[Resenha] As Árvores Sagradas de Nod – Cristina Aguiar

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Há algum tempo eu li a Profecia de Hedhen, que deu inicio a toda a série, e acreditei que havia chorado tudo que eu era capaz de chorar, mas eu me enganei.

Deborah, Jael, Barak e Héber! Céus, como me encantei por esses quatro no primeiro livro, o quanto eu torci, sofri, pulei. Meu coração angustiado em busca de um final feliz. Os Tronos de Luz é uma fantasia simplesmente linda, porque em meio a guerra, a luta do bem contra o mal, há sempre o amor. E ah, esse amor me derrete! E isso não foi diferente em As Árvores Sagradas de Nod.

Após lutarem e se sacrificarem pela profecia, Deborah e Jael se vem mais uma vez de frente a um sacrifício, mas dessa vez não é a vida delas que está em jogo e sim a de seus filhos. Com a marca de folhas de oliveira, Eva e Davi nascem com um dia de diferença, a dúvida circundando suas vidas.

Os luminares já não tiveram que se sacrificar de mais?

Uma nova terra, uma nova profecia, o mal em uma face já conhecida, mas subestimada. Seriam os Tronos capazes de manter a paz?

Bem, o livro é dividido em duas partes (talvez sejam lançados em dois volumes) e em cada uma delas nos deparamos com cenários diferentes.

Após tanta luta, Hedhen finalmente encontra paz e os Tronos reinam. A primeira parte é nostálgica (pelo menos para mim foi), é relembrar cada personagem, sua história e suas dores. (Noa <3) É nela que os novos medos de Hedhen nos atingem e acabam com qualquer possibilidade do livro se tornar monótono.

Mas nada, simplesmente nada, se compara com a última parte. No primeiro livro uma idéia perambulou por minha cabeça, mas nesse livro essa idéia se solidificou. A Cristina é cruel! Ela não tem a mínima dó de nós leitores e nossos corações.

O amor se fez presente como sempre das formas mais belas, mais puras e mais perfeitas do mundo! Um dos poucos livros que eu chorei de felicidade! Dá cena ser tão sublime ao ponto de lágrimas brotarem, mas não foram só por isso que elas surgiram. Não! Chorei de aflição, desespero, medo, tristeza… Chorei por tanta coisa!

Gigantes, amazonas, sacerdotes, magos, feiticeiros… Toda a magia misturada a um mundo tão humano quanto o nosso, onde pessoas se amam, morrem, lutam e enfrentam problemas como todos nós. Foi lindo ver Deborah como rainha com Barak ao seu lado, foi simplesmente magnífico ver Jael com Héber, e muito perfeito ver Noa com Sangar. E céus, esses homens são excepcionais!

O livro me deixou aflita e nas ultimas páginas eu simplesmente não consegui largar, da mesma forma que também não tinha condições de continuar. Eu lutava contra as lágrimas enquanto via tudo ruir de uma forma chocante, como pequenas peças de dominó. Fui arrastada para a estória em um grau fora do comum. E quando li “epílogo”, senti que uma pequena parte de mim estava sendo arrancada. E literalmente foi!

Acho que se eu pudesse resumir o livro em uma palavra seria sublime. Poderia ser épico, mas acho que isso seria limitado de mais. Quando eu penso em algo épico, me imagino dizendo “Que foda!”, você arrepia, mas não chora. E eu fiz os dois. Chorei e arrepiei cada fio de cabelo quanto mais me aproximava do final. E após ler a palavra “fim” insisti em tentar passar a página.

O livro é completo em cada pedacinho, cheio de surpresas, dores e amores, mas nada se compara ao vazio que é terminar de lê-lo, o desejo louco pela continuação. EU PRECISO DO PRÓXIMO! Isso é tudo que tenho a dizer.

SELINHO PRA ELE!!

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O livro ainda não foi publicado na forma física, mas já pode ser adquirido na Amazon. Compre ele aqui! E se você ainda não leu o primeiro, também pode comprá-lo aqui.

O que acharam?

