[Resenha] Para Continuar – Felipe Colbert

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[Resenha] Dez Coisas que aprendi sobre o amor – Sarah Butler

Resenha 2

Olá pessoal!

Como vocês estão? Ano novo, resenha nova!

Hoje vou escrever sobre o livro Dez coisas que aprendi sobre o amor da escritora Sarah Butler, que recebi de cortesia da Editora Novo Conceito.

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A história é sobre a vida de duas pessoas: Daniel e Aline.

Aline é a filha caçula, que tem 30 anos e estava na Mongólia e voltou para Londres por causa da doença de seu pai.

Daniel é um morador de rua de Londres, que por causa de tristezas e sofrimentos anda vagando com suas lembranças doloridas.

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Cada capitulo começa com uma lista de dez coisas.

Cada capitulo é narrado em primeira pessoa, ou por Daniel, ou por Aline. A escrita da autora é poética e percebemos bem isso quando Daniel lembra do seu passado, os seus pensamentos e sentimentos.

Daniel é um homem sofrido que cometeu erros e que se perdeu nesse mundo. Gosto do personagem do Daniel, porque sei que a historia dele é a historia de muitos moradores de ruas, que por causa de um sofrimento, decidiu se afastar de tudo e de todos e seguir sozinho na vida. É uma historia triste e sofrida.

A personagem da Aline tem seus medos, suas inseguranças que a dominam e que ela não sabe lidar, o que faz com que ela acabe fugindo. Quando criança, ela perdeu a mãe e se sentiu culpada pela morte dela; já nos seus 30 anos, podemos ver o relacionamento que ela tem com o pai, as irmãs e Kal (um ex-namorado).

A historia dos dois personagens se encontram. Um mistério envolvendo Daniel se conecta a Aline e acredito que quando Aline encontra Daniel, ela parece se entender consigo mesma, e Daniel se torna o homem que sempre quis ser. Ah, gostaria de informar que Daniel é bem mais velho que Aline, e não existe um romance entre os dois personagens, é apenas uma pequena amizade que surge.

O final da historia fica para a imaginação do leitor. Não é um final definitivo (para ser sincera, eu não gostei muito), mas é como é a vida: nem sempre o final que desejamos vai acontecer. Então, é um final que eu entendo, mas que não gosto.

E para você que pensa que esse livro é um romance por causa do titulo, não se engane, é um drama que tem a realidade da vida. É uma historia que nos faz pensar sofre a vida e as atitudes que tomamos, que uma atitude nossa sempre pode afetar outra vida.

Se você gosta de livros que fazem você pensar um pouco sobre tudo, com um drama leve, recomendo este livro.

E você já leu este livro? Gostou? Deixe seu comentário.

Até a próxima. Beijos!

Ceci

[Resenha] O homem perfeito – Vanessa Bosso

Resenha 2

Você já achou seu homem perfeito? Se sua resposta for sim, esteja ciente de que você não pode pedir mais nada para Deus, porque você já conseguiu o mais difícil. Porque sim, esse é o mais difícil. Ser uma pessoa linda, maravilhosa e bem sucedida não é fácil, mas na maioria das vezes, isso só depende de você. Agora, achar o cara perfeito depende até mesmo do tempo. Vai que chove e ele resolve ficar em casa no fatídico dia no qual vocês deveriam se conhecer?! Viu, só? Depende de tudo! E é isso que a dona Vanessa Bosso nos trouxe nesse livro.

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Melina, como muitas mulheres, está buscando o seu homem perfeito, mas diferente dessa maioria que busca, Melina faz isso com MUITO afinco. Ou seja, ela se enfia de cabeça em qualquer lugar, principalmente com aqueles que não valem nem o chão que pisam. E foi nessas loucuras que ela acabou sendo demitida e processada.

Oi?

É, você leu certo. E sem ter onde cair morta (até sua conta bancária foi congelada), Melina voltou para a casa dos avós e do pai, para a cidade onde nasceu e cresceu. Umas férias tranquilas, um tempo para colocar a cabeça no lugar e respirar fundo… Certo? Errado! E errado com gosto, considerando que ela dá de cara com o seu ex namorado, o cara que preenche certinho a sua lista do homem perfeito. Ele é médico, anda tendo um corpaço, é super carinhoso e atencioso, gosta das mesmas coisas que ela… É seu homem perfeito! Mas é um homem perfeito com casamento marcado com a sua arqui-inimiga.

Morri de pena dela. Mas minha pena durou até eu descobri que Bernardo (vulgo homem perfeito) tinha se tornado o seu ex porque Melina (vulgo retardada mental) o traiu com o melhor amigo dele. Eu quis dar tanto tapa na cara dela! Sério, pensei seriamente em desejar que o Bernardo cassasse com a outra lá. Mas então eu entendi a Melina, e mesmo sendo terminantemente contra traição, eu me identifiquei horrores com ela.

