[Resenha] Não Pare! – FML Pepper

Resenha 2

Olá, bonitos! Como vão?

Esse foi um livro que me fez criar altas expectativas. Ou melhor dizendo: expectativas estratosféricas. Eu basicamente pensava que seria uma das minhas melhores leituras do ano, porque muitas pessoas elogiaram o livro, a estória, a mitologia e a escrita. No entanto, talvez por tanta expectativa, eu não achei o livro tão bom assim. Veja bem, o livro é bom, mas não é tudo aquilo que eu esperava. E Nina não ajudou nenhum pouquinho.

NAO PARE

Não Pare! começa contando a estória de Nina, a garota que nunca faz amigos porque está sempre se mudando de um lado para o outro, por causa do trabalho de sua mãe. A mãe dela trabalha com lentes de contato, algo que ela desenvolveu para esconder a deformidade de Nina, que nasceu com os olhos em forma de fenda.

Nina é muito azarada (para dizer o mínimo) e já começamos o livro com ela sofrendo um acidente e quase morrendo. E isso deixa sua mãe sempre muito nervosa, a ponto de fazer com que elas mudem de cidade, voltando para NY, onde a mãe promete que elas ficarão por um tempo mais definitivo (ainda não entendi o porquê).

Bem, tudo muito bacana até ai. Nada muito emocionante tinha acontecido até esse momento, mas ainda restava aquela expectativa constante no ar. E eis que Nina começa na escola e tudo fica um pouco “bobinho” de mais, por assim dizer. Ela não quer fazer amigos, mas as pessoas se interessam instantaneamente em ser amigos dela. E depois de resistir, ela finalmente aceita a amizade. Achei um pouco estranho, mas aceitei, isso é, até o momento que Nina fica derretida de paixão por Kevin, um aluno novo que morre de amores por ela e que dois dias depois eles estão namorando. E ELA ACHA ISSO NORMAL!

Nina me irritou por sua infantilidade. Metade dos problemas poderiam ser evitados se ela tivesse só um pouquinho mais de maturidade. Como por exemplo conseguir manter um diálogo com a mãe. Mas ela não consegue isso e não facilita as coisas ao só chamar a mãe pelo nome (sem razão específica).

Eu não tenho muito o que dizer desse livro, apenas que esperava mais. A mitologia tem uma pitada de novidade, mas não é assim tão inovadora, afinal não é a primeira vez que mundos são divididos em dimensões e a morte ganha uma carinha sedutora e um corpo escultural. Tentar trazer beleza e um cadinho de romance para coisas ditas sombrias já é uma tradição na fantasia YA. Ou seja, surgiram coisas novas em sua mitologia, mas não algo que fuja drasticamente do que já foi criado, o que facilita para que não fiquemos perdidos.

Quanto a Richard, eu não sei bem o que dizer dele, porque eu ainda estou tentando entender esse cara. Eu não sei se a bipolaridade é intencional ou apenas uma má construção de personalidade, mas eu torço para que seja intencional e a autora tenha uma boa explicação para ela. Porque, céus, no mesmo momento que ele é bom, ele é mau, no mesmo momento que é um amorzinho, ele também é um cretino. No início eu estive do lado dele e até o escolhi como meu preferido, mas depois de um tempo, a sua bipolaridade e infantilidade me irritaram. Ele tinha tudo para ser um ótimo soldado, líder e estrategista, mas no final ele acabou sendo apenas indeciso e eu quero mais dele. Ele pode ser mais!

Nina é outra que pode e precisa ser mais. Ela precisa deixar de ser tão infantil! Ela foi enganada em mais da metade do livro. Apesar de dizerem que ela não era sugestionável como os outros humanos, o que de fato não era, Nina era muito manipulável. De uma ingenuidade monumental. E toda hora ela estava desmaiando ou passando mal ou perdendo as forças. Sem uma razão específica! Foi sugestionado que ela era receptiva a presença de certas pessoas, mas em nenhum momento foi dito que essa “recepção” poderia causar seu enfraquecimento. E isso me deixou meio perdida.

