[Resenha] No mundo da Luna – Carina Rissi

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Olá, bonitos! Como vão?

Antes de começar essa resenha, eu gostaria de dizer que fui uma pessoa muito burra (irresponsável) e demorei dois meses para escrever isso aqui, o que para a minha memória horrorosa significa, nada mais nada menos, que vinte anos. Ou seja, sabe aqueles detalhes que eu adoro colocar? Não vai rolar. Porque eu não lembro. Pois é, palmas para a minha burrice.

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Mas vamos lá. Eu já devo ter mencionado que eu adoro a Carina Rissi, né?! Pois eu adoro, e tento estar em todos os eventos que ela faz próximo de onde eu estou ou moro. Só não fui vê-la nessa Bienal porque todos os livros já estavam autografados e a fila estava monumental. Mas ela vai vir em Goiânia, então ok. E foi na última vez que ela veio aqui que eu comprei o No mundo da Luna. Livro amorzinho de mais, mas, no entanto, toda via, Perdida continua sendo meu favorito dela.

Falemos agora do azar de Luna. Ela é jornalista e sempre quis ser A jornalista, mas o único cargo que conseguiu até agora foi como secretaria da Fatos&Furos. E nesse lugar, o chefe dela (vulgo idiota) não consegue nem acertar seu nome. Para deixar a vida dela mais legal, seu carro é uma coisa que mal anda, seu namorado a traiu e a revista onde trabalha está quase indo para o buraco, sendo sempre sabotada pela concorrência.

Visualizou o quadro medonho, né? Mas, quando uma jornalista deixa a revista para trabalhar na concorrência, eis que surge uma oportunidade: o horoscopo. Não era bem o que Luna queria, mas era alguma coisa. Assim surge a cigana Clara, que com a ajuda de um baralho magico, começa a escrever suas previsões para cada signo.

Tudo poderia ser bem simples, se não fosse o fato da cigana Clara fazer muito sucesso e acertar muita coisa. O horoscopo passa a ajudar a vender revistas e o chefe (idiota) da Luna passa a enxergá-la. Preciso nem dizer que o chefe idiota não é tão idiota assim, né?! Ele só é difícil e… ok, meio idiota as vezes. Mas ainda um amorzinho. Minto. Dante é amorzão. Gostosão. Tudo de bom com “ão”. Quando ele deixa de ser o redator chefe para ser um homem de verdade… Céus, quase morri.

Ah, e devo deixar documentado nessa resenha que eu vou ser aquelas velhas com mil gatos que nunca se casou. E isso é culpa de quem? Da Carina Rissi, claro! É como se em cada livro ela colocasse um personagem mais perfeito que o outro (se é que isso é possível) só para a gente olhar em volta e pensar “De jeito nenhum que eu vou ficar com esses carinhas que tem por aí, se existe um Dante, Ian ou Max enfurnado em algum lugar!”. A coisa é que o Dante, o Ian e o Max já tem donas e não estão por ai. Resultado? Fadada a cuidar de gatos! Hahaha

Não sei se consigo falar mais alguma coisa do enredo sem contar spoiler, então vou falar das coisas que gostei (e lembro).

O que mais amo na Carina Rissi: ela desenvolve o relacionamento. Eu amo isso. Nós vemos os personagens se apaixonando. Vemos eles lutando contra isso, vemos eles sofrendo. Nós participamos de tudo e nos sentimos parte da história deles. Gosto de como eles são perfeitos, mesmo sendo cheios de problemas e chaturas. Por mais que a Carina arruíne nosso futuro amoroso, ela também nos faz perceber que alguém pode ser perfeito mesmo sendo cheio de problemas.

Porque ó, Dante é a chatura em pessoa, mas ao mesmo tempo ele é perfeito! E eu queria destacar aqui duas coisas que achei magavilhosas no Dante e que me fizeram falar “Meu Deus, me dá esse cara, por favor!”. A primeira coisa foi quando Luna suspeitou que estava gravida e entrou em desespero. Afinal, ela tinha ido para a cama com o Dante por causa de uma eventualidade (uma eventualidade muito engraçada, diga-se de passagem) e eles ainda estavam se odiando mortalmente. Ela estava morrendo de medo de falar isso para ele e tudo mais, mas Dante foi tão, tão amorzinho! Não no sentido “Vamos ficar juntos e ser felizes”. Não! Foi mais no sentido “Eu não te amo, mas isso também é minha responsabilidade”. E desculpa ai, mas é mais fácil um cara falar “eu te amo” por falar, do que assumir uma criança que ele nunca quis. E Dante ganhou mil pontos comigo por causa disso.