Beijos!

Laury.

[Parceria] Ana Cristina Aguiar

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Olá!! Como vocês estão nesse finalzinho de férias?

Hoje vim apresentar para vocês um rostinho já conhecido por aqui. Mas que por alguma razão (que eu e ela desconhecemos kkk) ainda não eramos parceiras. Isso mudará hoje!

Apresento à vocês uma amiga que conheci pelo blog e a mais nova parceira:

Ana Cristina Aguiar

Ana Aguiar

Nascida em Fortaleza, no Ceará, licenciada em História, a autora, Cristina Aguiar, escreve desde criança. Suas primeiras tentativas consistiam em tentar recriar diálogos de filmes que gostava. Depois, passou a criar histórias próprias tentando dar continuidade a esses filmes. Aos dezessete anos já se aventurava a fazer esboços na procura de uma história ideal. Acumulou vários cadernos com fragmentos de textos que nunca foram para frente. Viajantes foi o primeiro livro que conseguiu terminar, mas acabou encostando-o na gaveta, apesar da opinião favorável daqueles que o leram. Aconteceu o mesmo com A Tenda Peregrina, um romance juvenil sobre um grupo de jovens arqueólogos que parte em busca de um artefato bíblico. Quanto ao livro A Profecia de Hedhen, foi um sonho realizado. 

Uma apresentação formal para alguém já conhecido por aqui. kkk

Como foi falado ali em cima, ela escreveu o livro:

A Profecia de Hedhen

A Profecia de Hedhen

Os Tronos eram forças que reinavam nos dias antigos com o título de “Luminares”, e através deles, a luz era derramada por todos os povos, espalhando sua sabedoria, justiça e paz. Mas as trevas, infelizmente, começaram a entrar naquele mundo e corromper os corações. Os Tronos foram enfraquecendo, e para manter a esperança eles criaram a Profecia, antes que sua luz fosse apagada de vez. A Profecia falava do retorno dos Tronos em dias futuros, onde este já seria dominado pelas trevas. Os três sinais dos “Luminares” estariam marcados nos corpos daqueles destinados a receber essa luz ancestral e poderosa. Dos três, um deveria assegurar o cumprimento dessa Profecia, sem se importar com as conseqüências; o outro deveria sacrificar a própria vida em troca da vitória; apenas um permaneceria oculto para sua própria segurança, pois em suas mãos repousaria o Cetro de Luz, símbolo dos antigos Tronos.
Será que essas três pessoas, portadoras dos poderosos sinais, teriam forças para lutar contra o mal e trazer de volta a sabedoria, justiça e paz dos dias antigos?

Confira a resenha do livro aqui no blog!

Além disso, o livro tem uma continuação que ainda não foi publicada (será no final do ano), mas que eu já estou lendo e adorando.

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Bem, não tenho muito o que falar além de dizer que eu adoro a Ana, seus livros e personagens. São divos! E se você quiser conhecer um pouco mais sobre ela, é super fácil.

Confira os demais post do blog relacionados a ela, visite o blog da autora, facebook e skoob.

E seja bem vinda Ana!!

Beijos!

Laury.

29/06 – Parabéns Ana Cristina Aguiar!!

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Olá! Como vão?

Eu sempre digo que o blog me trouxe as coisas mais inusitadas e também boas e acho que a Ana não pode ficar fora dessa lista. Há um ano atrás eu não tinha ideia de quem era Ana Aguiar e muito menos que tinha escrito um livro.

Me inscrevi para o book tour do seu livro sem ter muita ideia do que se tratava, mas esperando que fosse gostar. Nessa época eu tinha certeza que os Luminares eram três crianças (não conhece os Luminares? Leia isso.). Recebi um livro enorme em casa e pensei “Meu Deus! Espero que isso compense”, e compensou.

Enquanto eu lia, a Ana ficava me perguntando o que eu estava achando, mas como sou má, eu não contava. Estava adorando! Terminei o livro e adorei, mandei a resenha para a escritora que estava quase morrendo, fiz a merecida entrevista e para o meu enorme prazer, até hoje ainda converso com a autora que morria de medo da minha opinião sobre seu livro.

