[Resenha] Mamãe Walsh: pequeno dicionário da família Walsh – Marian Keyes

Resenha 2

Olá, povo! Como vocês estão?

O que dizer desse livro que mal começou e já acabou? Porque é exatamente assim esse livro. Você começa e quando percebe, ele acaba. É um livro propaganda, ou seja, você paga para ler uma baita de uma propaganda de todos os outros livros da Marian Keyes. Bem, pelo menos todos os outros livros que são protagonizados pelas filhas da mamãe Walsh.

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Mamãe Walsh tem cinco problemáticas filhas, que ela faz questão de nos apresentar brevemente e logo mais acrescentar “saiba mais sobre ela lendo o livro X”. Tem propaganda mais descarada que essa? Impossível, né?! E além da pequena apresentação e propaganda, o livro é dividido em pequenas estórias de família por letra.

Creio eu que na versão original realmente exista um alfabeto de A a Z, onde cada letrinha dá origem a uma palavra que é seguida por uma estorinha. No entanto, na versão que eu li, vulgo a versão em português, há ordem alfabética, mas muitas letrinhas são repetidas e algumas nem mesmo são citadas, o que eu achei meio… falho. Por assim dizer. Como se fizesse uma proposta e não conseguisse cumprí-la.

Quanto as estorinhas, algumas são engraçadinhas (como quando ela falou das pessoas que andam se arrastando de tão devagar que caminham; e eu me identifiquei com ela que ficou com vontade de dar guarda-chuvadas nas pessoas), mas outras são bem desnecessárias. E eu tive essa sensação com o livro todo em si.

Porque veja bem, ele é legalzinho e tal, tem uma escrita boa e leve (afinal a mulher já escreveu muitos livros e pegou o jeito), mas ele é um livro meio sem proposito. É tipo aqueles “guias do filme”, que as únicas pessoas que compram são aquelas fascinadas pelo filme. Nesse caso é um livro para os fascinados pelos livros da Marian Keyes. O que bem, não é o meu caso. O único livro dela que li foi Sushi e tive uma séria relação de amor e ódio (vulgo, achei que demorou pro livro pegar no tranco – tem resenha dele aqui se estiver interessado).

Mas enfim, não leria novamente e recomendo APENAS para quem já leu os outros livros da família e gostou. Para quem é apaixonado por eles e pela autora. Sabe quando você diz que leria até a lista de compras do seu autor favorito? Pois então, está é a lista de compras da Marian Keyes. Não traz nada de realmente interessante, mas você lê porque foi ela que escreveu. No meu caso, eu li porque ganhei o livro.

E se você ficou curioso para saber quem são as filhas da mamãe Walsh, dê uma olhadinha nelas e seus respectivos livros:

– Claire (Melancia)

– Margaret (Los Angeles)

– Rachel (Férias!)

– Anna (Tem alguém ai?)

– Helen (Não foi mencionado em qual livro essa criaturinha está, então, ou eles esqueceram de citar esse detalhe ou ela ainda terá um livro seu. E sinceramente, essa me pareceu ser a mais interessante das irmãs. Talvez eu leia o livro dela, se eu descobrir qual é. Se alguém souber, me conta. Grata.)

É isso amados. Querem ler a lista de compras da Marian Keyes?

Beijos!

Laury

[Resenha] Sushi – Marian Keyes

Olá queridos,

Hoje a minha preguiça está tanta que acabei me esquecendo que é sexta e também dia de resenha. hehe Mas vou postar agora, ok?

 

 

Apesar de todo o sucesso de Melancia, esse é o primeiro livro da Marian Keyesque leio. Achei ele bem verossímil, me entendem? Mostra os trancos e barrancos da vida, os lados bons, os ruins e os péssimos, em que pessoas não são perfeitas, se confundem e erram (enfase no erram)!

Bem, o livro tem como enfoque principal três mulheres e a busca delas por felicidade, mas também conta várias outras estorias secundárias. Das três eu adorei a Ashling, gostei da Lisa e senti indignação pela Clodagh.

A Lisa para mim é a figura da mulher moderna, vive para trabalhar e não tem tempo para quase nada, além de claro, ficar bonita, porque considera indispensável para o trabalho. Por causa disso ela já começou o livro no meio de um processo de separação e uma decepção por não conseguir seu emprego dos sonhos, sendo mandada para o “fim do mundo”. Como eu disse, gostei dela, só não adorei, porque algumas das atitudes dela não me agradaram, geraram uma certa antipatia, mas ela foi me conquistando e acabei me identificando e admirando. E fiquei muito satisfeita tanto com o final, quanto com o desenvolvimento dela. (Sem contar o momento “levando um homem para a cama” dela, dei altas gargalhadas hehe)

Já a Ashling eu adorei. Por quê? Ela começa o livro com a vida de mal a pior, sem emprego, relativamente arrasada por um relacionamento que terminou e sem expectativa de melhorar. Com o único conforto sendo os amigos Joy e Ted (AMEI eles). Ela também é melhor amiga da Clodagh, mas ela não é bem um consolo. Bem, com muito custo ela consegue um emprego e rala MUITO nele (não é fácil ter a Lisa de chefe), mas eu considero o emprego só um plano de fundo mesmo, o restante merece mais enfoque ( a não ser que pensemos no Jack, uiui). A busca pelo namorado que o diga, desencadeou tudo, e ela passa por alegria, tristeza, indignação, decepção, traição, raiva, depressão (a doença mesmo), contemplação… e tudo isso colabora para que no final ela se torne uma personagem louvável (pelo menos para mim), porque ela passa por MUITA coisa e mesmo que as vezes chegue perto de desistir, ela segue em frente.

Gostei da mãe dela também e adorei a relação da Ashling com o Boo. E ela acabou EXATAMENTE como eu queria e com quem eu queria.

E claro, a Clodagh. Sabe a mulher eternamente insatisfeita? Não chega aos pés dela. E falar que me senti indignada a seu respeito é pouco, mas não achei palavra melhor. Ela é a única que começa “feliz”, ou com tudo para ser. Ela tem o chamado “sonho americano”. Uma casa com cercas brancas, dois filhos, um marido MARAVILHOSO e carinhoso que a idolatra, não trabalha fora, não precisa preocupar com dinheiro, porque o marido é bem sucedido, compra tudo o que quer e faz reforma na casa quando bem entende.

É o que a maioria quer, não? Ok, não é bem o que EU quero para a minha vida, mas isso não é razão para NADA do que ela faz, afinal ELA escolheu essa vida. Resumindo, ela é egoísta, narcisista e acha que tudo que ela quer, ela pode e TEM que ter. E na busca incessante de curar seu tédio (me renego a dizer que era busca pela felicidade) ela simplesmente passa por cima de todo mundo sem medir consequência ou se preocupar se vai magoar alguém.

Bem, eu até que gostei do livro, mas tenho que confessar que quase abandonei. Por quê? Algumas coisas dele são desnecessárias e me deram preguiça de ler, porque eram monótonas e sem uma razão especifica para acontecer. As coisas melhoraram com as intrigas e se tornaram bastante interessantes nas ultimas 100 páginas. E pelo desenrolar das coisas e dos personagens, eu gostei do livro, mas não o colocaria no meu top 10. Entende?

 

É isso, queridos, espero que tenham gostado da resenha,

Beijos,

Laury