Outro ponto que Dante merece é por sua filosofia “Se nós estamos brigando, vamos brigar até o fim e vamos resolver isso. Ninguém vai embora com raiva do outro.”. E eu tenho uma filosofia semelhante. E fiquei toda feliz de saber que alguém pensa como eu. Porque também acho que, se estamos brigando, vamos brigar de verdade. Todo mundo fala o que pensa, grita, chora, esperneia, mas fala tudo. E se der para resolver, resolve na hora. Se não der, bola pra frente. Sempre acreditei que essa coisa de sair com raiva e ficar remoendo a raiva é a pior coisa do mundo.

Deu para perceber que amei o Dante, né? Pois é, eu amei ele. Adorei também a Luna, mesmo que as vezes eu quisesse bater nela, porque ela tinha um complexo de inferioridade que ficava bem guardadinho, mas que quando não precisava aparecer, aparecia com vontade e arruinava tudo. Sua falta de fé em si mesma causou tanto problema, mas tanto problema!

Fiquei apaixonada pela família cigana da Luna e senti um pouco de saudades de O Pássaro da Samanta Holtz. Adorei também sua melhor amiga (que nem com magia pesada eu sou capaz de lembrar o nome).

Adorei também a irmã do Dante e seu marido. Deles eu lembro o nome, mas não vou falar o nome para guardar a surpresa (já que tirei uma surpresa de vocês nessa resenha). E sério, acho que eles mereciam um livro. Eles são tão amorzinho! Eu fiquei encantada de mais com a relação louca deles. ❤

Bem, considerando que eu não lembro de mais nada para ser dito, tudo que tenho a acrescentar é: A-DO-REI! Carina Rissi me fazendo amá-la cada vez mais. Leiam e queiram roubar o Dante com sua tatuagem de asas de anjo (assim como eu).

E ai, o que vocês já leram dela? Gostaram?

Beijos!

Laury

Bienal do Rio 2015: Eu fui!

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Olá, seus gatinhos! Como vão?

Essa semana (de 3 a 13 de setembro) acontece a Bienal do Rio e eu, junto com a nossa colaboradora Bia e os migos Johnny e Tuanni fomos passar o primeiro final de semana na Cidade Maravilhosa.

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Nosso amigo Johnny, como uma pessoa bem esperta, fez um pequeno diário de Bienal:

Bem, como deu para perceber, nossa experiência foi um tanto quanto duvidosa. Eu, como sou uma pessoa esperta, passei frio TODOS os dias, porque fui preparada para o calor intenso e não para o frio. Mas tudo bem, enquanto eu estava na Bienal o calor humano me aqueceu.

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E deixando o frio de lado, vamos ao que interessa, a programação.

O primeiro dia (05/09) foi dia de pegar filas monumentais para entrar e depois conhecer tudo de bom que estava rolando na Bienal.

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Nesse dia eu visitei quase todos os estandes principais e aqueles que são parceiros do blog. Conhecemos (eu e Bia) o responsável pelas parcerias da Madras, que é um amorzinho de pessoa e fez desconto para nós. ❤

Conhecemos a Thais (duvida cruel se é assim que se escreve) da Novo Conceito, que é outro amorzinho de pessoa, que ficou conversando com a gente o maior tempão. Fora que ganhamos o kit de sobrevivência dos parceiros NC. Uma coisinha super fofa com camiseta, bottons exclusivos e COMIDA!! ❤

Demos uma passadinha pela Valentina que estava super amorzinho. E também pela Autentica, onde comprei o lançamento Um Ano Inesquecível e peguei autógrafo da Babi Dewet, que é um amorzinho de pessoa e dona de abraços apertados. :3

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Também morri de amores pelo estande da Zahar que era mais alto que os demais e tinha um “buraquinho” feito especialmente para as crianças. Um lugar MUITO fofo e gracinha.

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Nesse dia lindo eu tive o prazer de conhecer duas pessoas mais do que conhecidas pelos apaixonados por livros: Pam Gonçalves e Tatiana Feltrin.