Bem, Ana, seu livro é ótimo! Já te falei isso e vou repetir. Jael e Deborah são belas, Barak e Héber OMG, sem comentários e agora você me dá mais dois pequenos presentes. Então hoje te dou seu mais que merecido PARABÉNS!

Você é ótima e lida muito bem com o fato da minha pessoa lhe atormentar sobre as suas opiniões sobre o meu livro. E cara, você me aguenta de madrugada lhe enchendo no facebook, você merece duplo parabéns! kkkk

Mas falando sério, parabéns! Muitas felicidades, anos de vida, MUITOS livros, seus e de outros, saúde e todas aquelas coisas bregas de aniversário. Espero que continue sendo essa pessoa super legal que você é e com muito bom humor para me aguentar. Muito sucesso, Ana!! E eu quero o box! 😀

Beijos!

Laury.

 

[Novidades] Divulgada a capa de As Árvores Sagradas de Nod

Novidades

Olá meus queridos!! Como vão?

Hoje mal entrei no facebook e me deparei com uma novidade LINDA!! Quem se lembra da Ana Aguiar? Ela tem entrevista e livro resenhado no blog, e além de tudo é uma super fofa!!

Pois bem, A Profecia de Hedhen é o primeiro livro da Saga “Os Tronos da Luz”. E eu já falei por aqui que o segundo livro estava pronto, não? (Eu por acaso estou lendo e AMANDO!). O texto já estava pronto e lindo e estávamos esperando loucamente pela capa. E adivinhem?! Ela saiu!!!

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Não ficou linda de morrer?? E além da capa, tem novidades lindas para os fãs! Quem já leu o livro e/ou a resenha, sabe que a dona Ana ama muitos personagens e lugares e as vezes ficamos meio perdidos (nada que atrapalhe na estória), então ela resolveu que vai incluir uma lista de personagens e um mapa dos lugares que visitamos através da leitura! Não é simplesmente maravilhoso? Eu simplesmente A.M.E.I!

Então pessoas lindas que ainda não leram o primeiro livro, corram que ainda dá tempo e vale a pena cada segundo e cada página! Assim que eu terminar o livros dois, prometo resenha aqui.

Beijos seus lindos!!

Laury.

 

[Notícias] Vanessa de Cássia, Carina Rissi e Ana Cristina Aguiar

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Olá pessoas lindas! Como vão?

Bem, como é de se esperar na correria que anda, deixei várias notícias se acumularem, então para não ficar muito post espalhado, resolvi fazer esse englobando três noticias de uma vez só. De três escritoras que adoro. Carina Rissi e Ana Cristina Aguiar já tiveram seus livros resenhados e adorados aqui – Perdida e A Profecia de Hedhen – enquanto a dona Vanessa de Cássia está com seu livro na minha lista de leitura. Não li o livro dela ainda, mas a conheci pessoalmente e posso falar que ela é um amor. Então hoje vamos nos concentrar nelas.

Primeira notícia: Carina Rissi!

Carina Rissi + Madrugada = Sem post! Rsrs

“Perdida”, o primeiro livro da dona Carina foi lançado pela Baraúna, mas como todos sabem, contratos não são infinitos e tem um prazo certo de duração, e o da Carina com a Baraúna acabou. Com o grande número de vendas do livro, todos os já publicados se esgotaram e o povo ficou em desespero para comprar. Já fazia um tempo que a Carina vinha anunciando que tinha uma surpresa, eu já até desconfiava, mas só esses dias fui ter certeza com a sua publicação no facebook.

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Pois bem pessoas, Perdida será relançado pela Verus (a mesma que lançou “Procura-se um marido”). Com base no que andei espionando por ai nos post da Carina, creio que será em Maio. Estou louca para ver a capa nova e sinto que vou ter que me segurar para não comprá-la e ler o livro de novo, porque vi que ela revisou o livro novamente e muitas coisas podem acontecer em uma revisão, entendem? Vai que aparece uma palavrinha nova que eu precisarei ler. kkkk Só sinto que vou enlouquecer.

