[Resenha] Você para sempre – Sandi Lynn

Resenha 2

Muito bem, vamos começar essa resenha um tantinho complicada do segundo livro da trilogia Forever. Quem leu a primeira resenha sabe que eu gostei bastante do livro um e também comentei que estava curiosa para esse livro porque o outro tinha terminado bem redondinho e definitivo. Pois então, tendo tudo isso como base, Você para sempre foi, ao mesmo tempo, desnecessário e legal.

Você-para-Sempre

Quando abri o livro e li a primeira parte, eu entendi a proposta: a mesma coisa do primeiro, mas dessa vez na versão do Connor. Nesse momento, eu tive sentimentos controversos, que se seguiram no livro inteiro.

Veja bem, foi muito bom ver a contraposição de o que estava acontecendo na cabeça do Connor e como ele externava isso. Posso dizer que ele é péssimo externando o que sente. Péssimo. Mesmo quando ele está morrendo de amores por dentro, ele só consegue dizer idiotices. E fazer idiotices. Mas por outro lado, a coisa toda é meio desnecessária.

Eu gosto de saber o que se passa na cabeça de todos os personagens e quando o personagem é bipolar como o Connor é legal ter algumas partes com a visão dele da situação, mas não era necessário um livro INTEIRO para isso. Principalmente porque o Connor é cansativo. Enquanto a Elle nos deixa loucos porque ela NÃO CONSEGUE FAZER A COISA CERTA, Connor nos deixa meio entediados, porque ao mesmo tempo que ele sente saudades da Elle, ele não faz nada para mudar isso. Connor adia as coisas que devem ser feitas e isso só resulta em merda no final. Ele é péssimo para entender o que está acontecendo.

Outra coisa que me incomodou bastante foi a pouca construção do Connor. E ao mesmo tempo a “inocência” dele. Olha só, o cara cresceu já dentro da empresa da família, se formou em Harvard, teve um longo passado pessoal e um grande nível de envolvimento com mulheres, mas ás vezes é como se ele fosse um retardado mental.

Entendo ele ter ficado impressionado com a bondade de Elle e como mencionei na primeira resenha, o relacionamento deles FEZ SENTIDO, mas, céus, a forma como ele ficava repetindo “Aquele maldito sorriso” TODAS AS VEZES que a Elle sorria me deixava irritada. Dava vontade de virar pra ele e perguntar “Querido, nunca viu mulher sorrindo não?”.

Não quero ser machista (mesmo já sendo um pouquinho), mas acho que faltou um pouco de masculinidade no Connor. Ele pode e deve elogiar a Elle, ele pode e deve mimar ela, ele pode fazer o que quiser, mas o fato de Connor ter uma deusa interior no nipe da Ana de 50 Tons me fez querer matá-lo em certas partes. Assim como eu quis matá-lo sempre que ele achava que podia comprar tudo e todos com dinheiro. Connor não sabe pedir um favor, ele simplesmente lida com as coisas com dinheiro. “Opa, fulana entregou um envelope ali para mim, vou dar um envelope cheio de dinheiro para ela.”. Amor, para. Por favor, para. Aprende a dizer “por favor” e “obrigada”, isso basta na vida dos meros mortais.

Outra coisa que me incomodou (eu sei que andam sendo muitas) é que a autora meio que perdeu a sua criatividade na hora do sexo. Mesmo que no primeiro tenha sido um cadinho repetitivo, nesse segundo foi gritante. Olha só, não to pedindo uma posição diferente e alucinante a cada relação dos dois, porque não é isso que acontece na vida real, o que eu estou dizendo é: se você quer narrar detalhadamente as relações, detalhe diferente. Se você não consegue detalhar, só menciona que aconteceu. Pronto. Fim. Não precisa de “Nossa, Elle, como você está molhada!” e “Ah, Connor, é assim que você me deixa.” TODAS AS VEZES. De verdade, não precisa.

Outro ponto foi o tempo verbal da narração. Eu não sei o que a autora aprontou na mudança do primeiro para o segundo, mas a forma como ela escreveu o segundo me incomodou. Fez com que Connor parecesse superficial e a narrativa soasse corrida. E falando em história, senti que a autora quis preencher a vida de Connor como alguma coisa, no estilo “Olha só, ele é rico, mas também trabalha”, só que assim, ela não soube fazer isso.