Melina é impulsiva e um tanto quanto inconsequente. Ela não chega a ser imatura, propriamente dito, mas as vezes ela simplesmente não mede as consequências. Ela quer e ela faz. E isso a torna arrasadora, mas não em um sentido bom. Melina é arrasadora como um furacão. E é por muitas vezes me comportar como ela, que eu consegui entende-la nos pensamentos e conclusões mais idiotas, até mesmo na atitude de trair o Bernardo (mesmo repudiando isso). Deixa eu explicar (ou tentar).

Como dito anteriormente, ela era um furacão e Bernardo (divo) a entendia e a acalmava de forma natural. Ele realmente era seu homem perfeito. Só que, quando era ainda pequena, Melina foi abandonada pela mãe. A mãe, em um belo dia, simplesmente chegou à conclusão de que a liberdade era melhor que uma família. Preciso nem dizer que isso acabou com o psicológico frágil da pequena adolescente, né?! Pois então, quando Bernardo disse que a amava, ela desesperou, e lembrando da forma como a mãe a abandonara, ela achou que Bernardo também a abandonaria. Se julgando incapaz de aguentar essa rejeição, ela fez merda. Muita merda. Ela estava errada? De mais! Mas no final eu consegui entendê-la e torcer para que ficasse com o Bernardo.

Falei mil coisas e não falei nada, né? Eu sei, mas não tenho lá muita coisa específica para se falar. Eu AMEI o Bernardo em todos os aspectos possíveis de se amar um personagem. Morri de amores pelos avós da Melina. Fiquei super indignada com a mãe dela. Adorei a Nanie, porque eu adoro melhores amigas loucas que entendem a gente e fazem tudo para que sejamos felizes.

E para não dizer que não falei nada do enredo (ando fazendo muitas resenhas sem pé nem cabeça), eu queria deixar aqui a minha surpresa e o meu divertimento pelo final. Porque eu estava lá lendo um romance toda tranquila, tentando lidar com a retardada da Melina, quando “PUF!”, a Vanessa me deixa com uma cara de pastel de “Oi? Como assim? Eu tava lendo um romance, gente! Tá errado aqui ó!”. Foi um final bem chacoalhador e me lembrou Procura-se um marido da Carina Rissi, quando fiquei com uma cara de pastel bem igualzinha.

Enfim, eu adorei O Homem Perfeito, mas A Aposta continua sendo meu preferido da Vanessa Bosso (to tentando colocar até minha mãe para ler). E claro, quero ler todos os outros dela. Super recomendo!

Já leram? Pretendem ler?

Beijos!

Laury

[Resenha] 172 horas na Lua – Johan Harstad

Resenha 2

Spock faça-me o favor. Não diga que isso não é fascinante.”

– James T. Kirk

O espaço sempre foi alvo de curiosidade para todas as etapas do ser humano. O fascínio que existe através da sua forma, tamanho e beleza é alvo de estudos há muito tempo. O espaço nos rendeu séries, livros e filmes brilhantes e continua sendo alvo de estudos complexos onde não se encontra uma reposta final. Sempre que se descobre mais, menos respostas se tem.

172 horas

172 Horas Na Lua” escrito por Johan Harstad se encaixa no gênero “suspense ficção científica suave”. O drama é bem simples e logo no prólogo, cheio de mistérios, é contado que foi encontrado na lua um elemento químico bastante raro e de valor exorbitante que me despertou curiosidade. Tal curiosidade me fez pesquisar no Google e encontrar que tal metal é bastante raro e de grande utilização aqui na terra na área de tecnologia, o famoso Tântalo.

Como foi citado, o drama por traz do livro é bastante simples. A Nasa perdeu seu prestigio com o passar dos anos. Suas pesquisas não possuem mais tanta relevância quanto possuía no tempo de ouro (que foi a corrida espacial nos anos da Guerra Fria). Com isso, a Nasa tem a ideia brilhante de fazer seu “Hunger Games” espacial. Temos três protagonistas: Mia, uma adolescente de 16 anos que pela narrativa tem uma personalidade de IT GIRL PÓS PUNK. Midore, também com 16 anos é japonesa. Além disso, teemos nosso jovem coração francês despedaçado chamado Antoine de 17 anos. Todos os três estão em busca de fuga, seja de seus pais opressores, fuga de um namoro mal resolvido ou por simplesmente rebeldia. A Nasa com intenção de reaver seus tempos de glória convida todos os jovens de 12 a 18 anos para um sorteio com o prêmio de uma viagem. Essa viagem é simplesmente um passeio de 172 horas na lua.

