortíssima pelo Filip! Não consigo escolher entre os dois (que tarefa difícil dei à Caroline, tadinha!). Minhas leitoras se dividem entre Filip e Bernardo, e há uma leitora, a Stephanie Brito, que se apaixonou perdidamente por William, o irmão do Bernardo! Tanto, que até escreveu uma fanfic de “O Pássaro” centrada nele, acredita? É essa aqui: http://soescrevendomesmo.wordpress.com/category/a-flor/ (realmente recomendo a leitura, a Stephanie escreve muito bem!)

– O passado é passado, mas existem muitos passados, se é que você me entende. Por que século 13?

Porque eu precisava usar esse contexto do Feudalismo (vassalos, senhores, extensões de terras etc). E, em minhas pesquisas, antes de começar a escrever, vi que essa era remetia lá aos anos mil cento e pouco, mil duzentos e pouco… levei um susto!!! Então, escolhi o século XIII, que, na verdade, foi o declínio do Feudalismo. Mas ainda era Feudalismo! Rs Se escrevesse um romance mais atual, precisaria ter outra época histórica como plano de fundo.

– Caroline tem a vida perfeita, mas ao mesmo tempo não tem. Se você fosse ela também iria querer a tão sonhada liberdade? Até onde iria por ela?

Sou muito sonhadora e batalho com afinco em nome dos meus sonhos. No entanto, não tenho a mesma “ousadia irrefreável” que Caroline tem, de ir contra tudo e todos e se jogar de cabeça em uma jornada, sem se importar com as consequências, caso tudo dê errado. Eu seria mais ponderada e menos “respondona”, sem dúvida. Em alguns momentos, agiria mais como Elizabeth, sua irmã, do que como Caroline!

[Pois bem pessoas, tento ao máximo não dar spoilers nem nas resenhas, nem nas entrevistas, mas esse foi inevitável, eu precisava perguntar ou morria. kkkk Então vamos ao nosso aviso enorme e florescente de spoiler. CUIDADO, ISSO É UM AVISO ENORME E FLORESCENTE DE SPOILER DO FINAL DO LIVRO!! Pergunta e resposta estão na cor branca, só selecione se você tiver certeza que quer ler. A PERGUNTA CONTA O FINAL!! ok? Depois não digam que não avisei. ]

– O Pássaro me deixou estressada por um dia todo, porque eu necessitava de voltar para casa e lê-lo. Quase morri e o final ficou martelando na minha cabeça por dias! Então para desencargo de consciência: não doeu nenhum pouco escrever o final? Desde o inicio era esse o fim que você planejava ou ele simplesmente foi nessa direção? Realmente era o único jeito?

Chorei litros escrevendo aquele fim! rs Acabei tomando a decisão sobre o que aconteceria mais ou menos no meio da história. Até lá, eu sabia tudo o que aconteceria até ¾ da história, mas ainda não havia decidido o fim. Com o desenrolar dos acontecimentos e novos detalhes se encaixando, feito um quebra-cabeças, percebi que eu tinha uma personagem forte demais para “simplesmente ser feliz para sempre”, como se nada de mal existisse no mundo! Ela merecia um final nobre, um final digno da guerreira que era. E, embora eu adorasse vê-la feliz, terminar o livro com um “E foram felizes para sempre” deixaria várias lacunas. A opção era fazê-los fugirem de novo, mas ficariam as perguntas: E o pai dela, simplesmente desistiu de persegui-los? E a descoberta do casal? E tudo o que ela lutou, sofreu e enfrentou, ela foi, voltou, foi, voltou, e simplesmente fugiu de novo? Simples assim? Acho que ficaria muito vago! Então, fiz um final que soa triste, quando acabamos de ler, mas acho que tem muito mais significado e revela muito mais a pessoa maravilhosa e generosa que Caroline era fazendo o que ela fez por quem amava!

 

 

– Já disse que acho você um amor de pessoa? Já achava no facebook e achei ainda mais na Bienal. Adorei te conhecer! E acho que você e alguns outros escritores que encontrei por lá são um exemplo a ser seguido, porque vocês são uns amores e dão atenção pra gente. *-* Mas enfim, por que decidiu ser escritora? Em que momento você disse “É isso que quero da vida!”? Tenho a impressão que você gosta muito disso, estou errada?