Connor é CEO da empresa Black, disso nós sabemos. Ele tem MUITO dinheiro, disso nós também já sabemos. E juntando tudo isso nós sabemos que essa empresa tem que ser super hiper mega rentável e necessária. O que quer dizer que Connor tem que trabalhar MUITO. (Estão me acompanhando?) E acho que a autora quis (ao contrário de muitas outras no mercado) mostrar que ele trabalha mesmo. Só que a amada não conversou com nenhum CEO. Na minha humilde opinião, ela não conversou nem com um administrador meia boca, porque, céus, tudo o que o Black fez em quase UM ANO foi discutir a compra de uma empresa em Chicago.

Sério, foi superficial. No primeiro, isso foi um tópico desnecessário, porque era a Elle que narrava e tudo que ela sabia era o básico do básico. Ponto. O trabalho do Connor não era o foco. Mas o segundo livro é ELE QUE NARRA, nós vemos o dia a dia dele e mesmo assim terminamos sem saber com o que a empresa dele trabalha e o que a empresa de Chicago faz. Fica meio “coloquei isso aqui para ocupar página”. Gostei não.

Falemos agora sobre vilões. Não abordei esse ponto no primeiro por razões de: não existia vilão. Muita coisa dava errado entre eles e tudo, mas isso acontecia porque eles não sabiam se entender feito duas pessoas normais. Sob esse aspecto eles eram seus próprios vilões. E funcionou muito bem assim. Mas no segundo… Ai ai. A autora me veio com uma de colocar a Ashlyn de vilã. E olha só, não colou. A mulher não tem cacife para isso. Nem em um milhão de anos. A Elle e o Connor se auto sabotando é mais convincente. MUITO mais.

Tudo bem, acho que todos nós percebemos que foi um desfile de coisas negativas e eu fiquei muito chateada com isso, porque eu ADOREI o primeiro livro. Eu fechei ele super satisfeita e recomendando para Deus e o mundo. Ai me veio esse livro com o Connor sendo um banana querendo comprar todo mundo com dinheiro, sendo a lady da história com sua deusa interior e tudo mais. Eu não soube lidar com isso, porque esperava muito desse livro. Não esperava que eles extrapolassem o conto de fadas desse jeito, a ponto de ser enjoativo (e olha que eu AMO um conto de fadas). Não esperava que a autora ficasse dando tanta importância a grandeza das coisas, falando que tal coisa foi boa só porque gastaram horrores de dinheiro e 700 pessoas apareceram (mesmo que o Connor claramente não tenha amigos).

Em uma palavra: decepção.

O livro só não foi de todo perdido pelo que eu falei no início, de podermos ver a diferença entre o que se passa na cabeça do Connor e o que vemos nos olhos de Elle. O que é bacana para nós pensarmos na nossa própria vida, se aquilo que demonstramos ser é o que realmente somos. E também foi bacana no quesito que o livro não se limitou a contar as mesmas coisas do primeiro só que sob os olhos do Connor. Teve coisa nova e teve a gente entendendo o que ele estava fazendo enquanto a Elle morria de chorar de saudades dele. Também teve a transformação dele de “não quero me apaixonar” para “Meu Deus, como eu amo essa mulher.”, o que foi legal, mesmo que Connor tenha ido de 8 a 80 em poucas páginas.

Enfim, o que eu tiro de conclusão disso tudo? Eu concluo que a ideia inicial era um livro só que acabou fazendo sucesso e se transformando em uma trilogia, que também acabou fazendo sucesso e se transformou em bilhares de livros (porque sim, tem mais livro depois da trilogia, que são focados no restante da família). Ou seja, teria sido suficientemente bom e maravilhoso e divino se tudo tivesse parado no livro um.

Preciso nem dizer que eu sou uma sofredora e que apesar de ter ficado chateada com esse livro, eu vou ler o próximo. É, eu sou dessas. Mas veja bem, apesar de não ter gostado do segundo, eu amei o primeiro, então acho que a autora merece uma chance no terceiro. Daremos essa chance a ela.

[Resenha] Black para sempre – Sandi Lynn

Resenha 2

O que dizer dessa lindeza? Quando recebi o release de lançamento eu não dei muita moral para o livro e continuei sem dar, até que chegou a minha vez de solicitar um livro para a Valentina. Fui lá, fucei nos livros e não achei nenhum que condizia com meu humor do momento pelas sinopses, então procurei resenhas. Uma resenha (que não lembro onde vi) me convenceu a pedir Black para sempre. E olha, que resenha mais acertada!