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Tirei foto com a Ilana Casoy e cara, ela é maravilhosa! Eu assisti parte da palestra dela (não pude assistir tudo porque tinha que voltar para a fila de senhas, mas vou assistir no youtube) e depois a encontrei na área de conveniência junto com o que eu acho que seja o editor da DarkSide (achei ele uma figura). Eu, obviamente, como a pessoa super sem noção que sou, tive que atrapalhar o momento de calma dela para pedir uma foto. E eu, além de tirar foto, ganhei uma seringa marcador. A coisa mais maravilhosa. ❤

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Rolou também autógrafo da Vanessa Bosso.

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Além disso, teve Carina Rissi e sua fila ENOORME! Como eu sempre vejo a Carina (stalker), eu preferi não morrer lá na fila, principalmente porque todos os meus livros dela já são autografados. Outro que não peguei autógrafo, mas queria MUITO foi o Pedro Chagas. Só que teve um probleminha e o que era para ser com senha foi sem senha, e como eu estava na fila do David, não pude ir para a do Pedro. Chora para sempre!! Queria ter pego o autógrafo dele e parabenizado a Barbara por ter conquistado um cara tão bacana (boatos de que ela é igualmente bacana).

O outro grande momento do dia 5 foi: DAVID NICHOLLS!!

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Das 11h às 16h na fila, muita fome, muitas novas amizades. Foi um pequeno tumulto e um grande medo de não conseguir a senha, porque mil pessoas estavam furando a fila sem qualquer tipo de controle. Mas no final deu certo e eu fui para a palestra e a sessão de autógrafos. Não fiquei feliz com o troca troca de lugar, mas ok. Autografei, peguei vários brindes e dei um livro meu de presente para ele (porque sim).

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Nesse dia eu e a Bia fomos expulsos da Bienal. Basicamente. Porque fomos embora quando já estavam desligando as luzes.

Já no dia 6 teve Vanessa de Cássia, Jéssica Anitelli, FML Pepper (e duas mortes super lindas e saradas), palestra da Babi A. Sette sobre construção de romances históricos, palestra com o Marcelo Siqueira e o Gustavo Almeida sobre mídias sociais e uma Laury descobrindo que não é muito boa nessa profissão de escritora.

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Bem, do dia 6, os meus preferidos foram as palestras da rodada literária. A Babi A. Sette é um amorzinho de pessoa e deu super dicas de escrita. O que me fez ter certeza que eu preciso ler os livros dela logo (depois dessa bienal eu tenho todos). E teve também a palestra dos meninos (que são conhecidos pelo pseudônimo Bento de Luca) que são super divertidos e com quem eu e Bia nos identificamos bastante pela escrita conjunta. O Marcelo é minha versão masculina e o Gustavo é a versão masculina da Bia. Apenas. O que também me faz ter certeza que eu preciso ler o livro deles (que também está na minha estante). A minha única crítica a Novo Século nessa bienal é quanto ao preço dos livros. Estava tudo muito caro, eu só comprei, porque eu queria muito comprar o último livro da Babi.

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Já o dia 7 e também o último dia, foi mais um dia “Laury sendo escritora“. Ou seja, fui tentar fazer aquele social básico no estande para tentar vender livros. Conheci autoras muito fofas (com um humor invejável, porque quem me conhece sabe que o meu humor nem sempre é dos melhores hahaha) e leitores super fofos também. Tirei poucas fotos, mas queria ter tirado mais (o celular e a bateria não estavam ajudando).

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Além disso, conheci pessoalmente algumas blogueiras parceiras. ❤

Juliana Souza

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E minhas considerações finais sobre o Rio e a Bienal são basicamente:

– AMEI o estande da Novo Conceito e suas tomadas que salvaram vidas.

– Adorei o espaço de desenho.

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– Adorei o esquema de tradução simultânea para autores internacionais (tudo feito de forma eletrônica nos fones, nada de autor falando uma frase de cada vez para ser traduzida).

– Teve muitas opções de comida.

– Não gostei nadinha da regra da Bienal de que autor não podia distribuir marcador e afins fora do seu estande.

– Adorei também o estande dos Correios, para as pessoas poderem enviar os livros direto da Bienal sem precisar carregar o peso.

– Morri de amores pelo desconto de 20% para professor. Ele é simplesmente incrível!

– E a consideração mais polêmica de todas: Prefiro São Paulo. Eu sei que é estranho, principalmente porque a Bienal de São Paulo é menor que a do Rio, mas não sei, gostei mais de São Paulo, talvez porque eu esteja mais familiarizada com a cidade e a feira de lá.