Segunda notícia: Vanessa de Cássia!

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Já fazia um tempo que quem acompanha a Vanessa pelo face sabia que ela estava escrevendo Batom Vermelho, escrevendo, revisando, revisando e revisando mais um pouquinho. rsrs Pois bem, um tempinho atrás ela anunciou que o livro iria ser publicado pela Literata. E esses dias ela anunciou a capa. Até coloquei no facebook do blog para vocês ajudarem na votação.

Vamos conhecer a capa?

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Linda de mais, não? E parece que maio vai bombar, porque Batom Vermelho também vai ser publicado em maio! Batom Vermelho como dá para se perceber BEM, é um romance erótico. E bem, para deixar vocês mais curiosos, com um pouco mais que uma sinopse, vou deixar um trechinho que a Vanessa publicou no facebook.

“Ele me fitava com seus lindos olhos azuis, perdidamente confusos. Profundos. Intensos. Assim como eu. Intensidade pura. Arrepiante. Adoravelmente amargos. Eu não sei o que ele pensa. Mas ele está com minha marca por todo seu corpo. Ele me tem a hora que quiser. Pois, eu também carrego sua marca comigo. Ele conseguiu passar por minhas barreiras que andei construindo tão vagarosamente. Tão cuidadosamente. Ele está conseguindo quebrar meu gelo…”

Terceira notícia: Ana Cristina Aguiar!

A Profecia de Hedhen

Não lembro se falei na resenha que A Profecia de Hedhen fazia parte de uma série, mas tenho certeza que falei na entrevista e a capa deixa isso bem claro também, não é? kkk

Pois bem, o livro dois vai ser publicado! \o/ E posso dizer ele está lindo e maravilhoso. A unica coisa triste é que ela vai ser publicado só mais no final do ano, depois da Bienal do Rio. 😥

Quem já deu uma passada no blog e leu alguns post, sabe que adoro bater papo com a Ana e em uma dessas conversas ela me contou que tinha acabado de mandar o original para a editora. Louca de curiosidade pela capa! E claro, pela continuação da história. Mas já adianto que vai ser tão boa como o primeiro livro, eu li a sinopse, o prologo e o capítulo 1 (só não li mais, porque estou tentando me concentrar para terminar meu livro, ai se eu for ler o da Ana sei que vou ficar morrendo por uma semana, afinal em tão poucas páginas ela já me fez ficar com vontade de chorar, imagina o resto! rsrs) e sei do que estou falando! 🙂

Ana não me mate, mas vou ter que contar o título ou morrerei, ok? rsrs Pois bem pessoas lindas, o título do segundo é “As Árvores Sagradas de Nod“. Quando ela me falou o título pela primeira vez, não entendi absolutamente nada, mas quando fui ler e entendi, OMG, só quase morri, mas ok. Uma coisa feliz para as pessoas que morreram pelo dois como eu: o terceiro está pronto!!

Enfim, chega de notícia não é mesmo? O que acharam das notícias de hoje? Ansiosos pelos lançamentos?

Beijos!!

Laury.

[Entrevista] Cristina Aguiar

cristina2Olá!! Como vão?

Sim, eu estou atrasada! Perdão, era para a entrevista ter ido ao ar ontem, mas na minha lerdeza e bagunça de final de ano, eu acabei esquecendo. Então estou colocando hoje!

Bem, a dona Ana Cristina Aguiar é autora do livro A Profecia de Hedhen, que só conheci graças ao BT que participei. Infelizmente ainda não a conheço pessoalmente (CRY! 😥 ), mas ainda pretendo conhecer. Posso contar a parte triste? Não tenho o livro dela (lê-se: estou muito afim de ganhar, quem quer me dar? kkkk).