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Black para sempre, em resumo, é como Cinquenta Tons de Cinza deveria ter sido, mas não foi. Sério, com poucas páginas de livro você percebe a semelhança. Homem rico e jovem e mulherengo e grosso e controlador. Mulher mais nova que ele e emocionalmente frágil e com uma situação financeira complicada.

Deu preguicinha em você? Deu em mim também. Pensei “Pronto, outro 50 Tons.”. Mas então o livro vem e grita “Pegadinhaa!!“.

Nosso moço é rico, mas não ficou rico sozinho com toda aquela historinha dele ser foda e perfeccionista e blablabla.  É mulherengo, mas acredite, a “explicação” dele é justa. É grosso, mas isso é só uma armadura. E quanto a controlador… Bem, isso ele é mesmo.

E nossa mocinha… Cadê o suspense? Cadê a surpresa? Nossa mocinha NÃO É UMA MOSCA MORTA!! Sério, Ellery não é uma pessoa passada de morta que aceita ser mandada por um homem só porque ele faz com que ela se derreta. Ela é o tipo que tem personalidade (ás vezes até de mais) e grita quando ele ousa gritar com ela, que bate em sua cara quando ele pensa que pode mandar em alguma coisa. Ela simplesmente vira as costas e vai embora. Tem sangue quente. Tem alguma paixão na vida além de um homem. Sabe o que quer. E tem uma bagagem de vida. Ellery é um refresco para as mocinhas bobonas com caras ricos.

E nosso cara rico… Ai ai, Connor Black é amor! ❤ E idiota também, mas principalmente amor. Ele começa como o típico babaca acostumado a ter o mundo a seus pés, mas com o tempo se transforma no homem que gosta de dar o mundo a quem ele ama.

Mas o mais legal de tudo é que nesse livro não tem o cara foda correndo atrás da garota sem graça que ninguém entende porque ele quer. A garota que apesar de bonita tem crise de inferioridade. Nope. Para vocês terem ideia de uma coisa, a primeira vez que eles se conhecem, é nossa mocinha que se transforma em heroína. É ela quem salva, quem tira ele do problema. E Ellery não tem crise de inferioridade. Ela se acha bonita (na verdade a crise dela é outra, mas falemos disso depois), não é desastrada (tipo a Bella, a Ana e as outras cópias) e sabe aproveitar a vida.

O livro mostra a construção do relacionamento e nós conseguimos ver claramente porque Ellery foi considerada diferente aos olhos do Connor Black. Ela tem vida e não é o tipo que fica deslumbrada com qualquer coisa só porque é caro. Pelo contrário, Elle gosta das coisas mais simples possíveis e faz questão de mostrar a Connor que ele também pode gostar de coisas assim, que são elas que fazem a vida valer a pena e ter sentido. Faz com que ele volte a acreditar que pode se sentir vivo outra vez. E é lindo! A forma como ele faz questão de não tratá-la como as outras e faz questão de dizer isso… lindeza! ❤

Mas tiremos um momento para falar do complexo da nossa mocinha, porque claro, a mocinha sempre tem que ter um complexo. A Elle, ao contrário das outras, tem noção que é bonita, no entanto, ela se acha um “peso” na vida dos outros. E isso, apesar de me fazer querer gritar com ela, fez com que ela se tornasse uma personagem mais profunda e, de certa forma, mais respeitável. Menos superficial. Gostei dessa mudança de complexo e deu super certo com a personalidade dela, principalmente no quesito dela tentar superar isso e a vida não colaborar muito com a situação.

E olhem só, nosso moço também tem complexo! E seu complexo me fez pensar em várias coisas (talvez tenha me feito pensar mais que o da Elle). Connor me fez pensar em como as coisas do passado afetam a nossa vida atualmente. Seja decepções, culpas, medos… Tudo isso, quando não encarado e superado faz com que nosso presente não seja vivido plenamente. E cara, isso só atrasa a vida. Por mais que pareça difícil e doloroso sequer pensar a respeito do que nos mantêm no passado, isso é necessário. E Connor nos mostra isso. Na verdade, Elle mostra isso a Connor e Connor mostra isso a Elle.