Mas é isso, uma vida de considerações e um diário gigante. Eu gostaria só de acrescentar que fiquei pobre e meu cartão só tem mais um limite de $40 depois dessa Bienal. Vejam o Book Haul da Bienal para entender os gastos e a pobreza:

Beijos seus lindos e vamos nos encontrar na Bienal do ano que vem lá em São Paulo. A data já está definida (26 de agosto a 04 de setembro de 2016 no Anhembi) e minha presença confirmada. 😉

Laury.

[Evento] Lançamento No Mundo de Luna (#Goiânia) e novidades

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Olá, seus lindos!! Como vão?

Posso contar um segredo para vocês (um que vai me matar de vergonha)? Hoje é aniversário do blog. Sim! Hoje, dia 15/06/2015, ele faz exatamente 3 anos! Mas como sou uma daquelas mães que desnaturada nem chega a descrever, eu não preparei nada de especial (nem lembrei para falar a verdade, o celular que me lembrou). Desculpem!

No entanto, hoje até que vai ser um dia bacana no blog, por causa desses post (Afinal, quem não adora Carina Rissi, certo?) e por causa do lançamento do meu livro (DE GRAÇA!, vale ressaltar). Mas vamos focar nesse post? Ok.

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Bem, eu adooooro a Carina Rissi (acho que não é segredo) e desde que eu morri de chorar lendo seu primeiro livro (Perdida), eu fico de olho em tudo que acontece na vida dela (Sabe stalker? Então). Eu já tinha conhecido a Carina em Bienal, mas essa foi a primeira vez que ela veio na minha cidade divosa. Ou seja, só morri quando fiquei sabendo da notícia que ela viria e morri de ansiedade até o dia chegar.

Eis que o sábado (13/06) chegou e dez milhões de coisas deram errado e eu cheguei atrasada. Uma hora e meia. No entanto (gracas aos céus!), ela ainda estava lá quando eu cheguei. Duas horas na fila depois (conhecendo pessoas divertidas, claro), a Carina finalmente colocou suas mãozinhas no meu exemplar de No munda da Luna.

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Foi lindo? Foi. Foi maravilhoso? Foi. E ela lembrou que me conhecia (vulgo, já tinha ido em outra sessão de autógrafos dela). Adivinha quem morreu. Claro que fui eu. Morri nesse momento e morri em todos os momentos seguintes. Principalmente no momento que fiquei sabendo das novidades (vulgo os próximos livros que levarão meu dinheiro embora). E a pergunta é: Vocês querem saber das novidades? Pois vamos as novidades!!

Temos QUATRO livros em vista!

2015

Perdida 3 (Quem não ama Sofia e Ian? ❤ )

2016

– Mentira Perfeita (Sabe o Max de Procura-se um marido? Acho que vocês lembram que ele tem um irmão, certo? Agora imagine um livro inteirinho para o irmão dele. Exatamente, eu também já quero!)

Perdida 4 (Um livro todinho pra Elisa)

2017

– Envenenada (Não vou mentir, gostei das outras novidades, mas essa… Céus, eu apenas morri com essa novidade. Quem leu a resenha de O Livro dos vilões sabe o quanto eu gostei do conto Menina Veneno e da Malvina. Apenas o melhor conto do livro. E claro que eu não pude resistir a tentação de perguntar se viraria um livro. E a responta foi SIM! Ela tinha assinado o contrato a pouquíssimo tempo e o livro iria sair em 2017. Tudo bem que o tempo que vou ter que esperar me matou, MAS eu consigo. Sou uma menina forte.)

Sobre No Mundo da Luna: eu, como uma pessoa nada desesperada, já li o livro e em breve ele vai aparecer em uma resenha por aqui (já tenho umas 10 resenhas pendentes, mas ok).

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E então, gostaram das novidades (que eu nem sei se poderia estar contando)? Eu AMEI! E quero os próximos, principalmente Envenenada. ❤

Fiquem ligados que daqui a pouco tem meu livro para todo mundo baixar de graça e ler e me contar se amo, se odiou ou se é ok. Adoro opiniões!

Beijos, seus lindos!

Laury

[Resenha] O Livro dos Vilões

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Esse foi um dos meus livros de Black Friday (Fui uma pessoa econômica e comprei só três, todos com uma pitadinha de “para sempre”), quis comprar o livro das princesas pela presença da linda da Meg Cabot, mas o preço me convenceu a levar primeiro o livro dos vilões para casa. Preciso dizer que não me arrependi.