Enfim, esse foi o primeiro livro de uma trilogia, e por tradição, o primeiro livro é a introdução de tudo: do personagens, do mundo e da mitologia. E Não Pare! exerceu bem esse papel. Conhecemos o mundo, os personagens e a mitologia, mas apesar disso, não teve muito além, que é o que eu espero ver no segundo livro.

Eu sei que no momento essa parece ser uma resenha negativa, mas não é! É uma resenha neutra. Eu não odiei o livro, tanto é que pretendo ler os seguintes, mas ao mesmo tempo eu esperava mais dele depois de ouvir tantos elogios. Esperava um pouquinho mais do que um livro introdução e esperava uma protagonista um pouco mais madura e menos infantil. Mas acho (e espero) que o segundo será melhor e que nossa Nina cresça, porque na situação dela, crescer é a melhor coisa a se fazer para sobreviver.

Vamos esperar o próximo e esperar junto com ele uma personagem mais crescidinha mentalmente.

Beijos!

Laury

[Resenha] Hugo & Rose – Bridget Foley

Resenha 2

Olá! Como vão?

Sim, eu sou alguém que adora ser enganada. Mas somente quando se trata de livros. E eu fui enganada com esse, porque vamos combinar, a capa é super fofa, a frase fala de sonhos e a sinopse fala do homem dos seus sonhos. Ou seja, você pensa em coisas maravilhosas e fofas e “own!”. Mas não é nada disso, ao mesmo tempo que também é. Dá para entender? Então presta bem atenção que eu vou explicar (ou tentar).

hugo e rose

Com o que você sonha quando fecha os olhos a noite? Eu sou a garota dos sonhos loucos. Durante a noite, coisas muito loucas passam pela minha cabeça e elas já renderam livros (sim, todo livro meu tem uma pitadinha das coisas loucas que eu sonho), além disso, sou o tipo de pessoa que quando acorda, precisa de um tempo para distinguir o que é real e o que aconteceu somente no sonho. Agora imagine se eu tivesse o mesmo sonho todas as noites! Imagine se você tivesse! Pois é isso que acontece com a Rose. Desde que sofreu um acidente com sua bicicleta, ela sonha com o mesmo lugar e o mesmo garoto: Hugo. E todas as noites eles vivem aventuras diferentes na mesma ilha, tentando chegar à cidade do castelo.

Rose passou a vida tendo esses sonhos e nunca se importou muito com o porquê de tê-los. Ela apenas os tinha e os amava. Era parte dela, parte de sua vida, assim como Hugo também era. O garoto que a conhecia, que tinha passado a vida ao seu lado. E isso nunca impediu Rose de viver, então ela cresceu, conheceu Josh, se casou com ele, teve três filhos e se transformou em dona de casa. Tudo ia bem, até que ela começou a se sentir insatisfeita com a sua vida, como se o que ela tinha não fosse bom o bastante, como se a Rose de seus sonhos fosse quem ela realmente era.

Josh passava o dia todo no hospital, Rose não conseguia fazer Penny usar o troninho de forma correta e ela se sentia a mulher mais insignificante do mundo, até que em um belo dia, por acaso ela encontra, literalmente, o homem dos seus sonhos. Aquele com quem ela sonhava desde que era pequena. E encontrar Hugo faz Rose questionar a sua vida, questionar se tudo que fez até agora era o certo, se o homem da sua vida, ao invés de Josh, não seria Hugo.

Tudo bem, já deu para perceber que existe um triangulo amoroso, e só de pensar em triangulo amoroso, eu tenho urticária, porque são raríssimos os casos que a construção é bem feita. Mas nesse livro a coisa foi diferente. Na verdade, a coisa foi um tanto quanto mais complicada. No inicio tinha Hugo e eu torci para ele, então apareceu Josh e eu me dei conta de que Hugo não era real. Hugo era alguém com quem Rose sonhava e nada mais, então eu me apaixonei por Josh, porque Josh é um homem maravilhoso. Nossa, Josh é magnífico! E quando eu amei o Josh, eu não consegui mais larga-lo. Tudo que consegui fazer foi desejar esmurrar a Rose, porque Rose tinha tudo. Ela tinha três filhos lindos e fofos, tinha uma casa maravilhosa e um marido perfeito que a amava acima de tudo.