Obrigada, querida 🙂 Faço questão de tratá-los com o maior respeito e carinho, porque VOCÊS são uma peça fundamental nesse meu sonho realizado! Você acertou em cheio, eu AMO escrever, e estou vivendo um verdadeiro sonho ouvindo e lendo as opiniões das pessoas, sendo reconhecida por meu trabalho, recebendo elogios tão lindos! Criar histórias é minha paixão desde a infância. Aos sete anos, comecei criando minhas próprias histórias em quadrinhos (na época, meu sonho era trabalhar com o Maurício de Souza). Então, vieram os contos, poesias, reflexões… enfim, na adolescência, os romances!! Quando concluí o meu primeiro (Renascer de um Outono – não publicado), as pessoas começaram a insistir que eu devia procurar uma editora, pois gostavam muito. Eu achava algo muito distante da realidade, um sonho inatingível demais, mas acabei realmente empolgada com a ideia. Busco a publicação desde os meus 16 anos, mas sonho em viver como escritora desde muito pequena!!!

– Já leu Jane Austen? Ela escreveu sobre mulheres que iam contra a sociedade quando isso era considerado crime. Ainda que sob pseudônimo, ela teve uma coragem monumental. Escrever é seu sonho, você enfrentaria toda a sociedade e arriscaria sua vida para concretizá-lo?

Preciso ler urgentemente as obras da Jane Austen, pois não é a primeira vez que me falam dela (já fui até comparada com ela, em algumas resenhas, especialmente em relação a “Orgulho e Preconceito”). Se eu vivesse em uma época em que precisasse enfrentar a sociedade para poder escrever, e tivesse esse amor enorme pela escrita que hoje eu tenho, SEM DÚVIDAS, enfrentaria o que fosse preciso para colocar minhas ideias no papel! Amo tanto escrever que, na minha opinião, a melhor definição para esse sentimento foi feita por Clarice Lispector, quando um jornalista perguntou: “Por que você escreve?”… e ela devolveu: “Por que você bebe água?”.

– Ser escritor no Brasil não é fácil e qualquer pessoa que tem um mínimo de convívio com livro sabe disso, então como foi essa experiência para você? Como foi superar a historia do “autor brasileiro iniciante”?

Desde que “O Pássaro” foi lançado, minha vida mudou completamente! Eu não tinha Facebook, não tinha Twitter, não conhecia bulhufas sobre Blogs Literários! Fui conhecendo como esse universo funciona com o auxílio de queridas amigas (entre elas, a Rapha, do Equalize da Leitura e a Yara, do Ilusões Escritas, dentre outras!!!). Como autora iniciante, claro que a editora auxilia através da sua distribuição e comunicando algumas coisas sobre nós, nas redes sociais. No entanto, é o autor que vira seu próprio vendedor, seu próprio publicitário, seu relações públicas, seu promoter! Começo é começo em qualquer carreira, e não podemos achar que tudo cai do céu – ainda mais nesse mercado literário, em que “competimos” com gigantes como Nicholas Sparks, JK Rowling, Paulo Coelho etc.! Então, desde o instante em que assinei o contrato com a editora, coloquei uma ideia em minha cabeça: “vou dar o meu máximo para aproveitar essa porta que se abriu”. Eu me esforço de verdade para fazer com que o maior número de leitores potenciais conheça meu livro, controlo as resenhas que recebo, vejo como usar cada informação que chega até mim… faz parte da batalha! Quero muito que dê certo, quero viver dos meus livros. Se der certo ou se der errado, vou saber que a minha parte foi feita!

– Você já recebeu alguma critica péssima que tirou você dos eixos por dias?

Graças a Deus, não! Houve uma garota, no Skoob, que não gostou muito do final do meu livro. Ela criticou bastante, mas elogiou tanto a minha narrativa e a minha forma de conduzir a história que, no fim das contas, foi uma resenha mais positiva do que negativa! rs

– Você tem uma pessoa ou várias que lhe inspiram profundamente? Seja família, amigos ou outros escritores.