Eu adorei o livro, adorei como os personagens foram construídos e tiveram uma personalidade condizente com seu passado. Adorei tudo. Adorei a mistura sexo com romance e brigas e drama e ciúmes. Foi muito bom e reconfortante. E céus, eu quero ler o segundo pra ontem. Principalmente porque o livro terminou bem redondinho, com início, meio e fim. Estou curiosíssima para saber o que será abordado no próximo. Espero ser surpreendida.

 Beijos!

Laury

[Resenha] Não Pare! – FML Pepper

Resenha 2

Olá, bonitos! Como vão?

Esse foi um livro que me fez criar altas expectativas. Ou melhor dizendo: expectativas estratosféricas. Eu basicamente pensava que seria uma das minhas melhores leituras do ano, porque muitas pessoas elogiaram o livro, a estória, a mitologia e a escrita. No entanto, talvez por tanta expectativa, eu não achei o livro tão bom assim. Veja bem, o livro é bom, mas não é tudo aquilo que eu esperava. E Nina não ajudou nenhum pouquinho.

NAO PARE

Não Pare! começa contando a estória de Nina, a garota que nunca faz amigos porque está sempre se mudando de um lado para o outro, por causa do trabalho de sua mãe. A mãe dela trabalha com lentes de contato, algo que ela desenvolveu para esconder a deformidade de Nina, que nasceu com os olhos em forma de fenda.

Nina é muito azarada (para dizer o mínimo) e já começamos o livro com ela sofrendo um acidente e quase morrendo. E isso deixa sua mãe sempre muito nervosa, a ponto de fazer com que elas mudem de cidade, voltando para NY, onde a mãe promete que elas ficarão por um tempo mais definitivo (ainda não entendi o porquê).

Bem, tudo muito bacana até ai. Nada muito emocionante tinha acontecido até esse momento, mas ainda restava aquela expectativa constante no ar. E eis que Nina começa na escola e tudo fica um pouco “bobinho” de mais, por assim dizer. Ela não quer fazer amigos, mas as pessoas se interessam instantaneamente em ser amigos dela. E depois de resistir, ela finalmente aceita a amizade. Achei um pouco estranho, mas aceitei, isso é, até o momento que Nina fica derretida de paixão por Kevin, um aluno novo que morre de amores por ela e que dois dias depois eles estão namorando. E ELA ACHA ISSO NORMAL!

Nina me irritou por sua infantilidade. Metade dos problemas poderiam ser evitados se ela tivesse só um pouquinho mais de maturidade. Como por exemplo conseguir manter um diálogo com a mãe. Mas ela não consegue isso e não facilita as coisas ao só chamar a mãe pelo nome (sem razão específica).

Eu não tenho muito o que dizer desse livro, apenas que esperava mais. A mitologia tem uma pitada de novidade, mas não é assim tão inovadora, afinal não é a primeira vez que mundos são divididos em dimensões e a morte ganha uma carinha sedutora e um corpo escultural. Tentar trazer beleza e um cadinho de romance para coisas ditas sombrias já é uma tradição na fantasia YA. Ou seja, surgiram coisas novas em sua mitologia, mas não algo que fuja drasticamente do que já foi criado, o que facilita para que não fiquemos perdidos.

Quanto a Richard, eu não sei bem o que dizer dele, porque eu ainda estou tentando entender esse cara. Eu não sei se a bipolaridade é intencional ou apenas uma má construção de personalidade, mas eu torço para que seja intencional e a autora tenha uma boa explicação para ela. Porque, céus, no mesmo momento que ele é bom, ele é mau, no mesmo momento que é um amorzinho, ele também é um cretino. No início eu estive do lado dele e até o escolhi como meu preferido, mas depois de um tempo, a sua bipolaridade e infantilidade me irritaram. Ele tinha tudo para ser um ótimo soldado, líder e estrategista, mas no final ele acabou sendo apenas indeciso e eu quero mais dele. Ele pode ser mais!

Nina é outra que pode e precisa ser mais. Ela precisa deixar de ser tão infantil! Ela foi enganada em mais da metade do livro. Apesar de dizerem que ela não era sugestionável como os outros humanos, o que de fato não era, Nina era muito manipulável. De uma ingenuidade monumental. E toda hora ela estava desmaiando ou passando mal ou perdendo as forças. Sem uma razão específica! Foi sugestionado que ela era receptiva a presença de certas pessoas, mas em nenhum momento foi dito que essa “recepção” poderia causar seu enfraquecimento. E isso me deixou meio perdida.