Mas enfim, a Ana Cristina é extremamente fofa, me fez morrer de rir com sua apreensão pela resenha do livro e me aguentou durante horas e horas no facebook. Nossas conversas renderam horrores!! E como não podia faltar, também é mestre na hora de criar aqueles homens perfeitos e impossíveis, sabe? kkkk Ok, chega de falar, vamos deixar que ela se apresente para vocês. Espero que gostem!

– Primeiro o que me matou de curiosidade quando fechei o livro: é Ana ou Cristina? Passei um tempão conversando com você no facebook e só depois fui reparar. Kkkk

Quando fiz a minha conta do face, eles colocaram meu primeiro e último nome “Ana Aguiar”. Mas como a minha família me chama de Cristina, foi com esse nome que eu registrei o livro. O caso é que todo mundo no face se acostumou a me chamar de Ana Aguiar, rsrsrs. Mas o meu nome é Ana Cristina. Fim do mistério.

– Menina, vou lhe contar uma coisa, graças a você eu criei um mar de tanto que chorei! Que final foi aquele? Me explica! Você não sentiu pena da Deborah e da Jael nenhuma veizinha? kkk

Claro que sim! Meu coração se partia com o sofrimento delas, mas era algo que tinha que acontecer. Muitos momentos eu escrevi chorando, e acho que você deve saber de que momentos eu estou falando. A Profecia era um fardo pesado que elas carregavam, e por ela estavam dispostas a arriscar tudo. Mas o fato também era que eu queria mostrar a mulher como heroína, capaz de lutar e sofrer por algo em que acredita e inspirar outros a fazer o mesmo. A história pedia um final como aquele, não podia ser diferente.

– O único pesar que tive ao ler a Profecia de Hedhen foi não poder ler tudo de uma vez, direto. Por isso tenho imensa dificuldade de lembrar fatos específicos, eles parecem meio distantes, entende? Mas uma coisa que não pude esquecer: os casais. Livros de aventura raramente têm romance e quando tem são mais no final, mas no seu caso foi diferente. Quando menos se esperava lá estava um casal novo. Por que resolveu fazer isso? (Que diga-se de passagem eu adorei! Kkk)

Kkkkkkkk! Acho que o amor ameniza o sofrimento. Adoro os romances, mas sem muito apelo. Queria que fosse uma questão de sentimento mesmo. Um refrigério no meio de tanta dor. E é verdade, eu gosto de formar casais, até os mais improváveis. Acho que isso também torna a história mais leve, pois ficaria muito seca se isso não existisse.

– Já que estamos falando de amor, sou obrigada a repetir para você o que ando dizendo para as minhas queridas escritoras: PAREM DE CRIAR HOMENS PERFEITOS!! Kkkkkk Sério, vocês vão arruinar meus relacionamentos! Kkkk Mas se você me contar de onde tirou o Barak e o Héber eu te perdôo.

Pergunta difícil! Kkkkkkkkk! Acho que foi nos meus sonhos, mas não perco a esperança de que possam existir de fato. Eu queria que eles fossem heróis honrados, corajosos e dispostos a tudo ao lutar pelo que acreditam.

– A personalidade da Jael e da Deborah são completamente diferentes, mas mesmo assim as duas são perfeitas. De onde elas vieram? E por que personalidades tão distintas mesmo fazendo parte da mesma profecia?

Elas são gêmeas espirituais, duas faces de uma mesma moeda. A sabedoria, controle e equilíbrio que formam a personalidade de Deborah, contrastam com a impulsividade, praticidade e determinação de Jael. Uma completa a outra, por assim dizer. Mas com o tempo, Jael vai se tornando sábia também, mas é uma sabedoria adquirida pela experiência. Assim como Deborah também vai experimentar momentos de descontrole. No final, elas são tão diferentes quanto poderiam ser iguais. Acho que elas representam um pouco daquela luta entre razão (Deborah) e emoção (Jael), que existe em todos nós, homens e mulheres.

– Hedhen! Nominho complicado esse, não? Já tentei descobrir como fala, mas desisti. Rsrs De onde ele veio? Hedhen, os Luminares, a Profecia, tudo surgiu na sua mente em um belo dia de verão?