Tenho aquelas que chamo de “minhas duas fãs número um”, que são minha irmã mais nova (Tatiana) e minha tia (Vaniete). Desde os meus primeiros rabiscos, elas eram as primeiríssimas a ler, se apaixonar, se empolgar e insistir que eu tentasse publicar. Costumo dizer que elas acreditam mais em mim do que eu mesma… rs! E não tenho como designar uma delas a fã número 1. Então, elas dividem o posto!

– “O Pássaro” está pronto, “Quero Ser Beth Levitt” está pronto (tenho cinco capítulos que necessitam de ser lidos, mas eu não acho tempo :/ ) e em campanha para publicação (preciso fazer meu vídeo urgente!), mas e aí? Já tem outro projeto a caminho ou em desenvolvimento? (A partir desse momento você já conhece o blog e meu email, pensou em escrever um livro, já me avisa! Ok? *-*)

Sim, já estou escrevendo um novo romance! Ainda não posso divulgar muito a respeito dele, até porque o título está passível de mudança, mas a história já está bem desenvolvida. Tenho toda a ideia programada – começo, meio e fim – e já escrevi uma boa parte. Ano que vem, devo concluir! Outros projetos para o futuro próximo é revisar meus dois primeiros romances (“Renascer de um Outono” e “Corpo & Alma”), que já estão prontos, mas precisam de uma boa lapidação no texto, pois eu era muito nova quando os escrevi. E, claro, publicar “Quero ser Beth Levitt”. Há perspectivas muito boas, mas ainda não posso dizer… espero poder contar a vocês em breve, com a notícia da publicação!!! Torçam por mim, muito, muito e muito! O apoio de vocês tem me ajudado demais!

– E para terminar, qual foi a melhor e a pior parte de ser escritora para você até hoje?

A melhor parte são os meus leitores! O carinho, o contato, o apoio, a empolgação, a torcida, os elogios, os abraços! Sempre pensei que o “sim” de uma boa editora já seria a plena realização do meu sonho, mas eu estava errada. Era apenas a primeira pecinha desse enorme mosaico de sonhos… há muito, muito mais emoções depois do sonhado “sim”, e vocês são uma das peças mais importantes! Agora, a pior parte… caramba, eu não sei se existe uma parte ruim. Sinceramente, sonho com esse momento há tanto tempo que acho tudo lindo, até a correria, as filas demoradas no correio, a falta de tempo! Amo tudo o que envolve minha carreira de escritora! Especialmente os meus leitores 🙂

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Antes de mais nada, o vídeo que gravei da Samanta na Bienal, onde ela apresenta o seu livro pra gente. 🙂

Lindo não? *-* Mas continuando… ESTOU EXTREMAMENTE MAGOADA COM VOCÊS! Fiz a promoção do mimo de O Pássaro, mas ninguém participou!! A única pessoa que comentou foi a Samanta, mas o premio não tem o minimo sentido de ser dado para ela, não acham? É surpresa e vocês não sabem o que é, mas só posso dizer que não dá certo. Essa é a primeira promoção do blog e um teste para uma outra que estou preparando faz um tempão, mas se nem essa deu certo, quem dirá a outra. Mas como sou uma pessoa legal, vou tentar uma última vez, ok? Para concorrer basta comentar na resenha de O Pássaro ou na entrevista. Terão até o final do mês e do ano (31/12/2012). Então PARTICPEM!!

Enfim, a Samanta é uma fofa, não é? Adoooro ela! Estou louca por novos livros e para matar a saudade pretendo ler a fanfic, que eu já até tinha visto antes de ler O Pássaro, mas esperei para ler o livro primeiro, obviamente. Ela realmente é muito bem comentada. 😀

Bem, fiz poucos comentários, eu sei, mas acho que a entrevista já diz tudo, não acham? rsrs

MUUITO OBRIGADO SAMANTA POR SEU TEMPO, ATENÇÃO E EXTREMA FOFISSE! VOCÊ É UM AMOOR DE PESSOA E ESCRITORA! ADOREI!!

 

Gostaram?

Beijos!

Laury

[Novidades] Lançamento de Procura-se um marido – Carina Rissi

Olá! Como vão?