Enfim, esse foi o primeiro livro de uma trilogia, e por tradição, o primeiro livro é a introdução de tudo: do personagens, do mundo e da mitologia. E Não Pare! exerceu bem esse papel. Conhecemos o mundo, os personagens e a mitologia, mas apesar disso, não teve muito além, que é o que eu espero ver no segundo livro.

Eu sei que no momento essa parece ser uma resenha negativa, mas não é! É uma resenha neutra. Eu não odiei o livro, tanto é que pretendo ler os seguintes, mas ao mesmo tempo eu esperava mais dele depois de ouvir tantos elogios. Esperava um pouquinho mais do que um livro introdução e esperava uma protagonista um pouco mais madura e menos infantil. Mas acho (e espero) que o segundo será melhor e que nossa Nina cresça, porque na situação dela, crescer é a melhor coisa a se fazer para sobreviver.

Vamos esperar o próximo e esperar junto com ele uma personagem mais crescidinha mentalmente.

Beijos!

Laury

[Resenha] Intenso Demais – S.C Stephens

Resenha 2

Olá, pessoal! Hoje eu venho falar sobre o livro Intenso Demais.

E vi algumas polêmicas sobre esse livro (ultimamente parece que só estou lendo livro POLÊMICO), por causa da protagonista e as atitudes dela. Vou explicar um pouco antes de falar precisamente sobre o livro, porque pode ser esse motivo que fez você ainda não ler.

O que fazer quando você

Se apaixona pelo cara perfeito.

Mas já está amando o cara certo?

A personagem passa por uma situação muito complicada que é relacionada com traição, o que deixa o leitor “revoltado” ou incomodado por causa de Denny (um cara maravilhoso todo moça sonha ter). A traição acontece, só que ela acontece de duas maneiras e com duas pessoas. E se eu for mais “fundo”, posso dizer que traiu três pessoas, porque Kiera engana a si mesma.

É um assunto complicado, mas a autora soube colocar no livro e envolver o leitor. Ela vai te envolvendo e instiga você a querer saber mais e saber como toda essa situação terminará. Percebi que a personagem Kiera ficou muito confusa e não usou o racional para pensar sobre toda a situação. Ela foi pelo sentimental. Os sentimentos dela estavam muito confusos e isso gerou todas as situações e conflitos.

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Então, vou apresentar para vocês um pouco dos personagens e da estória:

Kiera: A protagonista que está mudando de cidade e indo morar junto com o namorado. Ela largou a família, a Universidade onde ela estudava, sua vida em Ohio… tudo para morar com Denny, o seu grande amor.

Denny: Um cara super inteligente, lindo, que corre atrás dos seus sonhos e objetivos de vida. Ele ama Kiera e tem com ela uma relação muito plena, onde ele se sente muito feliz. Ele está super contente de ir trabalhar em uma grande empresa de publicidade. E no final da estória, ele mostra uma maturidade incrível! Com toda certeza é um homem que merecia ser amado totalmente.

Kellan: O roommate do casal protagonista. Ele é vocalista de uma banda de rock, os D-bags . Ele é um cara super lindo,  sexy e sensual, com um corpo másculo e forte, mas por trás dessa sensualidade toda (que atrai todas suas fãs e todas as mulheres), ele é um cara muito na dele. É simpático, extrovertido, mas tem algo do passado dele. Ele tem um mistério.

Esses três personagens são os que conduzem a estória toda. Vemos Kiera e Denny no começo do livro na expectativa de uma nova vida como casal, indo morar juntos e fazendo crescer o relacionamento bonito e harmônico que eles têm. São um casal apaixonado. E no decorrer do livro você começa a ver Kiera e Kellan se relacionando como amigos. Kiera é um pouco antissocial, mas se dá bem com as pessoas. Tem timidez e um pouco de inocência. Vemos como ela interage com os outros integrantes da banda, que acabam sendo do convivo social dela.  Vemos tudo isso acontecer e depois uma situação faz Denny ter que se afastar um pouco de Kiera e consecutivamente ela se aproxima de Kellan.