Na verdade, foi no meio de muito questionamento. Vamos começar com o nome. Hedhen, antes era uma terra perfeita, abençoada, e isso me lembra a idade de ouro que existe nos mitos de todas as civilizações, e como a Bíblia foi uma grande fonte de inspiração, o jardim do Éden representa essa idade de ouro. O nome Hedhen é uma forma enfeitada de Éden. A questão dos Luminares tem duas fontes de inspiração. Uma é bíblica, pois está lá no relato da criação, no quarto dia, como os luminares foram criados. A outra fonte é mais curiosa: quando eu era pequena, uma prima costumava me contar uma historinha de três irmãos, filhos do rei, que se perdem um do outro e têm que trilhar um caminho difícil; o rapaz tinha o sinal do sol na testa, as duas meninas tinham os sinais da lua e da estrela. Era através dos sinais que eles iriam se reconhecer. Nunca esqueci essa história e acabou servindo de inspiração para compor os Luminares. Agora, quanto a Profecia foi muito questionamento teológico envolvido. A Profecia é a ordem dada por um ser superior. Ela é justa, mas muitas vezes não parece ser assim. Obedecê-la em sua totalidade gera sofrimento e renúncia, embora a felicidade venha no final. A questão está em como interpretá-la, se de forma complicada ou simples, e se vale a pena ser fiel a ela. Acho que todos aqueles que seguem algo assim, todos que possuem uma “Profecia” regendo suas vidas, vão se identificar com isso, já que é o principal dilema das protagonistas. Até que ponto elas estão dispostas a ir?

– Você não criou uma estória no nosso mundo, você criou um mundo totalmente novo para contar sua estória. Por quê? Haja criatividade, não?

Eu não queria falar do nosso mundo real por uma razão simples. Eu queria falar da mulher numa posição que não existia em nosso mundo, acredito que em nenhuma época. Há especulações sobre um período matriarcal, mas não é nada comprovado. Então eu criei Hedhen. Um mundo onde homens e mulheres vivem de forma igualitária, com poucas exceções (no nosso mundo ocorre o contrário). Em Hedhen, uma mulher pode liderar um exército de homens, viajar sozinha a cavalo pela estrada, pedir um homem em casamento, ter altos cargos de autoridade, e não precisa explicar nenhum desses fatos, pois são naturais de seu mundo. Isso me deu liberdade para trabalhar a personalidade feminina como eu queria. A mulher líder, heroína e guerreira, e não a sedutora ou submissa.

– Deborah e Jael tem que passar por inúmeras provações e privações por causa da profecia, mas Deborah sem duvida sofre mais. O que você faria se fosse ela. Abriria mão de TUDO pela realização da Profecia?

Ainda bem que eu não sou ela, rsrsrs. Tenho certeza de que eu escolheria o lado da Profecia para lutar, mas não sei até onde iria a minha força. Eu tenho uma “Profecia” que rege a minha vida e sei como é difícil, pesado, mas também é prazeroso e bom. Para Deborah conseguir ir até o fim, ela foi dotada com atributos especiais desde o nascimento, e isso a forjou com um espírito forte para suportar tudo. Mas será que Jael conseguiria ir até o fim? A lealdade dela é proverbial, mas ela é mais suscetível às fraquezas humanas, assim como a maioria de nós. Em suma, fazer o que Deborah fez não é para todos.

– Você leu a resenha e sabe que fiquei com uma pulginha atrás da orelha por causa dos Deuses usados no livro. Depois que li o livro essa pulginha já tinha morrido e quando fui ler a contra capa tive mais certeza ainda da morte dela. Mas você não teve medo de dar uma discussão por causa disso?