Johan Harstad fez lição de casa. Ele introduz elementos de suspense conhecidos para quem gosta do gênero ficção cientifica seja ele na literatura, cinema ou séries que às vezes nos remete sensação de conhecer o campo e saber aonde a história vai o que torna alguns momentos previsíveis, o que não torna o livro ruim mais com aquela sensação de historia já contada. Como nossos protagonistas são jovens, a profundidade não é bastante. Uma pena, pois se pegarmos a série Hunger Games de Suzane Collins que conseguiu trazer de seus jovens personagens uma profundidade que chega a ser agonizante. Ponto positivo é a essência Girl Power do livro, recentemente e até que enfim personagens femininas não ficam sofrendo por amor e são delicadas. Nada contra garotas que sofrem de amor e são delicadas, mas esse estereótipo vem sendo quebrado recentemente. Personagens femininas fortes se encaixam no momento atual e precisamos cada vez mais dessa notoriedade. Obrigado Katniss.

Outro ponto muito positivo é a edição deste livro. Pagina amarelada, fonte 12, espaçamento duplo, fotografias, ilustrações incríveis. Vejo que a Novo Conceito está se adequando ao valor editorial que um livro precisa. Recomendo o livro não só para quem é fã de ficção cientifica, mas para quem gosta de ver uma boa história com personagens que a gente torce por eles e pelo livro ser uma experiência, com imagens narrativas brilhantes.

[Resenha] Encontrando-me – Cora Carmack

Resenha 2

Então, por onde eu devo começar? Acho que devo dizer que amo a Cora, porque, cara, eu amo. Quando o livro chegou aqui em casa, mesmo eu tendo outros bilhares na frente para ler, eu parei tudo e embarquei nessa nova aventura. E preciso dizer que não me arrependi nenhum pouquinho.

Encontrando-me

Encontrando-me é o terceiro e último livro da série e, eu acho, se tornou meu preferido. No primeiro temos Bliss na faculdade, sendo a melhor amiga de Cade e Kelsey. No primeiro livro é Bliss quem encontra o amor, no segundo e Cade e no terceiro… Bem, no terceiro Kelsey encontra um pouco mais que o amor. Ela encontra a si mesma. E céus. Céus! Eu entendi demais esse livro. Identifiquei super. E dei altas gargalhadas de como, de certa forma, ele se parece com os meus livros da série O Segredo da Rainha.

Mas tudo bem, vamos situar vocês. Nesse livro nós focamos a vida de Kelsey que acabou de se formar em teatro (junto com a Bliss e o Cade) e que acabou de embarcar em uma viagem alucinada pela Europa para “se encontrar”. Sabe aquela coisa do intercambio pós-faculdade para meio que se despedir da juventude e poder entrar de cabeça na vida adulta? É meio que isso que Kelsey está fazendo, só que para ela significa um pouco mais.

A família dela é toca errada de milhares de formas diferentes e tudo que importa para eles é a imagem que passam para o mundo. Ou seja, quando Kelsey se tornar “adulta” terá que fazer parte da fachada da família e se contentar em ser aquele objeto para ser mostrado. Então, antes que sua vida seja fadada ao fracasso, ela quer ter algo para se lembrar e não enlouquecer. E esse algo é sua viagem alucinada pela Europa. E por alucinada eu quero dizer: várias cidades maravilhosas, muitos bares, muitas pessoas diferentes, muita bebida, muitos caras distintos, muito sexo e nenhuma dor emocional para fazê-la pensar.

Estava dando tudo certinho até que, em um desses bares, enquanto recebia o pior beijo da sua vida, seus olhos se encontram com os olhos de um cara que parece se divertir horrores com sua situação vexatória. Ela se irrita com isso, mas também se surpreende com o quanto aquele cara é gato. Super hiper mega gato. Meu número para ser mais exata (e o dela também, claro hahaha). Ela conversa com ele, se conhecem e tal, mas as coisas não saem muito bem como planejadas. Ou seja: nada de irem juntinhos para a caminha. Kelsey é rejeitada pela primeira vez na sua vida. E isso é frustrante e intrigante.

Mas, apesar de tudo dar errado, parece que eles tem uma grande tendência de escolher os mesmos lugares para ir e se divertir. Ou seja, vivem se esbarrando por aí. E Kelsey vive se derretendo por aí. E nós vivíamos nos derretendo com ela, porque Hunt… Que homem é aquele! É simplesmente impossível não se derreter. Só de você descobrir que ele está no mesmo ambiente que Kelsey, você já começa a sentir calor, mesmo que tudo que ele faça seja conversar com ela sem nem mesmo tocar! Preciso nem dizer que amei esse cara, né?! Ele é tipo o Cade só que menos gentil e com um passado sombrio. Ou seja, ele me lembrou de mais meu personagem Marcelo e minhas betas sabem o quanto eu amo o Marcelo. O resultado disso foi que o Hunt me enlouqueceu de todas as maneiras possível. Ele fez meu coração doer!!