Em minha opinião, eu não acredito que possa ser considerada uma traição a primeira situação que rolou a “traição”. Tiveram várias situações dessa “1º traição” para acontecer. Você lê e percebe Kiera meio perdida, mas depois as atitudes dela… Eu entendo que ela se encontra em uma situação difícil (e eu também, no lugar dela, estaria totalmente confusa), mas depois dessa situação, concordar em trair, sabendo que isso machucaria não só o Denny mas também o Kellan… Eu entendo que a Kiera estava muito confusa com seus sentimentos, a 1º traição não foi tão grande, mas a 2º traição foi como acionar uma bomba relógio! E você percebe Kellan totalmente perdido também. A autora soube mostrar o conflito interno que existia nos personagens, Kiera e Kellan, que se sentem muito culpados. Parece que eles entraram em uma bola de neve e não sabiam como parar ela.

Você tem que ler para saber no que esse triângulo amoroso se tornou.

rock

O final do livro me mostrou que relacionamentos não são fáceis e que cada um tem sua bagagem de vida,  que o amor não resiste quando não houver a confiança. O amor é puro, lindo e verdadeiro, mas quando as pessoas não sabem administrar esse sentimento junto com a razão, ele pode ser destruidor.

A autora foi muito esperta e inteligente, porque ela amarra uma situação em outra e você fica cada vez mais presa no livro e quer saber o final, e quando chega o final do livro você para e pensa “EU PRECISO DA CONTINUAÇÃO!”.

Trilogia Rock Star 5

E você já leu o livro? Gostou?

Comente e me diz.

Beijos,

Ceci

Bienal do Rio 2015: Eu fui!

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Olá, seus gatinhos! Como vão?

Essa semana (de 3 a 13 de setembro) acontece a Bienal do Rio e eu, junto com a nossa colaboradora Bia e os migos Johnny e Tuanni fomos passar o primeiro final de semana na Cidade Maravilhosa.

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Nosso amigo Johnny, como uma pessoa bem esperta, fez um pequeno diário de Bienal:

Bem, como deu para perceber, nossa experiência foi um tanto quanto duvidosa. Eu, como sou uma pessoa esperta, passei frio TODOS os dias, porque fui preparada para o calor intenso e não para o frio. Mas tudo bem, enquanto eu estava na Bienal o calor humano me aqueceu.

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E deixando o frio de lado, vamos ao que interessa, a programação.

O primeiro dia (05/09) foi dia de pegar filas monumentais para entrar e depois conhecer tudo de bom que estava rolando na Bienal.

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Nesse dia eu visitei quase todos os estandes principais e aqueles que são parceiros do blog. Conhecemos (eu e Bia) o responsável pelas parcerias da Madras, que é um amorzinho de pessoa e fez desconto para nós. ❤

Conhecemos a Thais (duvida cruel se é assim que se escreve) da Novo Conceito, que é outro amorzinho de pessoa, que ficou conversando com a gente o maior tempão. Fora que ganhamos o kit de sobrevivência dos parceiros NC. Uma coisinha super fofa com camiseta, bottons exclusivos e COMIDA!! ❤

Demos uma passadinha pela Valentina que estava super amorzinho. E também pela Autentica, onde comprei o lançamento Um Ano Inesquecível e peguei autógrafo da Babi Dewet, que é um amorzinho de pessoa e dona de abraços apertados. :3

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Também morri de amores pelo estande da Zahar que era mais alto que os demais e tinha um “buraquinho” feito especialmente para as crianças. Um lugar MUITO fofo e gracinha.

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Nesse dia lindo eu tive o prazer de conhecer duas pessoas mais do que conhecidas pelos apaixonados por livros: Pam Gonçalves e Tatiana Feltrin.

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Tirei foto com a Ilana Casoy e cara, ela é maravilhosa! Eu assisti parte da palestra dela (não pude assistir tudo porque tinha que voltar para a fila de senhas, mas vou assistir no youtube) e depois a encontrei na área de conveniência junto com o que eu acho que seja o editor da DarkSide (achei ele uma figura). Eu, obviamente, como a pessoa super sem noção que sou, tive que atrapalhar o momento de calma dela para pedir uma foto. E eu, além de tirar foto, ganhei uma seringa marcador. A coisa mais maravilhosa. ❤

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Rolou também autógrafo da Vanessa Bosso.