Não vou negar isso. Sempre achei que era um ponto em que mais cedo ou mais tarde alguém tocaria. A deusa do livro não é uma divindade concreta, mas uma manipulação dos homens para manter o povo escravizado no medo. É contra esse sistema que os Luminares irão lutar, em nome do Pai-Criador. Agora, porque isso tem que gerar polêmica? Eu tenho uma base cristã e não nego isso, mas sempre li Marion Zimmer Bradley e a tenho como um referencial, mesmo que seus livros mostrem apenas o lado negro do cristianismo, com duras críticas. Isso nunca me abalou, pois eu entendia como um romance. A questão teológica vai aparecer de acordo com a visão de vida do escritor. Eu acredito em um Pai-Criador que pode ser Mãe na hora em que ele quer, porque o título Pai é algo que engloba ambos os gêneros (Pai-Mãe). É mais ou menos como num elevador entrar um grupo de quatro mulheres e um homem, aí você diz: “eles” entraram no elevador, e não “elas”. Eu só espero que as pessoas tenham em mente que é um romance, não um livro doutrinário. Eu amo a natureza também, mas para amá-la precisamos esquecer de quem a criou? A Profecia de Hedhen é um livro de fantasia que não segue a fórmula Idade Média-Mitologia Celta, que isso fique claro. Mas nem por isso deixa de ter todos os ingredientes de um bom livro de fantasia e aventura. Leiam sem preconceito, pois não estou fazendo ninguém escolher a religião certa aqui. Apenas tentem se colocar na pele de alguém que vive em Hedhen. De qual lado você ficaria?

– Aproveitando o momento discussão séria. Kkkk Por que mundo matriarcal versus mundo patriarcal?

Quando eu li O Senhor dos Anéis, que em minha opinião é o melhor livro de fantasia até agora, senti falta das mulheres quando se formou a Sociedade do Anel. Eu me perguntava: por que elas não foram lutar pelo que acreditavam? Por que as mulheres não eram colocadas também como guerreiras e heroínas nessas aventuras? Aí eu resolvi fazer o inverso. As mulheres no meu livro se destacam e homem nenhum se ressente disso. O matriarcado adotado aqui foi uma escolha para trabalhar livremente o papel da mulher sem precisar dar explicações. No mundo patriarcal, as mulheres são submissas aos desejos do pai, do irmão, do marido, da sociedade. Não caberia algo assim na minha história. No mundo matriarcal, elas não mandam, mas vivem de forma igualitária.

– Vamos dar adeus às coisas sérias. Vamos às inspirações. Kkkk Por que decidiu ser escritora? Em que momento você disse “É isso que quero da vida!”? Ou esse momento ainda não chegou? Rsrs

É isso que eu quero da vida, rsrsrs. A gente não decide ser escritora. Ou você é ou não é. Escrever começou pra mim como um hobby, um vício. Até o dia em que eu comecei a tentar trabalhar histórias mais longas. A Profecia de Hedhen foi um ponto atingido depois de um longo percurso cheio de tentativas. Escrever é uma questão de amor. A mente do escritor está em constante movimento criativo. É impossível parar.

– Você tem uma pessoa ou várias que lhe inspiram profundamente? Família, amigos, escritores…

Eu sempre tive um grande estímulo por parte da família e de amigas. Se não fosse por essas amigas, eu ainda estaria escrevendo pilhas de cadernos só para mim. Quanto as inspirações, posso citar a Bíblia, Tolkien, C.S Lewis e Marion Zimmer Bradley. A Bíblia pelo seu contexto histórico cheio de aventuras maravilhosas e dignas de qualquer épico; Tolkien e Lewis, por serem grandes mestres da fantasia e por terem criado histórias mágicas e sensíveis que ampliaram minha visão da batalha eterna do bem contra o mal; Marion, por entender tão bem o universo feminino e explorar os dilemas pessoais de seus personagens.

– Ser escritor no Brasil não é fácil e qualquer pessoa que tem um mínimo de convívio com livro sabe disso, então como foi essa experiência para você? Como foi superar a historia do “autor brasileiro iniciante”?