Meus lindos, sabem a amadíssima autora de Perdida? A dona Carina Rissi? Lembram que ela está lançando um novo livro? Pois bem, vocês sortudos que moram em São Paulo, terão a chance que conhecê-la hoje e comprar um livro autografado. O que acham? Perfeito, não? Olhem o convite, que lindo.

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Eu não posso ir pelo simples fato de não morar lá, mas vocês lindos que moram, por favor, aproveitem por mim, combinado?

Beijos.

Laury.

[Entrevista] Carina Rissi

 

Olá!! Como vão? Hoje vim trazer para vocês a entrevista que fiz com a Carina Rissi, autora do livro Perdida e do recém lançado Procura-se um marido. Por enquanto só li o primeiro livro, mas amei e não foi diferente com a entrevista. Super divertida e fofa como a Carina. E sabe qual a melhor parte? Eu conheci ela! \o/ Enfrentei uma fila enorme para o autografo, mas valeu a pena. Agora é a vez de vocês conhecerem ela um pouco melhor. Espero que gostem.

– O mais importante primeiro: O que é aquele seu livro? Me explica que até agora eu não compreendo. Estou perdidamente apaixonada! Sem trocadilhos. hehe

Hahahaha. Que bom que você gostou! Você não faz ideia de como isso é importante pra mim. Perdida é meio que um conto de fadas para meninas grandes que ainda acreditam que o príncipe encantado vai aparecer a qualquer momento e seu “felizes para sempre” finalmente vai começar. E eles aparecem quando menos se espera =)

 

– É difícil escolher a parte que mais gostei, mas uma delas é a personalidade da Sofia, achei muito parecida comigo, então é inevitável que eu pergunte: ela foi inspirada em alguém ou simplesmente surgiu na sua mente em um belo dia de verão? rsrs

Um pouco dos dois. A Sofia é muito real (na verdade, todos os meus personagens são), ela veio prontinha, com seu jeito meio maluco e personalidade forte, mas eu acredito que meu subconsciente a criou a partir dos modelos de mulheres que eu conheço. Ninguém em particular, mas um pouco de cada uma de nós: o medo de relacionamentos, as neuras com o cabelo, o apego a tecnologias…quem não conhece uma garota assim?

– Sou apaixonada por coisas antigas e morri de rir da Sophia apanhando da máquina de escrever, que é tão simples. Queria saber se você é como eu, apaixonada por coisas antigas, ou mais como a Sophia, apaixonada pela modernidade.

Amo coisas antigas, mas não sei viver sem tecnologia. Sou completamente dependente de micro-ondas, celular, computador, secador de cabelos e mais um bocado de coisas. O passado me fascina, mas eu acho que eu não me sairia muito bem se tivesse que vivenciar uma experiência como a da Sofia.

– O passado é passado, mas existem muitos passados, se é que você me entende. Por que século 19?

Eu também me perguntei isso por um tempo porque as cenas que eu via em minha cabeça era da Sofia no período regencial. E a resposta que eu encontrei foi: Jane Austen. Sou apaixonada por ela e suas obras, ela é minha diva e fonte de inspiração. No fundo, eu queria ficar mais próxima dela. Dei algumas dicas em Perdida, como Elisa (por causa da Lizzy Bennet), a família Clarke sempre aparece nas obras de Jane Austen, mas como pano de fundo, numa conversa entre os personagens principais. Então eu criei a minha família Clarke e fingi que eram parentes dos Clarke da Jane.

– Um celular viajante do tempo. Como o celular da sua amiga afogado na privada virou isso? Me conta de onde veio toda essa imaginação.

Quando vi a Sofia pela primeira vez, ela já estava no século 19, mas eu não sabia como ela tinha chegado lá. Eu pensei por semanas no assunto e não vinha nada. Por acaso, numa conversa dessas com a Cintia (que é a minha Nina) ela me contou que tinha afogado o celular na privada. Foi como se um raio tivesse me acertado naquela hora. Vi tudo: o celular da Sofia na privada, ela comprando um novo, uma vendedora esquisitona e finalmente eu tinha o começo da minha história.

– Quando cai no século 19 a Sophia acha que enlouqueceu. O que você faria se isso acontecesse com você?