Só que ao invés de viver isso, Rose passava o dia todo se lamentando por ser quem era. Ela se achava gorda e tinha vergonha do seu corpo, mas nunca tentava mudar isso, não tentava cuidar mais de si nem nada parecido. Ela fugia do marido, porque o marido a amava. Sim, exatamente o que você leu. Ela fugia dele, porque ele a amava, a via de verdade e a achava linda da forma que ela era. Agora me explica, que mulher em sã consciência faria isso? Apenas Rose. Apenas ela preferia dormir e sonhar com um cara que não existia a ficar com o marido que a amava.

E então, se Rose já não fosse suficientemente insegura sozinha, ela dá de cara com o Hugo na vida real. Se fosse um livro de romance como qualquer outro, Hugo seria charmoso, bonito e o homem dos sonhos, mas céus, ele não é! Ele está decadente (em todos os sentidos possíveis), velho, gordo, usa um único moletom e ele mal toma banho! Mas Rose está tão cega pela possibilidade do cara ser o menino que cresceu com ela em seus sonhos, que ela não enxerga nada disso. Rose simplesmente se entrega a loucura de conhecer aquele cara com quem ela sonha.

E tudo dá tão errado! Foi desesperador. Bridget construiu uma trama crescente e surpreendente. O livro começa tranquilo com ares de triangulo amoroso banal e clichê, até que quando você percebe, já está dentro de algo fantástico e muito diferente do que estamos acostumados. A estória atinge um patamar fora do esperado com a loucura de Rose e a percepção de como as pessoas podem se perder dentro da sua própria mente e ideias. De como um trauma pode mudar alguém para sempre.

O livro foi muito bem escrito e permite que viajemos com Rose tanto em seus sonhos quanto em suas alucinações. E a vontade de saber onde tudo vai levar transforma a leitura em algo desesperador, porque quando Rose enlouquece, nós enlouquecemos com ela, e como ela, não sabemos onde tudo isso vai dar. É o tipo de livro que você fica tão desesperada para chegar ao final e saber como tudo vai se resolver, que não consegue nem mesmo parar para marcar frases legais e coisas do tipo.

O único momento que consegui parar e marcar uma frase foi nas páginas finais, quando tudo tinha se “resolvido” e meu desespero não mais me matava. E a frase diz tudo sobre o livro, porque no final a autora faz questão de mostrar o que ela pretendia com o livro. Um objetivo que foi muito bem atingido. Bridget quis nos mostrar a importância de sonharmos, mas nunca nos perdermos da realidade, a importância de dar valor ao que está ao nosso redor, a nossa vida. E não só sonhar no sentido literal, mas sonhar e se perder em todos os sentidos, tanto em sonhos, quanto ilusões, quanto em ideias de que “a grama do vizinho é sempre mais verde”.

Talvez os sonhos sejam isso. Talvez as pessoas que vemos nos sonhos sejam gente de verdade, que tem algo a nos ensinar, que pode nos ajudar de um jeito ou de outro. Mas todos acordamos dos sonhos. Em principio, eles estão aí para nos ajudar a levar a vida e não para nos impedir de vivê-la.

A vida de todos é importante e especial, e cabe somente a nós aproveitá-la. Cabe a nós olhar no espelho e sorrir para a imagem que vê. Cabe a nós viver conosco e viver bem. Viver com aqueles que nos cercam. Amar quem nos ama e deixar para trás aquilo que nos machuca. Rancores podem destruir vidas e também mentes. E esse livro é a maior prova disso.

Hugo & Rose foi bem diferente do que eu imaginei que seria, mas mesmo assim me agradou. Na construção, nos personagens e na mensagem. Recomendo.

P.s.: Quero muito roubar o Josh para mim!! ❤ Porque cara, aquele homem é maravilhoso de mais! O amor dele, sua devoção com sua família, a forma como se mostra capaz de fazer tudo por aqueles que ama… Ele é um exemplo, uma pessoa que mesmo com seus erros, consegue ser um marido perfeito. :3

É isso, amados. Já leram? O que acharam?

Beijos!