O Livro dos Vilões

Comecei o livro no mesmo dia que chegou, bem no finalzinho do dia, li metade do primeiro conto e a primeira coisa que fiz quando acordei no outro dia foi continuar a leitura. E rapidinho eu terminei. Coisa bem rápida mesmo. E é com muito orgulho que sem sombra de dúvidas eu elejo o melhor conto da coleção como sendo brasileiro.

Sim, verde e amarelo e sendo da divosa da Carina Rissi. Só digo que esse conto merece virar um livro todo e quem dirá até um filme. Porque sim, sou dessas.

Mas vamos falar um pouquinho de cada?

#Stepsisters Sobre sapatos e selfies — Cecily Von Ziegesar

Alguém já brilhou mais nessa vida do que a criadora de Gossip Girl? Eu por exemplo sou super fã, mas na minha opinião deixou a desejar. Não sei, essa história de transformar a “Cinderela” nesse projeto de Serena (porque definitivamente não chegou nem aos pés da Blair) não deu muito certo. Escreva sobre NY, mas não leve a Cinderela para Gossip Girl, esses são dois mundos que não se cruzam, mesmo que Chuck e Blair sejam um conto de fadas moderno maravilhoso.

Fora que a principal personagem não é a vilã, como deveria ser e o próprio nome do livro diz. A principal é a “princesa”, a borralheira para dizer a verdade. E autora tenta de uma forma fraca (Gossip Girl tem golpes muito mais monstruosos) mostrar que a princesa não é tão boazinha assim. Não me convenceu. Mais livro das princesas que livro dos vilões.

Menina Veneno — Carina Rissi

O que dizer dessa mega adaptação de A Branca de Neve? Porque esse conto sim foi sobre vilões e na minha opinião, o único também. Porque a nossa bruxa má é quem é vista como vilã nos contos de fadas, aquela que acaba com a vida da Branca de Neve e tudo mais. E esse conto é a versão dela, meio que como Malévola foi a versão da vilã sobre o conto da Bela Adormecida, entende? Foi perfeito! Foi magnífico!

A Carina me fez odiar a Branca de Neve e amar a madrasta com todas as minhas forças. Eu queria o final feliz da madrasta, eu queria que ela conseguisse tudo que queria e que ela ganhasse um mocinho no final, e não a Branca. E tudo o que eu digo é que terminei o conto com o coração vazio, desejando muito um livro inteiro sobre Malvina, sua vida e seu futuro. Porque ela é extraordinária! E ela merece o meu amor.

Quanto mais afiado o espinho — Diana Peterfreund

Esse foi outro que para mim não teve nada de vilão. Ok, nossa protagonista é uma bruxa, mas desde quando a bruxa é uma pessoa má? Desde quando a pessoa é vilã só porque é bruxa? Eu senti que a autora quis fazer uma adaptação de a Bela Adormecida e dar uma puxada para a versão original do conto de fadas. Aquela versão macabra, sabe? Só que o problema é que nossa “vilã” é uma menina, uma menina que não quer ser bruxa, que é humilhada, que não sabe se defender, nem se impor. E que no único momento em que decide ser um pouco mais e se vingar, se arrepende logo em seguida e depois por um longo tempo, para não dizer para sempre.

É até legalzinho como uma simples adaptação, mas fraco para estar em um livro sobre “vilões”, se é que me entende.

A menina e o lobo — Fábio Yabu

Sinceramente não sei o que dizer desse conto. Sabe aquela coisa que tem tudo, absolutamente tudo para ser bom e acaba simplesmente não sendo aquilo tudo. O autor criou um mundo bacana com toda a história dos contos de fadas infinitos, se repetindo uma sequência atrás da outra e tendo o Narrador como o “Deus”. Mas a coisa começa a ficar duvidosa quando a gente percebe que seu vilão inspiração é o lobo mau. Para mim ele nem é vilão, é um simples coadjuvante nas histórias, um animal seguindo seus instintos para viver e sobreviver.

Mas talvez o que mais tenha me incomodado tenha sido a falta de objetividade. São muitas páginas e muitos detalhes que na frente se tornam simplesmente inúteis. Que você leu, mas não te levam a lugar algum. Noticias de jornais, conversas vagas ao final da noite e coisas que não acrescentam nada a sua leitura. E o final… prefiro não comentar a loucura que foi o final.