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Além disso, teve Carina Rissi e sua fila ENOORME! Como eu sempre vejo a Carina (stalker), eu preferi não morrer lá na fila, principalmente porque todos os meus livros dela já são autografados. Outro que não peguei autógrafo, mas queria MUITO foi o Pedro Chagas. Só que teve um probleminha e o que era para ser com senha foi sem senha, e como eu estava na fila do David, não pude ir para a do Pedro. Chora para sempre!! Queria ter pego o autógrafo dele e parabenizado a Barbara por ter conquistado um cara tão bacana (boatos de que ela é igualmente bacana).

O outro grande momento do dia 5 foi: DAVID NICHOLLS!!

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Das 11h às 16h na fila, muita fome, muitas novas amizades. Foi um pequeno tumulto e um grande medo de não conseguir a senha, porque mil pessoas estavam furando a fila sem qualquer tipo de controle. Mas no final deu certo e eu fui para a palestra e a sessão de autógrafos. Não fiquei feliz com o troca troca de lugar, mas ok. Autografei, peguei vários brindes e dei um livro meu de presente para ele (porque sim).

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Nesse dia eu e a Bia fomos expulsos da Bienal. Basicamente. Porque fomos embora quando já estavam desligando as luzes.

Já no dia 6 teve Vanessa de Cássia, Jéssica Anitelli, FML Pepper (e duas mortes super lindas e saradas), palestra da Babi A. Sette sobre construção de romances históricos, palestra com o Marcelo Siqueira e o Gustavo Almeida sobre mídias sociais e uma Laury descobrindo que não é muito boa nessa profissão de escritora.

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jessica

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babi

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Bem, do dia 6, os meus preferidos foram as palestras da rodada literária. A Babi A. Sette é um amorzinho de pessoa e deu super dicas de escrita. O que me fez ter certeza que eu preciso ler os livros dela logo (depois dessa bienal eu tenho todos). E teve também a palestra dos meninos (que são conhecidos pelo pseudônimo Bento de Luca) que são super divertidos e com quem eu e Bia nos identificamos bastante pela escrita conjunta. O Marcelo é minha versão masculina e o Gustavo é a versão masculina da Bia. Apenas. O que também me faz ter certeza que eu preciso ler o livro deles (que também está na minha estante). A minha única crítica a Novo Século nessa bienal é quanto ao preço dos livros. Estava tudo muito caro, eu só comprei, porque eu queria muito comprar o último livro da Babi.

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Já o dia 7 e também o último dia, foi mais um dia “Laury sendo escritora“. Ou seja, fui tentar fazer aquele social básico no estande para tentar vender livros. Conheci autoras muito fofas (com um humor invejável, porque quem me conhece sabe que o meu humor nem sempre é dos melhores hahaha) e leitores super fofos também. Tirei poucas fotos, mas queria ter tirado mais (o celular e a bateria não estavam ajudando).

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Além disso, conheci pessoalmente algumas blogueiras parceiras. ❤

Juliana Souza

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E minhas considerações finais sobre o Rio e a Bienal são basicamente:

– AMEI o estande da Novo Conceito e suas tomadas que salvaram vidas.

– Adorei o espaço de desenho.

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– Adorei o esquema de tradução simultânea para autores internacionais (tudo feito de forma eletrônica nos fones, nada de autor falando uma frase de cada vez para ser traduzida).

– Teve muitas opções de comida.

– Não gostei nadinha da regra da Bienal de que autor não podia distribuir marcador e afins fora do seu estande.

– Adorei também o estande dos Correios, para as pessoas poderem enviar os livros direto da Bienal sem precisar carregar o peso.

– Morri de amores pelo desconto de 20% para professor. Ele é simplesmente incrível!

– E a consideração mais polêmica de todas: Prefiro São Paulo. Eu sei que é estranho, principalmente porque a Bienal de São Paulo é menor que a do Rio, mas não sei, gostei mais de São Paulo, talvez porque eu esteja mais familiarizada com a cidade e a feira de lá.

Mas é isso, uma vida de considerações e um diário gigante. Eu gostaria só de acrescentar que fiquei pobre e meu cartão só tem mais um limite de $40 depois dessa Bienal. Vejam o Book Haul da Bienal para entender os gastos e a pobreza:

Beijos seus lindos e vamos nos encontrar na Bienal do ano que vem lá em São Paulo. A data já está definida (26 de agosto a 04 de setembro de 2016 no Anhembi) e minha presença confirmada. 😉

Laury.