Laury

[Divulgação] Confraria do Ebook: Uma oportunidade para o escritor nacional

Confraria do Ebook

Olá, bonitos! Como vão?

Eu não disse que teríamos muitos parceiros por aqui esse ano? Pois então. Vocês já conheceram alguns, mas ainda falta conhecerem outros. Estou atualizando e divulgando tudo aos poucos, então paciência, ok? Paciência com os e-mails e comentários também. Estou tentando colocar tudo em dia o mais rápido possível.

Mas vamos lá. Hoje quero apresentar um parceiro que é na verdade uma grande oportunidade aos autores nacionais. Eu como autora nacional estou fazendo parte também. E essa oportunidade se chama Confraria do Ebook. Uma nova livraria de livros digitais que convida todos os autores nacionais para venderem seus livros lá. Uma parceria que visa o benefício das duas partes.

Então, se você escreve Romance, Sobrenatural, Chick Lit, Fantasia, Contemporâneo, Country, Hot ou Fantasia, entre em contato com a Confraria e faça dela mais uma casa para o seu livro. É um canal de vendas com uma tecnologia exclusiva, que visa fazer a publicação de forma segura e dinâmica. Sabe a pirataria? Então, eles estão tentando evitar isso.

Já adianto que mês que vem terá uma surpresa bem legal e em abril as vendas começam.

Confraria do Ebook2

Ficaram interessados? Então entrem em contato com a Carla Juncioni. Você pode mandar um e-mail para ela (carla@confrariadoebook.com.br), ou entrar em contato através da Fan Page Confraria do EbookGrupo Confraria do Ebook ou através do Grupo WhatsApp do Leitor.

É super simples. Não percam tempo!

Beijos!

Laury

O Segredo dos Kirineus – Criaturas Mágicas

Olá!! Como andam passando a vida?

Se você me acompanha aqui há algum tempinho, sabe que sou tanto apaixonada em ler quanto em escrever e no início desse ano consegui a proeza de terminar um dos meus livros. Comemora gente!! o/ E bem, eu estava pensando, eu divulgo tanta gente e tantos livros aqui no blog, por que não divulgar o meu? Pois bem, hoje eu vim fazer isso! Vim apresentar a vocês o início de tudo, ou seja, o prefácio e quero saber o que vocês acham.

Tem a sinopse também, mas sou meio péssima em fazer isso, então relevem.

O Segredo dos Kirineus

Mundos destruídos. Criaturas mágicas e humanos lutavam contra a própria espécie e a cada século uma nova ameaça surgia. Atingidos por um furacão atribuído as Elementárias do ar, foram abandonados pelos deuses, sem fé, sem esperança. Mundos cada vez mais próximos do fim. Até mesmo Ginum, o antigo mundo dos sonhos, agora abrigava a morte.

 

Mirra tinha um passado que preferia guardar para si. Carregar o estigma de ser uma Elementária do ar já era o bastante, não precisava de mais que aquilo. E nada tinha sido mais conveniente do que ser escolhida como uma das protetoras do século.

Um novo século estava começando e com ele uma nova criança Kirineu nascia. Elas eram a maior preocupação das criaturas mágicas. Se uma criança Kirineu fosse morta antes de completar cem anos, os mundos estariam ameaçados.

Elas precisavam ser protegidas e Mirra era uma das quatro criaturas responsáveis pela criança do século. Mas apesar de toda a proteção que forneciam, as criaturas sentiam medo. Kirineus eram perigosos, não eram? Por que outro motivo seus protetores os abandonavam após os cem anos?

Mirra tinha sido igualmente programada para pensar isso, mas quando pegou Aimée nos braços pela primeira vez, ela não sabia mais o que achar. Tinha a criança como sua filha e daria sua vida pela dela. Ela não entendia como alguém que deveria ser tão mau poderia atrair tanto amor.

 

O que realmente eles eram? De onde tinham vindo? Por que eram tão importantes? Mitos, histórias e lendas os cercavam, mas afinal, qual era o segredo por trás da existência dos Kirineus? 

Ficou minimamente curioso com a sinopse? Então leia o Prefácio e me conte o que acha, ok?

Beijos belos para vocês!

Laury.