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Bem, foi um livro bacana, rápido e gostosíssimo. Super recomendo para aquelas horinhas de tédio que você não está fazendo nada. Se gosta daquela pitadinha de conto de fadas então… Só não acreditem no felizes para sempre, porque vilões não costumam ser aplaudidos por tudo que fazem.

Já leram? Gostaram?

Beijos!

Laury

[Notícias] Filme de Perdida? Sim, vai rolar!

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Acho que eu já devo ter mencionado pelo menos umas mil vezes o quanto eu gosto da Carina Rissi, certo? Resenhei Perdida aqui e contei como me apaixonei pelo livro e surtei com vocês quando surgiu a possibilidade de um filme. E agora eu morro de amores com o fato da possibilidade estar cada vez mais perto de ser super, hiper, mega concreta.

Essa semana a divosa da Carina Rissi liberou em seu facebook os nomes cotados para protagonizar nosso casal amado. Nada menos que: Bruna Marquezine e Chay Suede.

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A notícia gerou bafafá e até comentários de baixo calão. Desnecessários, diga-se de passagem. E obrigou a Carina a fazer uma declaração sobre isso tudo:

Bem, o diretor Luca Amberg pediu para que a Carina nos apresentasse a sua ideia e olha no que deu. Respeito os fãs, porque também sou fã, mas não precisava disso, não é gente?

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Também não sou muito fã da Bruna e acho que a Isabelle Drummond ia combinar muito mais, mas não precisamos de escândalo para isso, meu povo! Enfim, tudo está na mão do diretor agora. Espero que ele tome a melhor decisão e independente de qualquer coisa, eu estarei no cinema para assistir.

E vocês, o que acharam? Quem gostariam de ver no papel?

Beijos!

Laury

[TCeB] Quem disse isso? Você sabe?

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Olá! Como vão?

A matéria é antiga, mas o questionamento é válido. E a pergunta é: você seria capaz de descobrir o sexo do escritor apenas lendo um trecho de um escrito dele? Parece meio ridículo, certo?

Pois essa questão foi levantada novamente após uma suposta declaração de um ganhador do prêmio Nobel de literatura. A declaração não merece ser reproduzida aqui, mas eu gostei da pergunta e peguei os trechos usados pela Veja (Sérgio Rodrigues – Todoprosa) para fazer o teste com vocês, o que acham?

Nos próximos parágrafos terão dois homens e duas mulheres. Leiam o trecho, pensem sobre se quem escreveu é homem e mulher. Para saber a resposta, basta selecionar o nome escrito logo abaixo que estará em cor branca para não acabar com a graça do desafio. Combinado?

Eu disse que ateus e crentes fazem parte do mesmo grupo. Todos acreditam em algo. Todos podem dormir e roncar tranquilos, amparados no estofado de alguma convicção. O teor da certeza não faz a menor diferença. Basta ter certeza e estão todos no mesmo barco. Miseráveis são os que não estão em barco nenhum. Não sei se Deus existe. Não tenho certeza de nada. Vou morrer sem saber. É, vou morrer. Oração universal, imemorial. Morreremos. A palavra que nos une. O único verbo que tenho a humildade de conjugar na primeira pessoa do plural.

(Romance “Esperando Zilanda”, da autora estreante Tamara Sender)

Um aquário de águas sujas, a noite e a névoa da noite onde eles navegam sem me ver, peixes cegos ignorantes de seu caminho inevitável em direção um ao outro e a mim. Pleno inverno gelado, agosto e madrugada na esquina da loja funerária, eles navegam entre punks, mendigos, neons, prostitutas e gemidos de sintetizador eletrônico – sons, algas, águas – soltos no espaço que separa o bar maldito das trevas do parque, na cidade que não é nem será mais a de um deles. Porque as cidades, como as pessoas ocasionais e os apartamentos alugados, foram feitas para serem abandonadas – reflete, enquanto navega.