Bem, eu posso falar de como esse livro é maravilhoso, posso falar de como a escrita da Cora é divina, posso falar de como essa mulher tá entrando na minha lista de autoras favoritas, posso dizer como ela é digna demais ao criar personagens masculinos e posso até comentar o quanto ela é perfeita para descrever lugares e criar cenas de sexo fora do normal e como até mesmo simples beijos e toques de pele modestos fazem com que você se transforme em um vulcão em erupção. Mas não vou falar de nada disso. Nope. Vou falar de como ela consegue escrever um romance quente (mas não erótico) que faz você fechar a última página pensando em toda a sua vida. Quero falar de como ela nos conta o significado da dor, do amor e do crescimento, de todas as formas possíveis.

Esse é um livro ao qual você não costuma dar nada (apesar de eu já dar meu coração inteiro porque conheço a autora e sei do que ela é capaz), mas que te tira do chão, chacoalha e depois de devolve ao mundo de pernas bambas.

Quem é você? O que você quer ser quando crescer?

Desde que somos crianças sempre escutamos a pergunta chave da vida “O que você quer ser quando crescer?” e acho que alguém deveria dizer para eles “Pare. Apenas pare.”. Porque sério, como cargas d’água uma criança vai saber o que quer ser quando crescer? Eu não sei o que quero ser e olha que pelo “senso comum” eu já deveria saber. Mas você já parou para pensar como isso é louco. Você, no começo da sua vida, tem que decidir o que vai fazer pelo restante dela. Tem que escolher a faculdade e acertar de primeira. Tem que começar o primeiro emprego e ser bem sucedido. Tem que conhecer o amor da sua vida e ter uma família feliz. Não pode reclamar. Não pode se arrepender. Não pode voltar atrás.

Você percebeu que somos um pequeno robozinho? Talvez por isso tantas pessoas sejam frustradas, porque elas acreditam que tem que acertar de primeira. E se não acertar… Bem, temos que aceitar e nos contentar, certo? Errado! E Cora nos mostra isso muito bem. Kelsey quer viver sua aventura para depois entrar de cabeça na sua vida de robozinho. Ela não está feliz com isso, mas ao mesmo tempo não vai lutar contra, apenas vai se contentar. Só que muita coisa acontece na vida dela e de repente ela percebe que tem outra opção. Que ela pode até ter nascido com um roteiro pronto, mas que cabe a ela segui-lo ou não. Que o mais importante é fazer o que faz você se sentir bem e feliz. Ficar onde se sente em casa.

Outra coisa desse livro é como ele faz você pensar a respeito de quem é. Kelsey faz a viagem para descobrir quem ela é, mas no final das contas, ela percebe (com certa ajuda), que ao invés de tentar descobrir quem é, ela estava apenas esquecendo e escondendo quem era. E isso faz você pensar: “Será que não somos todos assim?”. Fazemos as mesmas coisas todos os dias. Conversamos com as mesmas pessoas. Visitamos os mesmos lugares. Mas, e ai? Como isso vai lhe permitir se conhecer? Se conhecer é se arriscar. Ainda que se arriscar seja pegar um caminho diferente para ir de casa para o trabalho. Mudar a rotina. Fazer coisas diferentes. Visitar lugares que nunca visitou. Dar bom dia para um estranho e fazer uma nova amizade. Conhecer o mundo que está a nossa volta faz com que, de certa forma, nos conheçamos também.

E se conhecer, também quer dizer encarar os seus problemas, defeitos e passado. Pode ser terrível. Pode doer mais que tudo. Mas se ele não for enfrentado, você não consegue seguir em frente, pelo menos não de verdade. Porque, como Kelsey, você pode até esconder e tentar esquecer, mas em algum momento da sua vida, aquele passado vai voltar, e você vai ser obrigado a encará-lo de uma forma ou de outra.

Bem, Kelsey e Hunt nos ensinaram MUITA coisa sobre a vida e, céus, eu me apaixonei perdidamente por eles. Sofri quando o livro ganhou aquele ar de “alguma coisa está prestes a dar errado” e meu coração se quebrou em milhares de pedaços quando o coração de Kelsey fez o mesmo. Ri dos dois. Dei gargalhadas. Suspirei. E fiquei desesperada. Foi um livro de altas emoções e muitas lições. Minha única tristeza é essa série ter acabado, porque eu precisava de mais um pouquinho, nem que fosse um capítulo. Tudo que espero agora é que mais livros da Cora sejam traduzidos e lançados aqui.

SU-PER RECOMENDO! Leiam esse livro! Leiam a série toda! ❤