Há um ano atrás, eu diria que essa realidade que eu vivo hoje seria impossível, principalmente por ser cearense, e sentir na pele o quanto a elite literária daqui é fechada. Existe uma preocupação tão grande com a cultura nordestina, que escrever sobre um país imaginário, não desperta muito a atenção. Mas, felizmente, vivemos um bom tempo para os autores nacionais. Temos muitas editoras e blogs empenhados nessa luta para chamar a atenção para os novos autores nacionais. Foi assim que a MODO entrou na minha vida e realizou um sonho que parecia impossível. Mas a luta continua, mesmo com o livro publicado, pois o nosso lugar tem que ser conquistado ainda. O preconceito e o descaso ainda imperam. Acho que ainda veremos uma feira apenas de livros nacionais sendo realizada. Tudo é possível.

– Você já recebeu alguma critica péssima que tirou você dos eixos por dias?

Eu temo muito esse momento, mas graças a Deus ele ainda não chegou. Sei que como é o meu primeiro livro, críticas duras virão, e eu devo me preparar para elas. Talvez eu fique arrasada por alguns dias, mas não vou deixar de escrever por causa disso. Resenhas positivas como as que o livro tem recebido vão me ajudar a prosseguir. Felizmente, até agora, todas as pessoas que leram o livro o aceitaram bem.

– O livro 1 está pronto, o livro 2 está a caminho da editora e o 3 em processo de finalização, mas e aí? Esse será o fim de Hedhen? Já tem outro projeto a caminho ou em desenvolvimento? (A partir desse momento você já conhece o blog e meu email, pensou em escrever um livro, já me avisa! Ok? *-*)

Posso dizer que tenho projetos na gaveta, mas ainda sem previsão para tirá-los de lá. Quero dar toda a minha atenção para a saga que comecei, e que parece que vai crescendo cada vez mais a cada livro. No princípio seria apenas um livro, mas Hedhen cresceu demais na minha mente e a história tomou novos rumos. Quando eu terminar em definitivo o quarto livro (e talvez o último), poderei pensar nos outros projetos.

– E nesses tempos de estrada, qual foi a melhor e a pior parte de ser escritora para você até hoje?

A melhor parte foi ver o meu livro publicado, lido e compartilhado com pessoas que têm se emocionado com a história e com os personagens, além de poder abrir a minha boca e dizer que sou escritora, rsrsrs. Acho maravilhoso quando minhas filhas dizem para os amigos: “minha mãe é escritora”. A pior parte é ver o quanto ainda vou ter que lutar, enquanto autora nacional, para conquistar meu lugar em meu próprio país, e em meu próprio estado.

– E para finalizar, vou colocar você na saia justa. Kkkk Qual seu personagem favorito? E só vale um, ein!! Kkkkk

Deborah, sem dúvida! Por ter sido a mais difícil de trabalhar, e por toda a luta que passou. Acompanhar os passos dela, traçando o seu caminho, tentando pensar por ela. É até estranho para eu dizer que criei a Deborah, porque ela é alguém que eu gostaria que existisse de fato. Apesar de amar Jael, acho que foram os dilemas de Deborah que me focaram na história. Diante disso, você pode imaginar o quanto eu chorei escrevendo esse livro.

 ***

Cristina, se você chorou, imagina eu! Tenho total consciencia das partes que vocês está falando, e OH MY GOD! Coitada de mim! kkkk E posso lhe assegurar que atingiu todos os objetivos quanto a Barak e Héber, lindos de mais!! E a mulher líder na minha opinião é sem sombra de dúvidas um ponto forte no livro, adoro mulheres assim!

Bem, outra coisa que é fato é o Preconceito contra livros/autores nacionais, que como mencionei em outro post é RIDÍCULO!

Enfim, chega de comentários. O que interessa é que a Ana Cristina Aguiar é uma fofa e escreve maravilhosamente bem!

MUITO OBRIGADA ANA, POR TUDO! LIVRO MARAVILHOSO, HORAS DE CONVERSAS MUITO BEM APROVEITADAS E OPINIÕES SOBRE MEUS TEXTOS HORRENDOS! RSRS COMO SABE, SEU LIVRO ESTÁ NOS MEUS PREFERIDOS DE 2012. ADOREI!!

O que acharam da entrevista?

Beijos,

Laury.