Ai, não sei. Acho que a princípio pensaria que enlouqueci também e quando entendesse que era mesmo real desataria a chorar. Ao contrario da Sofia que é um pouco solitária, eu tenho algumas pessoas que não poderia viver sem.

– Como você mesma ficou sabendo, Perdida me tirou a noite de sono (não se sinta culpada, valeu a pena! Rsrs) e olha que convivi com ele por menos de um dia. Como você, que deve ter convivido com ele por um bom tempo para terminar de escrever, conseguiu tirar ele da cabeça? Eu não consigo! Kkkkk

Hahahaha Eu também não consigo, por isso em breve sai a sequência. A Sofia é muito real e intensa pra mim, eu não consegui me desligar dela – ou ela de mim, não tenho certeza. Eu não planejava uma sequência, mas ainda há muito o que explorar no universo de Perdida e não estou pronta ainda para dizer adeus a minha primeira heroína.

– Deus, pára o mundo que eu quero descer e com o Ian! Carina, que homem é aquele? Explica! É proibido criar personagens tão perfeitos assim, eles acabam com nossa expectativa de relacionamento. De onde você tirou ele, querida?

Desculpe!!rsrs

O Ian é uma mistura de cavalheiros dessa época dos livros que eu gosto com príncipe encantado. Ele não me deu trabalho nenhum. Veio pronto, sabe? Com nome, sobrenome, personalidade e caráter, jeito de andar, de falar… No começo, eu não tinha planejado que a Sofia se apaixonaria no século 19. A ideia era mostrar as diferenças culturais entre os séculos e ela voltar pra casa sem maiores danos. Mas quando o Ian pareceu montado no cavalo, depois descendo para ajuda-la, olhando-a de um jeito esquisito, eu aqui pensei: Ah, vai dar m****!rsrs E não deu outra! O Ian é intenso, sensível, um artista, e foi impossível eu não me deixar seduzir por ele assim com a Sofia.

– Por que decidiu ser escritora? (Graças aos céus que você decidiu! \o/ Rsrs) Em que momento você disse “É isso que quero da vida!”? Ou esse momento ainda não chegou? Rsrs

Bom, eu não decidi, exatamente. Eu me propus a escrever depois de assistir uma entrevista com a Stephenie Meyer, e ela contava um pouco de como foi para ela começar a escrever. Eu tinha a história da Sofia na cabeça a mais ou menos dois anos e nunca tinha criado coragem de colocar nada no papel. Assim que acabou o programa eu peguei meu celular e comecei a escrever só pra ver o que aconteceria. O que aconteceu foi que depois de uma semana meu celular começou a dar pau porque o arquivo estava muito grande. Enviei para o computador e segui dali, indo até o final. Ainda assim, não pensei que daria em alguma coisa. Até que meu marido leu. Ele ficou tão entusiasmado, tão confiante de que minha história era boa e podia ser publicada que praticamente me obrigou a enviar o original para as editoras. Ainda bem que ele fez isso, senão o arquivo ainda estaria guardado.

– Ser escritor no Brasil não é fácil e qualquer pessoa que tem um mínimo de convívio com livro sabe disso, então como foi essa experiência para você? Como foi superar a historia do “autor brasileiro iniciante”?

Ah, foi aos poucos e grande parte de vencer esse desafio eu devo aos blogs que me apoiaram, aceitaram e indicaram meu livro. É difícil ser estreante. As editoras não apostam em você porque ninguém te conhece, mas como vão conhecer se você não tiver oportunidade de mostrar seu trabalho? É um jogo de paciência e de quem cansa primeiro. Ainda bem que eu sou muito teimosa – alias teimosia é meu nome do meio rsrs – e insisti até que consegui ganhar meu espacinho. Estou feliz demais com tudo que tem acontecido nessa nova carreira. Eu nunca imaginei que pudesse laçar uma editora da importância da Verus em tão pouco tempo, que receberia tanto carinho dos leitores.

 

– Você já recebeu alguma critica péssima que tirou você dos eixos por dias?