(Abertura do conto “O rapaz mais triste do mundo”, do livro “Os dragões não conhecem o paraíso”, de Caio Fernando Abreu)

Lisboa é cheinha de gente e tem muito a ver com o Brasil (que novidade!). Bem, eu digo isso comparando aos outros países, onde você não vê tantos mendigos, tanta desorganização no Correio para telefonar para outras cidades ou o exterior e muito menos a mistura de carros e lojas que há por aqui. Tem DKW dos mais barulhentos, com aquele cheiro de gasolina saindo, ao lado de um Renault novinho em folha. Lembra um pouco Atenas. E aqui você pode distinguir com mais rapidez um homem pertencente à classe burguesa (digo, um capitalista) e um proletário (um operário ou um camponês). Isso sem dúvida, como no Brasil, e diferente do que acontece na França.

(Romance “Olhos secos”, de Bernardo Ajzenberg)

Evidentemente, o jornal do meu pai foi fechado antes de se transformar em um conglomerado da comunicação. Ao mesmo tempo, as sucursais da Última Hora eram incendiadas em todo o país e a situação ficou complicada para a esquerda. Meu avô entrou em cena e aplicou aquele que tem sido o lema dos Sampaio, desde tempos imemoriais: quando a coisa ficar preta, saia rápido o bastante para não parecer afronta e devagar o suficiente para não caracterizar covardia. De acordo com esta máxima, que vem nos conservando a vida há várias gerações, meu pai foi devidamente escondido em algum lugar de Santa Catarina, de onde voltou três anos depois.

(Romance “As pernas de Úrsula e outras possibilidades”, de Claudia Tajes)

E então, acertaram? Eu acertei apenas a metade e me considero uma vitoriosa. E tenho uma opinião um pouco polêmica sobre o assunto. Não acho que homem ou mulher seja melhor na hora de escrever, mas admito que eles escrevem de forma diferente (o que não poderia deixar de ser, claro) e que as vezes, determinados assuntos, quando não trabalhados adequadamente, ficam forçados nas palavras de uns e de outros. Quando falo isso tenho dois exemplos disso que me saltam a cabeça, dois exemplos de assuntos que ficaram forçados, e um exemplo de um assunto que ficou muito bem trabalhado (um “assunto feminino” tratado por um homem).

Mas bem, não vamos falar sobre isso. Só sei que uma coisa eu sei reconhecer com certeza absoluta: Meg Cabot. Quase sinto o cheiro dela quando leio o texto. A única escritora que já conseguiu me confundir nesse aspecto foi a Carina Rissi, que escreve muito parecido (talvez por isso goste tanto dela).

Mas e ai, como se saíram? Acertaram muito? Quem vocês conseguem reconhecer com uma olhada só?

Beijos!

Laury

[Notícias] Turnê Carina Rissi “No Mundo da Luna”

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Olá, povo bonito! Como vão?

Acho que todo mundo sabe que adoro a Carina Rissi, né? Se não sabe, está sabendo agora. Sou louca nos livros dela, principalmente Perdida que me fez chorar horrores e eu recomendo para todo mundo.

Pois bem, essa autora divosa irá lançar livro novo esse ano e da mesma forma que fez com Encontrada, ela irá sair em turnê de lançamento. Sente a chiquesa. E semana passada a Editora Verus divulgou as cidades. Bora conferir?

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Não vou nem comentar que estou extremamente chateada de não ter nenhum evento em Goiás, porque isso já é meio óbvio. Eu nem peço para ter evento em Goiânia, porque já acostumei ao fato do resto do mundo ignorar nossa existência (mesmo sendo a capital do estado), mas acho que ter evento em Brasília é o mínimo.

Mas ok, sem drama e reclamação. Eu vou ver essa mulher na Bienal (ou não, já que a última vez a fila estava simplesmente intragável).

Para os bonitos que deram a sorte de ter evento na cidade, confiram os eventos no facebook:

19 de março – Belo Horizonte – http://bit.ly/LunaBeloHorizonte
21 de março – Rio de Janeiro – http://bit.ly/LunaRiodeJaneiro
22 de março – São Paulo – http://bit.ly/LunaSãoPaulo
23 de março – Campinas – http://bit.ly/LunaCampinas
26 de março – Porto Alegre – http://bit.ly/LunaPortoAlegre
27 de março – Florianópolis – http://bit.ly/LunaFlorianópolis
28 de março – Curitiba – http://bit.ly/LunaCuritiba
10 de abril – Fortaleza – http://bit.ly/LunaFortaleza
12 de abril – Salvador – http://bit.ly/LunaSalvador

É isso. Estão ansiosos? Bom evento para quem for. Tirem muitas fotos por mim e se quiserem mandar para a gente, nós postamos. 🙂

Beijos!

Laury.