Ô! Foi horrível. Li e reli a resenha umas cem vezes. Nas primeiras vezes fiquei revoltada, depois bateu aquela insegurança e chorei por dois dias. Então resolvi que estava na hora de me portar como uma autora se eu queria seguir essa carreira e analisar o que ela havia dito de forma profissional, entender o que ela não tinha gostado, se havia algo que eu podia ter feito melhor e descobri que não. Ela esperava que o livro fosse outra coisa, um romance histórico tradicional e não gostou da Sofia ser uma garota independente e moderna. É difícil agradar todo mundo – impossível! – então eu entendi que vai ser sempre assim. Alguns vão amar, outros odiar, e eu até prefiro assim. Seria horrível se alguém lesse e ficasse indiferente, sabe?

– Você tem uma pessoa ou várias que lhe inspiram profundamente?

Tenho sim. Sempre empresto o que sinto pelas pessoas que eu amo (marido, filha, pais, avós) aos meus personagens. Eles me inspiram de forma inconsciente, simplesmente por me fazerem feliz. A escrita de Jane Austen é outra fonte de inspiração. Música boa sempre me inspira a escrever (Luz na Escuridão, um dos meus projetos, nasceu de uma música da Adelle).

 

– “Perdida” está pronto, “Procura-se um marido” também, e na minha lista de compras, mas e aí? Já tem outro projeto a caminho ou em desenvolvimento? (A partir desse momento você já conhece o blog e meu email, pensou em escrever um livro, já me avisa! Ok? *-*)

Hahaha Eu aviso, pode deixar. Então vamos lá. Tenho vários projetos em andamento. Um deles é a sequencia de Perdida (ainda sem título) porque como eu disse no começo, não estou pronta ainda pra dizer adeus a Sofia. Um que me pegou legal e fez meu estomago se revirar e minhas noites de sono sumir é No Mundo da Luna. Vou contar a historia de uma jornalista que sonha com uma coluna para chamar de sua, mas o mais perto que chegou disso é ser recepcionista da revista. É lógico que ela continua tentando, e acaba conseguindo uma coluna, só que é a do horoscopo e ela não manja nada do assunto e aí a vida dela vira uma confusão só. Luz na escuridão está quase pronto, mas é um projeto um pouco diferente. Tem mais magia do que estou acostumada a usar. É um conto de fadas com princesa, um guerreiro muito sexy, bruxas, maldiçoes, e o amor verdadeiro no meio disso tudo. Estou super empolgada com esse projeto. Ainda tem o “não-sei-o-título-ainda”, mas é a história da Mel, uma garota que tinha tudo que queria na vida (emprego dos sonhos, o cara dos sonhos) até que ela morre. Bom, ela não morre de verdade, está bem viva… É uma longa história.

 

– E para terminar, qual foi a melhor e a pior parte de ser escritora para você até hoje?

Teve dois momentos que me marcaram muito. A Bienal de São Paulo onde tive contato direto com os meus leitores e que fizeram eu me sentir especial, amada, uma escritora de verdade. Outro foi quando assinei o contrato com a Verus e percebi que eles me levaram a sério, que realmente gostaram de Procura-se Um Marido e acharam que minha escrita tinha potencial e qualidade o bastante para fazer parte do catálogo deles.

A pior parte é quando colocam um microfone na minha cara. Eu sou tímida, nunca sei o que falar, gaguejo horrores. Sinto como se o microfone fosse uma granada pronta pra explodir assim que eu disser alguma besteira (o que, infelizmente, sempre acontece rsrs).

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Bem, é necessário comentar! rsrs

Primeiro, quase morri na parte que fala da ligação de Perdida com Jane Austen. Segundo, Carina de Deus, como você pode nos privar de Perdida por dois longos anos? Sério, seu marido merece um premio! E bem, não compreendo como você pode ter ganhado uma resenha ruim em Perdida, acho que tudo bem, não era o que ela esperava, mas ela não sabe ler sinopse? Lá está bem claro a mudança de tempo! Mas enfim, gente louca não tentamos entender. E para finalizar, pensa alguém feliz por tantos livros chegando?! Parecem ser tão bons quanto Perdida, mas a melhor parte foi saber que terá continuação, que verei meu amor de novo (lê-se Ian). kkkk

Ok, chega de comentários! Só vou dizer um MUITO OBRIGADO CARINA PELA ATENÇÃO E PELA ÓTIMA HISTÓRIA!!

Gostaram queridos?

Beijos!

Laury.